A 13 de maio de 1917, na Cova da Iria, nos arredores de Fátima, três crianças que guardavam o rebanho da família afirmaram ter testemunhado um fenómeno extraordinário: uma figura feminina, envolta em luz intensa, que se lhes apresentou como “uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol”. Este momento marcaria o início de um ciclo de aparições que viria a transformar um recanto rural do concelho de Ourém num dos mais importantes centros de peregrinação do mundo católico.
As Aparições de Fátima não são apenas um episódio da religiosidade popular portuguesa, são um marco histórico que se entrelaça com o contexto político, social e espiritual da época. Ocorreram num tempo em que Portugal vivia sob um regime republicano fortemente anticlerical, no meio da Primeira Guerra Mundial e de uma pandemia iminente. E, ainda assim, mobilizaram multidões, atravessaram fronteiras e continuam a alimentar a fé de milhões de crentes mais de um século depois.
Quem eram os Pastorinhos?
As três crianças protagonistas das aparições — Lúcia de Jesus dos Santos, Francisco Marto e Jacinta Marto — nasceram e cresceram na aldeia de Aljustrel, freguesia de Fátima, numa época em que a vida rural dominava o interior de Portugal. Eram primos, filhos de famílias humildes, e dedicavam-se desde cedo ao pastoreio e às tarefas do campo, como tantas outras crianças da região no início do século XX.
Lúcia de Jesus (1907–2005)
Era a mais velha dos três, com dez anos na altura da primeira aparição. Descrita como inteligente, sensível e dotada de uma fé profunda, foi ela quem falou diretamente com a figura que identificou como Nossa Senhora. Foi também Lúcia a principal mensageira dos acontecimentos de Fátima, e viria mais tarde a tornar-se religiosa na Congregação das Irmãs Doroteias, e depois carmelita, adotando o nome Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado. Faleceu em 2005, no Carmelo de Coimbra.
Francisco Marto (1908–1919)
Tinha nove anos em maio de 1917. Era reservado, contemplativo e de poucas palavras. Segundo os relatos de Lúcia, Francisco via a Senhora mas não a ouvia, concentrando-se intensamente na oração. Após as aparições, entregou-se a uma vida de silêncio e sacrifício, pedindo frequentemente para “consolar Jesus”, conforme descreveu a prima. Morreu com apenas 10 anos, vítima da epidemia de gripe espanhola, a 4 de abril de 1919.
Jacinta Marto (1910–1920)
Com sete anos, era a mais nova dos três. Era viva, espontânea e profundamente impressionável. Segundo os relatos de Lúcia, Jacinta ouvia mas não via a Senhora. Terá recebido várias visões adicionais, incluindo imagens relacionadas com o sofrimento do Papa e com os horrores do inferno, o que marcou profundamente a sua curta vida. Faleceu em Lisboa, no Hospital D. Estefânia, a 20 de fevereiro de 1920, após longos meses de doença.
Os três pastorinhos foram beatificados pelo Papa João Paulo II em 2000, e Francisco e Jacinta foram canonizados pelo Papa Francisco a 13 de maio de 2017, exatamente cem anos após a primeira aparição.
Estas crianças, com origens modestas e uma vida breve, tornaram-se figuras centrais da espiritualidade portuguesa e símbolos de fé reconhecidos a nível mundial.
O Anjo de Portugal: as aparições de 1916
Antes mesmo da primeira aparição de Nossa Senhora, os três pastorinhos relataram ter sido visitados por uma figura angelical em três momentos distintos, durante o ano de 1916. Estes acontecimentos, muitas vezes menos conhecidos do grande público, são fundamentais para compreender o enquadramento espiritual das aparições de Fátima. A própria Lúcia, em escritos posteriores, afirmou que estas visitas prepararam espiritualmente as crianças para o que viria a acontecer em 1917.
As três aparições do Anjo
As aparições ocorreram na zona de Loca do Cabeço, em Valinhos (perto de Aljustrel), e num poço no quintal da casa dos pais de Lúcia. A figura apareceu-lhes sob a forma de um jovem “transparente como cristal, penetrado de luz”, que se identificou como o “Anjo da Paz” e mais tarde como o “Anjo de Portugal”.
Segundo os relatos, o Anjo pronunciou palavras simples, mas de profundo significado espiritual, convidando os pastorinhos à oração, à adoração e ao sacrifício:
“Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam.”
Esta oração, mais tarde conhecida como a “Oração do Anjo”, tornou-se parte essencial da espiritualidade de Fátima.
Mensagem de penitência e reparação
Numa das aparições, o Anjo entregou às crianças a Sagrada Eucaristia: uma hóstia e um cálice com o Sangue de Cristo, reforçando a dimensão sacramental e reparadora da sua mensagem. Pediu que os pastorinhos oferecessem sacrifícios “em reparação pelos pecados com que Deus é ofendido” e em súplica pela conversão dos pecadores.
Estas mensagens, embora aparentemente duras, foram acolhidas pelas crianças com uma seriedade surpreendente para a sua idade. Tal como mais tarde com Nossa Senhora, o Anjo dirigiu-se apenas a Lúcia, com Jacinta e Francisco a receberem a experiência de forma mais limitada, o que reforça a estrutura narrativa e simbólica dos acontecimentos.
As aparições do Anjo de 1916, reconhecidas oficialmente pela Igreja como parte integrante da mensagem de Fátima, introduzem temas que viriam a marcar profundamente a espiritualidade da Cova da Iria: adoração, penitência, reparação e intercessão. Num tempo marcado por guerra e instabilidade, o apelo à oração pela paz e pela humanidade tornava-se ainda mais urgente.
As seis aparições de Nossa Senhora em 1917
As aparições marianas registadas em Fátima decorreram entre maio e outubro de 1917, num total de seis encontros relatados pelas três crianças. Sempre no dia 13 de cada mês, com exceção de agosto, Nossa Senhora terá aparecido na Cova da Iria, transmitindo mensagens que reforçavam a oração, a penitência e a conversão dos corações. Estes acontecimentos ocorreram num período de grande incerteza: Portugal enfrentava divisões políticas internas, estava envolvido na Primeira Guerra Mundial e vivia sob um regime laico que reprimia manifestações públicas de fé.

13 de Maio de 1917
Foi a primeira vez que Lúcia, Francisco e Jacinta afirmaram ter visto “uma Senhora vestida de branco”, envolta numa luz intensa. Segundo Lúcia, a aparição pediu aos pastorinhos que voltassem ao mesmo local nos cinco meses seguintes, sempre no mesmo dia e à mesma hora. Pediu ainda que rezassem o terço todos os dias, pela paz no mundo e pelo fim da guerra.
A figura não se identificou de imediato, mas anunciou que voltaria. A mensagem foi simples e direta: oração e confiança em Deus.
13 de Junho de 1917
Nesta segunda aparição, a Senhora revelou que em breve Jacinta e Francisco iriam para o Céu, enquanto Lúcia teria de permanecer na Terra por mais tempo, para dar a conhecer a devoção ao Imaculado Coração de Maria. Esta referência introduz um dos elementos centrais da espiritualidade de Fátima: a consagração ao coração imaculado como forma de reparação pelos pecados do mundo.
13 de Julho de 1917
Foi uma das mais impactantes. Segundo Lúcia, Nossa Senhora revelou aos pastorinhos três partes de um segredo, que viriam a ser conhecidos como os “Segredos de Fátima”. A primeira parte foi uma visão do inferno; a segunda, um apelo à conversão da Rússia e à consagração do país ao Imaculado Coração de Maria; e a terceira, mantida em segredo durante décadas, foi divulgada pelo Vaticano no ano 2000, contendo uma visão simbólica do martírio de fiéis e da Igreja.
13 de Agosto de 1917
Neste dia, os pastorinhos foram impedidos de comparecer à Cova da Iria: tinham sido levados pelas autoridades civis e interrogados em Ourém, sob suspeita de perturbação da ordem pública. Apesar da pressão, não negaram os relatos anteriores. A aparição acabou por acontecer apenas a 19 de agosto, nos Valinhos, perto da casa dos pastorinhos. Nossa Senhora reforçou o pedido de oração e prometeu um milagre em outubro.
13 de Setembro de 1917
Mais de 20 mil pessoas acorreram à Cova da Iria. A Senhora voltou a pedir a recitação diária do terço e afirmou que Deus estava satisfeito com os sacrifícios feitos pelas crianças, mas que deviam continuar a rezar pela paz e pela conversão dos pecadores. Lúcia relatou que, no final da aparição, várias manifestações visuais e fenómenos atmosféricos impressionaram os presentes, embora a aparição só fosse visível às crianças.

13 de Outubro de 1917 – O Milagre do Sol
Esta é a mais conhecida e documentada das aparições. Estima-se que entre 50 a 70 mil pessoas tenham estado presentes, sob chuva intensa, vindas de várias partes de Portugal. No final da aparição, os presentes relataram ter visto o sol “dançar”, girar sobre si mesmo, lançar raios coloridos e parecer precipitar-se sobre a terra, antes de retomar a sua posição normal. O fenómeno, conhecido como “Milagre do Sol”, foi descrito por testemunhas crentes e não crentes, incluindo jornalistas e observadores independentes, e ainda hoje é alvo de estudos e debate.
Na aparição, Nossa Senhora identificou-se como “Nossa Senhora do Rosário”, pediu que fosse construída uma capela em sua honra e confirmou que a guerra estava prestes a terminar, como havia prometido.
Estas seis aparições marcaram não apenas a fé dos três pastorinhos, mas também a identidade religiosa de um país inteiro. As mensagens de oração, arrependimento e confiança continuam a ecoar no Santuário de Fátima, onde milhões de peregrinos procuram, ainda hoje, sinais de esperança.
O Milagre do Sol: um fenómeno para crentes e céticos
A 13 de outubro de 1917, a promessa de um milagre feita aos pastorinhos pela “Senhora do Rosário” levou uma multidão estimada entre 50.000 e 70.000 pessoas à Cova da Iria. Entre os presentes encontravam-se camponeses, peregrinos, jornalistas, médicos, autoridades civis e até curiosos sem filiação religiosa, todos desejosos de ver algo extraordinário.
Apesar da intensa chuva que caiu durante toda a manhã, que deixou o terreno lamacento e os presentes encharcados, os relatos coincidem num ponto: por volta do meio-dia solar, o céu começou a clarear e o sol apareceu de forma inesperada, protagonizando um fenómeno invulgar que viria a ficar conhecido como o “Milagre do Sol”.
O que foi descrito?
Segundo múltiplos testemunhos, o sol parecia transformar-se num disco prateado que girava sobre si mesmo, emitindo luzes de várias cores e aparentando deslocar-se em direção à Terra. O fenómeno durou entre 10 a 15 minutos. Muitos dos presentes relataram que, no final, as suas roupas, até então completamente molhadas, estavam secas, o que reforçou, para os crentes, a dimensão sobrenatural do acontecimento.

Registos de imprensa e observadores independentes
O fenómeno foi noticiado na imprensa da época, incluindo no jornal “O Século”, um dos mais influentes de Portugal e de linha editorial republicana e anticlerical. O repórter Avelino de Almeida, que testemunhou o evento, descreveu-o assim na edição de 15 de outubro de 1917:
“Assiste-se a um espetáculo único e inacreditável para quem não foi testemunha. O sol, por vezes envolto em chamas escarlates, outras vezes aureolado de amarelo e de púrpura, pareceu animar-se, girando vertiginosamente sobre si mesmo…”
Outros relatos, incluindo de médicos e professores universitários, foram igualmente publicados, apesar de haver quem, mesmo presente, não tenha visto nada de anormal, o que contribuiu para o debate entre fenómeno natural, sugestão coletiva ou milagre autêntico.
Interpretações científicas e religiosas
Diversas tentativas foram feitas para explicar o fenómeno, incluindo hipóteses meteorológicas, óticas e psicológicas (como pareidolia coletiva ou histeria de massas). Contudo, não existe consenso científico definitivo sobre o que terá ocorrido. Importa notar que nenhum fenómeno astronómico foi registado por observatórios da época, o que indicia que o fenómeno terá tido caráter localizado.
Para a Igreja Católica, o fenómeno foi reconhecido como parte integrante das aparições, não como prova científica, mas como sinal extraordinário ligado à fé. O “milagre” foi entendido como um chamamento à conversão, e não como um espetáculo.
Impacto duradouro
O Milagre do Sol marcou um ponto de viragem no reconhecimento das aparições, acelerando o processo que levaria à construção do Santuário de Fátima e ao crescimento da devoção mariana em Portugal e no mundo. Até hoje, o dia 13 de outubro é uma das datas mais celebradas no calendário religioso português, reunindo multidões em oração.

Depois das Aparições: os caminhos de Lúcia e o legado de Fátima
Terminadas as aparições públicas na Cova da Iria, o fenómeno de Fátima não cessou, pelo contrário, ganhou corpo, estrutura e projeção internacional. Enquanto Francisco e Jacinta Marto viriam a falecer poucos anos depois, vítima da epidemia da gripe espanhola, Lúcia de Jesus dos Santos assumiu um papel fundamental na consolidação da mensagem de Fátima e no aprofundamento espiritual das revelações.
As aparições posteriores a Lúcia
Entre 1925 e 1929, já como religiosa na Congregação das Irmãs Doroteias, Lúcia relatou ter recebido novas visitas celestiais, desta vez em contexto de vida conventual, primeiro em Pontevedra (Espanha) e depois em Tui, também na Galiza.
1. Pontevedra – 1925 e 1926
Numa cela conventual, a 10 de dezembro de 1925, Nossa Senhora e o Menino Jesus terão pedido a devoção dos Cinco Primeiros Sábados: durante cinco meses consecutivos, confessar, comungar, rezar o terço e meditar os mistérios com intenção de reparação ao Imaculado Coração de Maria.
Em fevereiro de 1926, Lúcia relatou nova aparição, agora do Menino Jesus, insistindo na importância da devoção pedida.
2. Tui – 1929
Na noite de 13 para 14 de junho, no convento de Tui, Lúcia declarou ter presenciado uma visão trinitária e recebeu o pedido para que o Papa, em união com os bispos do mundo, consagrasse a Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Esta revelação viria a tornar-se central na teologia das aparições e alimentou debates e expectativas ao longo de décadas, em especial no contexto da Guerra Fria.
A trajetória da Irmã Lúcia
Lúcia viveu uma vida longa e recatada, tendo ingressado mais tarde na vida carmelita, no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, onde adotou o nome Irmã Maria Lúcia do Coração Imaculado. Ao longo da sua vida, escreveu memórias que documentam as aparições e partilhou correspondência com vários Papas. Faleceu a 13 de fevereiro de 2005, com 97 anos, e encontra-se sepultada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima, ao lado de Francisco e Jacinta.
O processo de canonização da Irmã Lúcia está atualmente em curso, e foi oficialmente aberto em 2008, apenas três anos após a sua morte, com dispensa do prazo canónico tradicional por parte do Papa Bento XVI.
A construção do Santuário e a difusão mundial
Em resposta ao pedido da aparição de outubro de 1917, uma pequena capela, a Capelinha das Aparições, foi construída em 1919 no local onde as crianças afirmavam ter visto Nossa Senhora. Com o crescimento das romarias e o reconhecimento gradual da Igreja, o Santuário de Fátima foi sendo ampliado, transformando-se num dos mais importantes destinos de peregrinação católica do mundo.
O reconhecimento oficial por parte da Igreja Católica foi consolidado com a autorização do culto em 1930, após uma longa investigação canónica. A partir daí, a mensagem de Fátima começou a espalhar-se pelo mundo, ganhando especial relevância com os Papados de João Paulo II e Bento XVI, ambos profundamente ligados à espiritualidade de Fátima.
Um legado que perdura
Mais de cem anos após os acontecimentos de 1917, o nome de Fátima continua a ser sinónimo de fé, devoção e esperança. A mensagem transmitida pelos pastorinhos,
centrada na oração, conversão, reparação e paz, continua a ressoar em milhares de peregrinos que todos os anos visitam o Santuário.
Fátima tornou-se também uma ponte entre o céu e a terra, entre o íntimo da experiência espiritual e o património coletivo de um povo. É uma história que continua a ser escrita por cada vela acesa, cada terço rezado e cada promessa cumprida.
O significado das aparições hoje: fé, memória e mensagem
Passado mais de um século desde os acontecimentos de 1917, a história das aparições de Fátima continua a despertar interesse, emoção e reflexão, tanto entre os crentes como entre os que olham para o fenómeno com distância crítica. Mais do que um episódio encerrado no tempo, Fátima permanece como um espelho onde cada geração revê as suas inquietações, esperanças e contradições.
Num mundo atravessado por conflitos, crises humanitárias, alterações climáticas e um crescente afastamento de muitos em relação à espiritualidade, a mensagem transmitida na Cova da Iria mantém uma atualidade surpreendente. O apelo à paz, à oração, à conversão pessoal e ao cuidado pelos outros é um convite à consciência, não apenas religiosa, mas humana.
Uma mensagem que ultrapassa fronteiras
O fenómeno de Fátima não é apenas português. Ao longo das décadas, tornou-se um símbolo global da fé mariana, com santuários dedicados à Nossa Senhora de Fátima erguidos em vários continentes, e com milhões de peregrinos que fazem da visita ao Santuário uma verdadeira caminhada interior.
Fátima transformou-se também num espaço de encontro intergeracional: onde avós levam netos pela mão; onde jovens se interrogam sobre o sentido da vida; onde crentes pedem consolo e céticos, por vezes, apenas silêncio.
Memória coletiva e identidade nacional
Para além da sua dimensão religiosa, Fátima ocupa um lugar especial na memória e identidade do povo português. Está presente em canções, em promessas feitas “à Senhora”, nas flores deixadas junto à capelinha, nas imagens guardadas nas casas, nas viagens feitas a pé por fé ou gratidão.
Num país onde a fé popular moldou tradições e territórios, Fátima é um ponto de convergência entre o sagrado e o quotidiano, entre o divino e o humano.
A importância de escutar a mensagem
Independentemente da crença pessoal, as aparições de Fátima convidam a uma escuta profunda: da consciência, da história, do outro. A mensagem de Fátima não se esgota em milagres nem em fenómenos celestes. O seu verdadeiro impacto está na transformação do coração, na capacidade de cada um, crente ou não, parar por um momento e perguntar:
“O que é que posso fazer para tornar o mundo, e a minha vida, mais pacífica, mais verdadeira, mais justa?”
Se as aparições de Fátima deixaram um rasto, foi esse: o de um chamamento à humanidade e à compaixão, muito antes de qualquer sinal visível no céu.
Quer saber como é viver a fé em Fátima nos dias de hoje?
Descubra no artigo do blog Tapa ao Sal como foi acompanhar a procissão das velas a 12 de outubro, uma experiência comovente e cheia de simbolismo.
Onde a fé se encontra com o caminho – imagens de Fátima:
E você, o que sente quando pensa em Fátima?
As aparições marcaram o país, e continuam a tocar vidas, de formas diferentes. Partilhe a sua visão, uma memória, ou simplesmente deixe-nos o seu comentário.
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