O Novo Poker Atómico

tomada de posse de Donald Trump

Escrevo a escassos dias da tomada de posse de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos.

Nesta altura e de uma forma algo exacerbada, os não apoiantes de Trump protestam em vários sítios.

Como se a legitimidade da votação que o elegeu pudesse ser posta em causa.

O mundo actual parece estar possuído por uma dose de loucura.

Quando o candidato que apoiamos ganha as eleições, tudo são rosas.

Quando as perde, “aqui d´el Rei” que o homem é um perigo e tem que ser corrido.

Eu na minha modesta opinião acho que Trump vai ser um excelente presidente para os Estados Unidos, único país a quem no fundo deve justificações.

 




 

Uma das coisas que neste momento é discutida, é se Trump alguma vez usará o arsenal nuclear que tem à disposição.

 

Faz hoje 49 anos que as duas super potências da altura, Estados Unidos e União Soviética, assinaram um termo que limitava o fabrico de armas nucleares.

Esse acordo permitiu um controlo mais efectivo sobre essas armas, as quais ao contrário do que é dito, não foram utilizadas apenas duas vezes.

Com efeito o projecto “Manhattan” que culminou com o bombardeamento de Hiroxima e Nagasaki, foi testado em solo Americano entre os anos de 1943 e 1945.

 

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Existem registos fotográficos efectuados em Las Vegas, em que são perfeitamente visíveis “Cogumelos” atómicos no deserto do Nevada.

Conta-se que quando Robert Oppenheimer assistiu ao primeiro ensaio da bomba atómica, citou um filósofo indiano dizendo:

“Eu tornei-me a morte… O destruidor dos mundos”…

Talvez o físico Americano apenas calculasse em teoria o efeito devastador da bomba, não fazendo ideia da sua potência real.

 

Após os bombardeamentos das cidades japonesas, os Estados Unidos gozaram um período de tempo em que eram a única potência atómica.

 

No entanto em 1949, a União Soviética fez saber que tinha detonado com sucesso a sua primeira bomba nuclear.

O espaço temporal extremamente curto entre os dois projectos atómicos, levou a que os Estados Unidos investigassem possíveis fugas de informação, vindo a descobrir que uma rede de espionagem liderada por Klaus Fuchs e evolvendo David Greenglass, Ethel e Julius Rosenberg, tinha permitido que os Soviéticos recuperassem o atraso atómico em tempo record.

 




 

Paradoxalmente é o facto de a União Soviética possuir a dita bomba, que trava as intenções de Douglas MacArthur em bombardear a China com semelhante arma durante a guerra da Coreia, na qual uma coligação de países liderados pelos Estados Unidos, travou a expansão Comunista de Kim Il Sung.

Os Estados Unidos viram-se “impedidos” de fazer o dito bombardeamento, quando a União Soviética ameaçou retaliar da mesma forma para proteger as tropas de Mao Tsé Tung, que entretanto se tinham juntado aos Norte Coreanos.

Esta pequena resenha histórica serve no fundo para dizer uma coisa que me parece óbvia:

 

Ninguém no seu perfeito juízo desencadearia uma guerra nuclear onde por certo não existiriam vencedores ou vencidos.

 

A um bombardeamento seguir-se-ia outro ainda maior, destruindo a raça humana e o planeta Terra no espaço de horas.

É por isso claramente exagerado o alarido em volta da eleição de Trump, no que ao armamento atómico diz respeito.

Se acho que lideres como Kim Jong Un, serão alvos de medidas mais duras por parte da nova administração, não creio que o mundo como o conhecemos, sofra grandes alterações.

Por isso acabo esta crónica desejando um bom mandato a Donald Trump, no país que é conhecido por ser “The Land of the free and the home of the brave”.

 

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