Casa tradicional de xisto na Aldeia da Figueira com portas e janelas de madeira

Aldeia da Figueira: um refúgio de xisto em Proença-a-Nova

Entre ruas de xisto, sabores tradicionais e um silêncio que abraça, descubra a Aldeia da Figueira e deixe-se perder no seu ritmo tranquilo.

No coração do Centro de Portugal, entre colinas suaves e vales que parecem guardar segredos antigos, a Aldeia da Figueira ergue-se com a serenidade de quem aprendeu a viver ao ritmo das estações.O xisto, na sua paleta de castanhos e ocres, dá corpo às casas e às ruas estreitas, refletindo a luz de forma quase líquida nas horas quentes do dia.

Chegámos quando o termómetro rondava os quarenta graus. O calor, denso e imóvel, parecia suspender o tempo, tornando cada passo mais lento e cada sombra um convite. As árvores, poucas mas generosas, ofereciam refúgios frescos onde o ar se misturava com o cheiro mineral das paredes antigas.

Rua de xisto na Aldeia da Figueira com casas tradicionais e visitante a caminhar
Entre paredes de xisto e silêncios antigos, a Aldeia da Figueira convida a caminhar sem pressa. Autor: Sérgio Santos

A aldeia, impecavelmente organizada, revelava-se aos poucos: casas recuperadas ao lado de outras que ainda aguardam mãos pacientes, recantos onde a vida rural se mantém discreta mas viva.

Havia um silêncio particular, quebrado apenas pelo eco distante de passos e por um leve murmúrio de água. Nesse cenário, a Aldeia da Figueira mostrava a sua vocação, lugar de pausa e de reencontro, ideal para quem procura descanso longe do ruído ou um espaço onde o trabalho remoto se torne uma extensão natural da paisagem.

Aqui, a história não é apenas contada; é vivida nas texturas das pedras, no frescor inesperado de um fontanário e na simplicidade de um banco à sombra.

Onde fica a Aldeia da Figueira e como chegar

A Aldeia da Figueira repousa no concelho de Proença-a-Nova, distrito de Castelo Branco, encaixada entre colinas suaves e campos onde o tempo corre devagar. No mapa, é um ponto discreto rodeado de verde e xisto; no terreno, é um entrelaçar de ruas, sombras e recantos que convidam a parar.

Chegar até aqui é seguir estradas que se vão estreitando, ladeadas por pinhais e encostas pedregosas que deixam entrever o horizonte. Pela A23, a aproximação faz-se rapidamente até Vila Velha de Ródão; daí, alguns quilómetros por estradas nacionais levam ao coração da aldeia.

De Castelo Branco, a viagem demora menos de uma hora; da Sertã, o percurso cruza uma paisagem que alterna sombra e claridade, ideal para pequenas pausas.

Rua estreita e casas de xisto na Aldeia da Figueira com vista para a serra
Entre muros centenários e horizontes verdes, a Aldeia da Figueira revela a sua calma intemporal. Autor: Sérgio Santos

Na nossa chegada, o caminho final revelou-se como uma entrada encenada: curvas suaves, uma descida que abre para as primeiras casas de xisto, e a sensação de entrar num lugar onde nada é apressado.

O carro ficou num pequeno largo, e dali bastaram poucos passos para sentir a aldeia à escala humana.

📍 Mapa interativo da Aldeia da Figueira

O mapa ajuda a visualizar onde cada recanto se encontra, desde o forno comunitário até ao fontanário, passando pelas zonas de descanso e miradouros. A partir dele, é mais fácil planear a visita e escolher se a chegada será apenas uma paragem ou o início de uma estadia mais longa.

Clica no canto superior direito do mapa para abrir em ecrã completo e guardar os teus locais favoritos.

História e identidade da Aldeia da Figueira (Aldeia de Xisto, Proença-a-Nova)

Entre as aldeias de xisto da Beira Baixa, a Figueira guarda a sua história em pedra e sombra. Pertence à Rede das Aldeias do Xisto, mas mantém uma identidade própria, moldada tanto pela geografia como pelo ritmo de quem sempre viveu do que a terra e o rio oferecem. Caminhar pelas suas ruas é percorrer séculos condensados num traço arquitetónico simples e resistente, onde cada parede conta uma história e cada junta de xisto parece encaixar o passado no presente.

Muitas casas já foram recuperadas com cuidado, respeitando a textura original e a tonalidade quente da pedra. Outras, ainda à espera de restauro, guardam no silêncio e nas marcas do tempo uma beleza imperfeita, como se sussurrassem memórias de famílias que partiram e de ofícios que o tempo rareou. É este contraste, entre o restaurado e o por restaurar, que dá à aldeia um caráter vivo, em transformação, sem a rigidez dos lugares cristalizados para o turismo.

Durante a visita, o calor fazia-se sentir em cada pedra. Ainda assim, havia recantos onde a frescura se impunha: paredes grossas que mantêm o interior fresco, pátios que deixam o vento circular, sombras lançadas por figueiras e oliveiras.

Em cada esquina, sinais de um modo de vida antigo ainda pulsavam discretamente, o forno comunitário pronto a ser aceso, um tanque de lavar roupa marcado pelo uso, e portas abertas onde se ouviam conversas em tom baixo.

Aqui, a cultura não se exibe de forma programada. Vive nos gestos quotidianos: no pão amassado à mão, na troca de legumes entre vizinhos, no restauro paciente de uma janela. E talvez seja por isso que a Aldeia da Figueira, em Proença-a-Nova, não se limita a ser visitada; é sentida, absorvida, e, aos poucos, fica gravada na memória de quem passa.

Primeiras impressões e ambiente

A chegada à Aldeia da Figueira foi marcada por uma luz intensa e um calor que parecia vibrar no ar. O termómetro rondava os quarenta graus e cada passo fazia sentir o peso do verão sobre a pele. Ainda assim, bastou entrar na primeira rua para perceber que havia refúgios. A sombra de uma figueira projetava-se sobre a calçada, fresca como um sopro inesperado; uma brisa leve, canalizada pelas ruas estreitas, trazia o cheiro mineral do xisto e o aroma seco das ervas do campo.

A aldeia é organizada de forma intuitiva, com ruas que se entrelaçam sem pressa, revelando recantos e pequenas praças onde o tempo parece abrandar. Casas bem cuidadas convivem com outras ainda à espera de restauro, criando uma paisagem autêntica, longe da artificialidade de certos destinos turísticos. O espaço público é tratado com atenção: bancos bem posicionados à sombra, caminhos limpos e pequenas zonas abertas que convidam à conversa ou ao descanso silencioso.

Foi fácil perceber que aqui a vida é vivida ao ritmo da aldeia, sem pressas nem ruídos em excesso. Há uma harmonia entre o que foi recuperado e o que permanece intocado, como se cada pedra tivesse o seu lugar e cada sombra o seu propósito. Nesse contraste entre a intensidade do calor e a frescura dos recantos, a Aldeia da Figueira revela-se não só como destino, mas como experiência sensorial completa.

O que visitar na Aldeia da Figueira

Entre ruas de xisto e recantos sombreados, a Aldeia da Figueira revela-se aos poucos, guardando pequenos tesouros que contam a sua história e moldam a experiência de quem a visita. Aqui, cada esquina oferece uma descoberta, seja um edifício carregado de memória, um espaço comunitário ainda em uso ou um recanto onde o silêncio se mistura com o som da natureza. É nesse ritmo lento e atento que se revelam os lugares que mais definem a identidade e o encanto desta aldeia.

Pontos de interesse arquitetónicos

As casas de xisto, com as suas paredes irregulares e tons quentes, são a espinha dorsal da aldeia. Algumas recuperadas com detalhe e respeito pela construção original; outras, marcadas pelo tempo, mostram o lado cru e autêntico da Figueira. A luz do fim da tarde acentua os contornos e revela pequenas variações na cor da pedra, como se cada fachada guardasse a sua própria memória.

As capelas e edifícios históricos, discretos mas firmes, surgem quase de surpresa no traçado das ruas. A sua presença lembra que a aldeia cresceu em torno de pontos de encontro e de fé, onde o quotidiano e o espiritual se cruzavam.

Na Rua da Cancela, numa esquina marcada pelo silêncio, ergue-se o forno comunitário. Bem recuperado e ainda usado, é um símbolo vivo da partilha e do saber tradicional. Ao passar por ali, quase se imagina o cheiro do pão a sair, e fica a promessa de voltar noutra ocasião para assistir ao ritual e provar o resultado.

Natureza e espaços de lazer

As áreas sombreadas, muitas criadas pela copa de árvores antigas, tornam-se indispensáveis nos dias de calor intenso. São pontos onde o tempo abranda e o corpo recupera fôlego. Há também pequenos miradouros que abrem para a envolvente, permitindo ver a aldeia encaixada entre o verde e o xisto.

Em certas ruas, descobrem-se recantos ideais para se sentar com um livro ou apenas ouvir o silêncio. É o caso de um banco de pedra junto a uma parede coberta de hera, onde a luz se filtra em tons suaves.

Na travessa que liga a Rua da Ladeira à Rua do Carril, um fontanário oferece água fresca, perfeita para saciar a sede de quem caminha. Apesar de pouca sombra, a sensação de refresco é imediata e memorável em dias quentes.

Vários percursos pedestres atravessam a aldeia, ligando-a a outras zonas de interesse. Entre eles, destaca-se a Grande Rota da Cortiçada (GR39) — um percurso circular com mais de 130 km de extensão, que convida à descoberta do concelho de Proença‑a‑Nova, das suas gentes, geodiversidade e cultura local. A Figueira situa-se num dos seus segmentos naturais, permitindo que esta aldeia se torne tanto destino como ponto de partida ou passagem para caminhantes que trilham etapas como Sobral Fernando ou Proença‑a‑Nova.

Informações úteis — Grande Rota da Cortiçada (GR39)

Distância total: ~130 km (circuito completo)

Trecho Figueira – Proença-a-Nova: ~18 km

Trecho Figueira – Sobral Fernando: ~20,5 km

Tipo de percurso: Circular, dividido em várias etapas

Dificuldade: Moderada — ideal para caminheiros habituados a distâncias médias/longas

O que esperar: Alternância de aldeias de xisto, bosques de sobreiros, zonas agrícolas e vistas amplas sobre vales e serras

Melhor época: Primavera e outono (temperaturas mais amenas e cores vibrantes na paisagem)

Sinalização: Placas e marcas de pintura vermelho/branco (norma de Grande Rota)

💡 Dica: Para quem pretende explorar apenas um troço, a ligação Figueira – Proença-a-Nova é perfeita para um dia de caminhada, com bons acessos de regresso e oportunidades para conhecer outras aldeias no caminho.

Gastronomia local (Casa Ti’ Augusta)

Fachada em xisto do restaurante Casa Ti’ Augusta na Aldeia da Figueira
A Casa Ti’ Augusta guarda o sabor da cozinha tradicional no coração da Aldeia da Figueira. Autor: Sérgio Santos

No coração da Aldeia da Figueira, a Casa Ti’ Augusta ergue-se como um farol de sabores antigos com leve sofisticação. O espaço em pedra, acolhedor e discreto, torna-se refúgio nos dias mais quentes, com salas renovadas e mesas onde a luz entra suavemente pelas janelas estreitas.

Os pratos homenageiam a tradição com um toque de criatividade. “Afogado da Boda”, “Plangaio com couves a monte” e “Cabrito Estonado” saem do forno comunitário, carregando o aroma intenso da cozinha feita com tempo. A tigelada com mel, agora também servida em formato de gelado, mostra que a memória gastronómica pode reinventar-se sem perder identidade.

A experiência é amplamente elogiada pelos visitantes: comida saborosa, ambiente agradável e serviço atencioso.

Críticas Google

4.8 ★ e 729 comentários

“Local de eleição onde os pratos regionais são o ponto forte da ementa.
Carta de vinhos com excelentes opções a preço justo.
Excelente o enquadramento, a decoração e o atendimento”

“Quase escondido numa pequena aldeia de xisto encontra-se este maravilhoso restaurante. Gostamos muito da comida, Afogado da Boda, que tinha um sabor incrível. Recomendado. A sobremesa era boa, mas não incrível. A equipe foi muito simpática e fácil de conversar. A casa em si e também o interior é super típico desta região e por si só já vale a pena uma visita. Realmente um lugar legal.”

“Experiência gastronómica a repetir. Qualidade da comida e do atendimento muito acima da média. Preço justo para a qualidade e para as doses de comida servidas. Um sítio a visitar por quem passa pelas Terras do Xisto…”

Algumas dicas práticas: é altamente recomendável reservar mesa. O restaurante funciona sobretudo ao fim de semana e, muitas vezes, está lotado.

Sentar-se aqui é sentir a confluência entre pedra e sabor. O calor fica do lado de fora. O aroma dos assados mistura-se ao frescor das bebidas geladas e ao som suave das conversas. Ao sair, a sensação é de leveza, corpo e espírito prontos para continuar a descobrir os recantos da aldeia.

Onde dormir

A Aldeia da Figueira acolhe viajantes com alojamentos que respiram a atmosfera do lugar. Entre ruas de xisto e fachadas recuperadas, é possível dormir em casas que preservam o traço tradicional, mas oferecem conforto moderno, perfeitas para uma escapadinha ou para quem procura dias mais longos, com tempo para sentir o compasso da aldeia.

Dentro da aldeia, duas opções destacam-se:

1 – Casa do Tear — Um espaço acolhedor, decorado com simplicidade e atenção ao detalhe. As paredes de xisto e os elementos de madeira criam um ambiente quente e autêntico, ideal para quem quer acordar no coração da aldeia e começar o dia com passeios pelas ruas estreitas.

Fachada em pedra da Casa do Tear na aldeia da Figueira, com vasos floridos e detalhes tradicionais.
A Casa do Tear preserva a autenticidade e o encanto rústico que fazem da aldeia da Figueira um refúgio de tradições no coração de Proença-a-Nova Autor: Sérgio Santos

2 – Casa dos Laia — Uma casa tradicional adaptada para receber hóspedes com todo o conforto. O interior combina o charme rústico com comodidades modernas, oferecendo um refúgio tranquilo logo à saída de casa.

Casa dos Laias com fachada branca na Aldeia da Figueira em Proença-a-Nova
A Casa dos Laias destaca-se na Aldeia da Figueira pelo contraste entre o branco imaculado e o xisto tradicional. Autor: Sérgio Santos

Para quem prefere ficar nos arredores e explorar a região com mais amplitude, há também excelentes alternativas:

  • A Sobreirinha Jacuzzi e Pet Friendly (em Sobreira Formosa) — Uma casa com traço moderno, jacuzzi privado e espaço pensado para receber animais de estimação. Perfeita para momentos de lazer e descanso após dias de descoberta.
  • Raízes Turismo Rural (em Catraia Cimeira) — Um turismo rural envolvido por natureza, com ambiente familiar e quartos confortáveis. Ideal para quem procura a tranquilidade do campo e a proximidade das aldeias de xisto.

Para estadias prolongadas ou trabalho remoto, estas opções oferecem ligação à internet estável, sossego e vistas inspiradoras. É fácil imaginar manhãs de trabalho junto a uma janela aberta, com o som das aves ao fundo, e pausas para explorar trilhos ou simplesmente saborear a calma.

Eventos e tradições

No inverno, a Aldeia da Figueira transforma-se num cenário quase saído de um postal. É a Aldeia Natal Figueira que dá nova vida às ruas de xisto, iluminando fachadas, enfeitando varandas e enchendo o ar com o cheiro doce de bolos acabados de cozer.

As ruas estreitas, que no verão guardam sombra e silêncio, tornam-se percursos de luz e cor. Entre as casas, ouvem-se músicas natalícias e vozes que se misturam num ambiente de festa, enquanto bancas improvisadas oferecem produtos locais, artesanato e sabores tradicionais.

O ambiente é mais do que decorativo, há um sentimento comunitário palpável. Crianças correm entre as luzes, famílias passeiam de mãos dadas e visitantes encontram-se com os moradores em torno de um copo de vinho quente ou de uma fatia de tigelada.

Para quem conhece a aldeia noutras estações, ver este momento é perceber como o espírito de celebração consegue transformar a mesma paisagem em algo novo.

Mas as tradições da Figueira não se resumem ao Natal. Ao longo do ano, pequenas iniciativas culturais reforçam a ligação entre os moradores e o património local: eventos gastronómicos que celebram o pão do forno comunitário, encontros de música popular, e até atividades ligadas aos percursos pedestres que atravessam a aldeia.

São momentos que mantêm viva a identidade local e que, para o visitante atento, revelam muito mais do que um simples cartaz de festa, mostram uma comunidade que celebra a sua própria história.

Extensões à visita: o ver e fazer próximo da Aldeia de Figueira

A partir da Aldeia da Figueira, a estrada torna-se convite para outros destinos que partilham o mesmo espírito de autenticidade e ligação ao território. É fácil prolongar a viagem e descobrir lugares que, embora diferentes na paisagem ou na história, dialogam com a experiência vivida aqui.

1 – Vila Velha de Ródão

Seguindo para sul, o rio Tejo aproxima-se em Vila Velha de Ródão, terra de monumentos naturais como as Portas de Ródão e de miradouros que abrem a paisagens de cortar a respiração. A viagem, curta e serpenteante, mantém o olhar preso nas encostas e no brilho da água.

2 – Centro Geodésico de Portugal

Mais a noroeste, o ponto mais central do país aguarda no Centro Geodésico de Portugal, em Vila de Rei. Lá, o horizonte estende-se em todas as direções, e a sensação é de ver o país inteiro desenhado à volta.

3 – Aldeia de Água Formosa

Também em Vila de Rei, a Aldeia de Água Formosa oferece uma versão mais intimista do xisto, onde a água corre livre entre moinhos e pequenas pontes de pedra, lembrando que a vida rural é feita de detalhes silenciosos.

4 – Sertã

E se a viagem seguir para oeste, vale a pena parar na Sertã. O guia O que visitar na Sertã reúne pontes históricas, gastronomia rica e a tranquilidade de um território que se descobre sem pressa, tal como a Figueira.

São extensões que não quebram o ritmo da visita, antes prolongam a sensação de descoberta, mantendo a mesma cadência de passos e o mesmo olhar atento que a Aldeia da Figueira desperta.

Conclusão: entre sombras, silêncios e memórias

Ao deixar a Aldeia da Figueira, a luz do final da tarde pousa devagar sobre o xisto, dourando as paredes e alongando sombras pelas ruas silenciosas. O calor do dia esmorece, mas permanece no ar um perfume quente de pedra, terra e madeira antiga. A aldeia fica para trás, mas a sensação é de que ela acompanha o viajante, gravada no corpo como um compasso mais lento.

O rumor distante de água no fontanário, o chiar discreto de uma porta a abrir, o eco de passos sobre a calçada irregular, são fragmentos que resistem na memória. Aqui, o tempo não se mede em horas, mas em momentos: a frescura inesperada de uma sombra, o sabor denso de um prato no restaurante local, o descanso de um banco voltado para a paisagem.

A Figueira não é um lugar que se atravesse depressa. É um destino para quem gosta de olhar devagar, de seguir o traçado das ruas sem mapa, de escutar histórias que não precisam de palavras. E quando a visita termina, é impossível não sentir que os arredores: os rios, as aldeias vizinhas, os miradouros distantes, continuam a chamar.

Talvez por isso, partir daqui não seja um adeus definitivo. É mais um intervalo até ao regresso, quando o calor, a luz e a calma desta aldeia voltarem a cruzar-se com o caminho do viajante.

Serviços de Fotografia

Tapa ao Sal

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Galeria de imagens da aldeia de xisto da Figueira

Cada fotografia da Aldeia da Figueira guarda um instante: a luz dourada sobre o xisto, a sombra fresca projetada pelas árvores, o silêncio das ruas estreitas. O forno comunitário surge como testemunha de tradições vivas, o fontanário reflete o céu enquanto refresca quem passa.

Entre casas recuperadas e fachadas que o tempo molda, vê-se a vida discreta da aldeia, um gato ao sol, uma mesa posta, um prato fumegante. A tigelada dourada e os copos frios contrastam com o calor do dia. Assim, a galeria torna-se um regresso, sempre possível, a este refúgio de pedra e calma.

Perguntas frequentes sobre a Aldeia da Figueira

Esta secção reúne as respostas diretas às dúvidas mais comuns de quem planeia visitar a Aldeia da Figueira. Aqui encontra informação prática sobre localização, melhor época para visitar, opções gastronómicas, alojamento e condições para teletrabalho, tudo pensado para ajudar a preparar a viagem com confiança e aproveitar ao máximo a experiência.

  1. Vale a pena visitar no verão?

    Sim. Apesar das temperaturas elevadas, a aldeia oferece zonas de sombra, recantos frescos e um ambiente calmo que compensa o calor. É ideal para quem aprecia um ritmo lento e quer aproveitar dias longos.

  2. Há restaurante na Aldeia da Figueira?

    Sim. O restaurante Casa Ti’ Augusta é o principal espaço gastronómico da aldeia, conhecido pela cozinha tradicional e pelo ambiente acolhedor. Recomenda-se reserva antecipada, sobretudo aos fins de semana.

  3. A aldeia tem alojamento disponível?

    Sim. Dentro da aldeia, há opções como a Casa do Tear e a Casa dos Laia. Nos arredores, destacam-se A Sobreirinha — Jacuzzi e Pet Friendly e o Raízes Turismo Rural.

  4. A Aldeia da Figueira é boa para teletrabalho?

    Sim. É um local tranquilo, com boa cobertura de rede e um ambiente inspirador. A combinação de silêncio, natureza e alojamentos confortáveis cria condições ideais para trabalhar à distância.

Partilhe a sua experiência… inspire outros a descobrir a Aldeia da Figueira!

Sentiu o aconchego das ruas de xisto logo à entrada? Reparou como a luz se infiltra entre as telhas e os ramos das oliveiras, pintando sombras irregulares no chão? Ouviu o eco dos passos na calçada antiga, o murmúrio de água fresca no fontanário, o som distante de vozes que se cruzam na praça?

Conte-nos nos comentários como foi a sua visita a este lugar onde o tempo abranda, e cada detalhe, por mais pequeno que pareça, guarda uma história.


Se este artigo lhe tocou, partilhe-o com quem procura viajar não só no espaço, mas também no tempo.

Pode ser alguém que aprecie a calma de um destino fora das rotas apressadas, que goste de caminhar sem pressa e reparar nos pormenores que fazem a diferença. Pode ser alguém que precise de se lembrar que viajar não é apenas somar quilómetros, mas criar memórias que ficam para sempre.

A Aldeia da Figueira não pede pressa. Pede atenção.
E, se for com tempo, talvez descubra que, entre pedra, natureza e tradição, existem lugares que não se medem em mapas, mas em sensações. Lugares que, mesmo no silêncio, dizem mais do que qualquer guia turístico conseguiria escrever.

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Obrigado por apoiar este projeto independente, que cresce devagar… como os lugares que se aprendem a viver para lá do seu próprio tempo.

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Sofia

Autora de guias de viagem no Tapa ao Sal, partilha experiências autênticas pelos destinos de Portugal. Com mais de 180 artigos publicados, alia paixão pela gastronomia e cultura portuguesa a uma escrita detalhada e acompanhada de fotografia própria.

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