Coranavirus-sociedade-actual

O coronavírus ou uma nova forma de ver o mundo…

O vírus veio pôr a nu o facto de sermos todos iguais...

Por estes dias só se fala numa coisa…

Coronavírus…

Uma coisa que há uns meses era completamente desconhecida, tomou o nosso mundo de assalto, deixando sequelas muito difíceis de prever…

O ser humano tomou consciência das suas fragilidades…

Dos seus medos…

Dos seus anseios…

O medo paralisou toda uma sociedade que se julgava forte e intransponível…

A nível social e económico as consequências serão terríveis

A nível de relações entre as pessoas, levará muito tempo até voltarem a ser como eram antes…

De repente o ser humano foi obrigado a repensar toda uma forma de vida em sociedade…

A solidão é hoje apanágio em função de normas instruídas pelos países…

A casa tornou-se sinónimo de prisão…

As grilhetas foram-nos postas por um inimigo invisível…

Surgem como não pode deixar de ser imensas teorias de conspiração…

Que afinal a China fabricou em laboratório, um vírus capaz de lhe dar o domínio do mundo…

No entanto e como sou um optimista, tento ver alguma benesse humana neste surto viral…

Acredito que quando a pandemia passar, o ser humano vai ser capaz de ver o seu semelhante com outros olhos…

De uma forma muito mais simples…

Mais fraterna…

Mais amigável…

Acredito que o abraço entre as pessoas vai ter outro significado…

Que o beijo vai adquirir um sentimento até aqui desconhecido…

Que o estar perto de quem amamos, vai provocar sorrisos puros e cristalinos…

Que a pandemia que hoje controla os nossos movimentos, e até pela quadra que atravessamos, seja um sinal de ressurreição da humanidade…

Um sinal de amor…

Um sinal de fraternidade…

Um sinal de esperança…

O vírus veio pôr a nu o facto de sermos todos iguais…

Mas mais…

Veio dar-nos a oportunidade de repensar toda uma vida…

Que não tenhamos nada como um dado adquirido…

Porque como se viu com esta pandemia, basta um dia para o mundo como o conhecíamos ficar totalmente do avesso…

Desejo sinceramente que a lição tenha sido aprendida…

E que cada um tire as melhores ilações para o seu futuro…

Que afinal está mesmo ali atrás da porta…

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António Franco
Nasci em 1966 na aldeia da Paúla, em Alenquer, e vivo dos meus prazeres... Gosto de política, de ler, não dispenso uma ida ao Gerês e à Nazaré... Conversar com os meus filhos enche-me a alma... O cheiro da terra molhada, assim como o nascer do sol e as noites estreladas de verão, alimentam-me o espírito... Depois de tudo isto contemplo a paisagem com um passeio junto aos moinhos... Este sou eu!

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