Lev Tolstói, um dos maiores escritores russos de todos os tempos, não foi apenas um romancista brilhante, mas também um pensador profundo que dedicou grande parte da sua vida a refletir sobre as grandes questões existenciais e sociais.
O seu livro O Que é a Arte?, publicado em 1897, é um dos mais influentes textos filosóficos sobre o papel da arte na sociedade.
Tolstói oferece uma abordagem radical, desafiando as ideias convencionais sobre o que faz de algo uma verdadeira obra de arte.
Para Tolstói, a arte vai muito além da estética; deve ter um propósito moral e social profundo.
Neste artigo, exploramos como as suas ideias podem ser aplicadas à prática da fotografia moderna, em particular à filosofia que seguimos no Tapa ao Sal.
A fotografia, tal como outras formas de expressão, é uma ferramenta poderosa de comunicação, e as reflexões de Tolstói incentivam-nos a considerar o impacto mais profundo e significativo da nossa prática.
A arte como comunicação e emoção
Um dos pontos centrais do pensamento de Tolstói sobre a arte é a ideia de que ela é uma forma de comunicação emocional.
Para o autor, a verdadeira criação artística deve ser capaz de transmitir sentimentos, emoções e ideias do criador para o observador.
Este conceito é particularmente relevante na fotografia, onde o objetivo é muitas vezes captar e transmitir emoções que o público possa sentir ou compreender.
No TS – Estúdio, esforçamo-nos para que cada imagem conte uma história emocional.
Fotografamos não apenas a aparência de um momento, mas também o seu sentimento.
Esta filosofia encaixa-se na visão de Tolstói: a arte deve unir as pessoas por meio de emoções partilhadas.
Tolstói rejeitava a arte puramente técnica ou ornamental.
Ele acreditava que a obra só se tornava significativa quando criava uma ponte emocional entre o artista e o público.
Na nossa prática no Tapa ao Sal, seguimos esse princípio, focando-nos na captura da essência emocional dos momentos, além de nos preocuparmos com a técnica.

O papel social da arte na fotografia
Outro tema central nas reflexões de Tolstói é o compromisso com o papel social da arte.
Ele acreditava que as criações artísticas deveriam ter um propósito social e ser acessíveis a todos.
No campo da fotografia, este princípio pode ser aplicado de várias formas.
A fotografia documental, por exemplo, revela realidades frequentemente ignoradas pela sociedade, refletindo o ideal de que a arte deve servir à humanidade.
No Tapa ao Sal, apesar de o nosso foco principal serem sessões fotográficas tradicionais, como casamentos e retratos, estamos conscientes do impacto social da nossa fotografia.
Para nós, criar arte vai além de simples entretenimento: envolve também educar e inspirar.
O que é a arte: A simplicidade e o acesso
Tolstói defendia que a verdadeira arte é simples e acessível.
A complexidade excessiva, seja técnica ou conceitual, pode afastar as pessoas e criar uma divisão entre a elite artística e o público comum.
Para Tolstói, essa barreira representa uma falha.
No Tapa ao Sal, valorizamos a simplicidade na nossa prática fotográfica.
Aplicamos este princípio em projetos como a fotografia de paisagens na Lagoa de Santo André, onde a beleza natural é capturada de forma simples e poderosa.
Esta simplicidade, defendida por Tolstói, não implica falta de profundidade, mas sim clareza na transmissão da mensagem.
A intenção na criação artística
Um dos conceitos mais importantes no pensamento de Tolstói é o da intenção.
Ele argumentava que a verdadeira arte não pode ser criada com a única finalidade de agradar ou entreter; deve ser genuína, honesta e com um significado moral profundo.
Para o autor, o artista deve ter um propósito maior, que vá além da estética ou do lucro.
No TS – Estúdio, a nossa intenção é capturar a verdade emocional de cada momento, seja num casamento ou numa sessão de retrato.
Esta intenção, que valoriza a autenticidade sobre a perfeição técnica, reflete diretamente os princípios de Tolstói.
Além disso, projetos pessoais, como séries de paisagens ou retratos íntimos, também seguem esse caminho de criação com propósito.
O que é a arte: Educar e inspirar
Tolstói via a arte como uma ferramenta de educação moral e espiritual.
A obra de arte verdadeira não deveria apenas entreter, mas também elevar o espectador, tornando-o mais consciente da sua humanidade.
Na nossa prática fotográfica no Tapa ao Sal, tentamos educar e inspirar o nosso público através das imagens que criamos.
Um exemplo disso é o nosso trabalho de paisagem na Praia dos Coelhos, em Arrábida.
Procuramos não só capturar a beleza natural, mas também despertar uma reflexão sobre a importância da preservação ambiental.
Esta abordagem está alinhada com a filosofia de Tolstói, que defendia que a arte deve ser uma força que inspire e eduque a sociedade.
A rejeição do luxo na arte
Tolstói criticava fortemente a arte que servia ao luxo ou à extravagância.
Para ele, a verdadeira arte não deveria ser um objeto de ostentação ou um luxo reservado a poucos.
Na nossa prática no Tapa ao Sal, evitamos o excesso e a ostentação nas nossas imagens.
Seguimos a filosofia de que a autenticidade e a simplicidade são essenciais para uma arte significativa.
Conclusão: A visão de Tolstói e a fotografia em Tapa ao Sal
As reflexões de Tolstói sobre a arte continuam a ser extremamente relevantes para os artistas contemporâneos, incluindo fotógrafos.
A sua visão de que a arte deve ser emocional, social, acessível e educativa oferece um modelo poderoso para aqueles que, como nós no Tapa ao Sal, procuram criar imagens que vão além da estética.
A fotografia, como qualquer outra forma de expressão artística, tem o poder de transformar, inspirar e educar, desde que seja criada com propósito e integridade.
No final, tal como Tolstói sugere, a verdadeira arte é aquela que consegue unir as pessoas através da partilha de uma emoção comum, elevando-as e aproximando-as do que significa ser humano.

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