Fachada imponente do Palácio Nacional de Mafra com céu nublado dramático.

Palácio Nacional de Mafra (Convento de Mafra): história, carrilhões e dicas para a visita

Descubra a história, curiosidades e dicas práticas para visitar o Palácio Nacional de Mafra (Convento de Mafra). Um guia completo para aproveitar ao máximo a sua visita.

Num dia nublado de inverno, a estrada levou-nos até Mafra de carro, com a luz cinzenta a baixar sobre os campos e a dar ao percurso um tom melancólico. A aproximação ao Palácio Nacional de Mafra foi lenta, quase solene: o edifício surgia aos poucos por entre a névoa e as nuvens baixas, a pedra clara destacando-se contra o céu pesado.

O silêncio da manhã era cortado apenas pelo som dos pneus no empedrado e, mais perto, pelo eco distante dos carrilhões que anunciavam a imponência do lugar. Ao entrar no terreiro, senti como se o inverno tivesse acentuado a grandeza do conjunto: as torres erguidas contra o vento frio, a basílica com a sua porta aberta como refúgio de luz.

Escadaria monumental do Palácio Nacional de Mafra com vista lateral da fachada barroca.
A escadaria do Palácio Nacional de Mafra conduz o visitante à imponência barroca do monumento, onde história e grandiosidade se encontram. Autor: Sérgio Santos

Dentro, o contraste foi imediato. A basílica acolhia um ambiente sereno, fresco, onde cada passo ressoava nas naves de pedra. A ausência do sol lá fora tornava os detalhes dourados ainda mais intensos, como se brilhassem sozinhos no meio da penumbra.

O inverno, em vez de afastar, oferecia outra leitura: um cenário em que o peso da história se tornava mais denso, mais palpável. Mafra não é apenas monumentalidade. Entre o Palácio e o Convento, o Jardim do Cerco, a Tapada Nacional e as aldeias tradicionais, a vila pede que se vá além da visita apressada.

É esse equilíbrio que este guia pretende transmitir: as informações práticas que ajudam a planear, mas também as sensações de uma chegada num dia frio e enevoado, em que a pedra parece falar e o tempo abranda.

Palácio Nacional de Mafra: História e curiosidades

Imponente na paisagem de Mafra, o palácio-convento ergue-se como símbolo do reinado de D. João V e da abundância que o ouro do Brasil trouxe a Portugal.

Entre claustros silenciosos, corredores sem fim e a música dos carrilhões que ecoa pelas torres, este monumento revela a dupla alma de convento franciscano e residência régia, hoje reconhecido como Património Mundial da UNESCO.

A construção mandada por D. João V

Chegámos ao terreiro num dia frio, o céu cinzento a pesar sobre a fachada interminável. Ali,no mármore claro, cabia a ambição de um rei. D. João V prometeu erguer um convento se tivesse descendência, e do voto nasceu um palácio desmedido.

As riquezas vindas do ouro e dos diamantes do Brasil alimentaram uma obra que mobilizou milhares de homens. Calcula-se que até 45 000 trabalhadores tenham passado por Mafra, num estaleiro onde até um hospital foi criado para atender os operários.

A basílica foi sagrada em 1730, mas o projeto continuou a crescer, sempre marcado pela vontade régia de deixar um legado que ultrapassasse o seu tempo.

Convento e Palácio: duas designações para o mesmo monumento

Na boca do povo, o nome oscila entre Convento de Mafra e Palácio Nacional de Mafra. E é verdade que ambas as designações fazem sentido. Aqui viveu a comunidade franciscana, com os claustros e o silêncio conventual.

Mas também foi residência régia, espaço de cerimónias e palco de decisões políticas. Esta duplicidade acompanha-nos em cada sala: ora sentimos a austeridade da vida religiosa, ora a pompa de uma corte que queria afirmar-se perante a Europa.

Património Mundial da UNESCO

O peso da história culminou em 2019, quando o Real Edifício de Mafra foi inscrito na lista de Património Mundial da UNESCO.

É um reconhecimento que ultrapassa fronteiras: a grandiosidade arquitetónica, a biblioteca com mais de 36 000 volumes, os carrilhões com 120 sinos e a basílica com seis órgãos de tubos, um conjunto único no mundo, justificam plenamente essa distinção.

Números impressionantes

Caminhar por Mafra é perder-se na escala. O palácio tem mais de 1 200 divisões, atravessadas por 156 escadarias que ligam 29 pátios.

As cifras são quase impossíveis de imaginar: 4 700 portas e janelas, uma fachada com 232 metros de largura e uma área total superior a 38 000 m².

Entre a imponência das estatísticas e o eco das badaladas dos sinos, fica a sensação de que Mafra é mais do que pedra e números.

É a materialização de um sonho régio, um monumento que ainda hoje molda a identidade da vila e que se prolonga para além do terreiro, até ao Jardim do Cerco e à vizinha Tapada Nacional, como se a sua grandeza não coubesse apenas dentro das muralhas.

O que visitar no Palácio e Convento de Mafra

Dentro das muralhas ergue-se um mundo de contrastes: a grandiosidade da basílica, o som dos carrilhões que ecoa pela vila, a serenidade da biblioteca guardada por morcegos e a simplicidade austera das celas conventuais.

Entre corredores intermináveis e salões régios, o visitante descobre como este edifício reuniu fé, poder e arte num mesmo espaço, prolongando-se até aos jardins que lhe dão respiro.

1 – A Basílica e os Carrilhões de Mafra

Interior da basílica do Palácio Nacional de Mafra com nave central e altar barroco iluminado
A grandiosidade barroca da basílica do Palácio Nacional de Mafra, onde cada detalhe ecoa história e espiritualidade. Autor: Sérgio Santos

Entrar na basílica é ser envolvido por uma atmosfera fresca e clara. A pedra, cuidadosamente trabalhada, reflete a luz que entra pelas janelas altas e deixa ver o mármore colorido dos altares.

No silêncio, os olhos correm pelas colunas e detêm-se na simetria perfeita. Do lado de fora, os carrilhões de Mafra marcam o tempo: 120 sinos, distribuídos pelas torres, lançam no ar uma melodia poderosa que se espalha sobre a vila.

É uma experiência sonora rara, capaz de se entranhar na memória de quem a escuta.

2 – A Biblioteca de Mafra: um tesouro entre livros e morcegos

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra com estantes barrocas e teto abobadado iluminado
A Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra guarda milhares de volumes raros sob um deslumbrante teto abobadado. Autor: Sérgio Santos

No piso superior, uma das joias do palácio abre-se em corredores extensos, cobertos por estantes que guardam mais de 36 000 volumes. A Biblioteca de Mafra é considerada uma das mais belas do mundo, não apenas pela arquitetura mas pelo seu ambiente quase intemporal.

Entre obras raras, tratados científicos e enciclopédias iluminadas, vive também uma população discreta: os morcegos que, à noite, protegem o acervo devorando insetos.

Caminhar por aqui é sentir o peso da sabedoria acumulada ao longo dos séculos.

3 – O Convento e as celas dos frades

Cela simples do Convento de Mafra no Palácio Nacional com mobiliário austero e luz a entrar pela janela
As celas do Convento de Mafra revelam a austeridade da vida monástica, em contraste com a imponência do Palácio Nacional. Autor: Sérgio Santos

O contraste entre a opulência da basílica e a simplicidade das celas é marcante.

No Convento de Mafra, cada quarto dos frades franciscanos é reduzido ao essencial: cama, mesa, crucifixo. Os corredores longos e frios reforçam a ideia de disciplina e recolhimento.

Passar por aqui é perceber a vida austera que se escondia atrás da grandiosidade exterior.

4 – Os aposentos reais: quem morava no Palácio de Mafra?

Sala dos aposentos reais do Palácio Nacional de Mafra com mobiliário histórico e retrato emoldurado
Os aposentos reais do Palácio Nacional de Mafra evocam a vida da corte entre luxo, arte e política. Autor: Sérgio Santos

Nas alas destinadas à realeza, a atmosfera muda. Os aposentos reais revelam tapeçarias, mobiliário e salões cerimoniais.

Foi aqui que a família real portuguesa habitou em momentos solenes, e que D. João V imprimiu a sua presença régia.

O contraste entre a sobriedade conventual e a pompa palaciana ajuda a compreender a natureza dupla do edifício: convento e palácio, recolhimento e ostentação, fé e poder.

5 – Os jardins e o espaço exterior

Jardins do Palácio Nacional de Mafra com arquitetura barroca e ave de rapina em destaque
Os jardins do Palácio Nacional de Mafra unem a simetria barroca com a tradição da falcoaria, herança ligada à realeza. Autor: Sérgio Santos

Saindo para o terreiro, o olhar é devolvido à dimensão monumental da fachada. Mas a visita não se encerra aí.

Atrás do conjunto ergue-se o Jardim do Cerco, herança conventual que convida ao descanso entre fontes, canteiros e sombras de árvores centenárias.

É a ligação natural ao exterior, um prolongamento da vida do convento e, hoje, um espaço onde moradores e viajantes encontram pausa depois da imponência das salas.

Informação prática para a visita

Antes de atravessar as portas do Palácio Nacional de Mafra, vale a pena ter em mente alguns detalhes que fazem diferença: horários, preços, descontos e a duração média da visita.

Entre bilhetes online que evitam filas, conselhos de outros viajantes e a experiência de ouvir os carrilhões no momento certo, esta é a parte que ajuda a transformar a descoberta em algo fluido e sem contratempos.

Palácio Nacional de Mafra: horários e preços

O Palácio está aberto todos os dias das 09h30 às 17h30, com última entrada até às 16h30. Às terças-feiras as portas permanecem fechadas e há também encerramentos pontuais em datas como 1 de janeiro, Páscoa, 1 de maio e 25 de dezembro.

O bilhete geral custa 15 €, embora atualmente exista um desconto temporário de 50% devido ao encerramento da Biblioteca e da Basílica.

Crianças até 12 anos entram gratuitamente, assim como jovens até 25 anos residentes em Portugal, professores em serviço e outros grupos específicos.

Estudantes, famílias com crianças ou visitantes com mais de 65 anos beneficiam de 50% de desconto.

Onde comprar bilhetes

Os bilhetes podem ser adquiridos na bilheteira local, mas a forma mais cómoda é garantir a entrada online.

Através da plataforma GetYourGuide, é possível reservar de forma antecipada, com opção de cancelamento gratuito até 24 horas antes da visita.

A compra online evita filas e assegura lugar em épocas de maior afluência.

Quanto tempo demora a visita ao Palácio de Mafra?

A média apontada pela própria administração e confirmada pelos visitantes é de 1 a 2 horas. No entanto, a duração depende do ritmo de cada viajante.

Quem se deixa ficar na Biblioteca de Mafra ou aguarda pelo toque dos carrilhões prolonga facilmente a visita.

Nos comentários online, muitos visitantes referem a sensação de “andar perdido num labirinto de corredores”, descrevendo o edifício como um espaço que pede calma para ser absorvido.

Alguns recomendam dedicar pelo menos meio-dia, sobretudo se a intenção for também passear pelo Jardim do Cerco logo atrás do convento.

Melhores dicas: quando ir, tempo médio, melhor horário para os carrilhões

  • Quando ir: o inverno, mesmo com dias cinzentos, realça a imponência da pedra e permite visitar com menor número de turistas. O verão, em contrapartida, traz mais movimento e filas na bilheteira.
  • Tempo médio: planeie entre 1h30 e 2h para o interior do Palácio, reservando tempo adicional para o jardim.
  • Melhor horário para os carrilhões: os concertos acontecem habitualmente ao domingo, enchendo a praça com um som poderoso que ecoa por toda a vila. Estar presente nesse momento é transformar a visita numa experiência sensorial única.

Nota pessoal: na nossa visita de inverno, num dia cinzento, a música dos carrilhões ganhou ainda mais intensidade. O som dos sinos, misturado com o frio que atravessava a praça, ficou gravado como a memória mais marcante da chegada a Mafra.

Tapada de Mafra e outras extensões de visita

À sombra do palácio, a vila abre-se a outros cenários que completam a experiência: a vastidão verde da Tapada, o quotidiano simples do centro histórico, o apelo do mar na Ericeira e as aldeias vizinhas que guardam memórias de um Portugal rural.

São extensões naturais da visita que revelam a diversidade de Mafra para lá das suas muralhas monumentais.

1 – Tapada de Mafra: natureza e caça real

À saída do palácio, a monumentalidade de pedra transforma-se em silêncio verde. A Tapada de Mafra estende-se por milhares de hectares de floresta, outrora reserva de caça real.

Hoje, é refúgio de veados, gamos e javalis que se deixam ver ao longe, entre clareiras iluminadas.

Os trilhos são percorridos a pé ou de bicicleta, e cada curva revela um fragmento de vida selvagem.

Caminhar aqui num dia frio de inverno é ouvir o estalar das folhas sob os pés e sentir o ar húmido da serra, como se o tempo tivesse abrandado para acompanhar o ritmo da natureza.

2 – Vila de Mafra: centro histórico e gastronomia

De volta ao centro da vila, o contraste é imediato. As ruas estreitas que se abrem a partir do terreiro conduzem a cafés e pastelarias onde se prova o pão de Mafra, denso e crocante, e as famosas queijadas de Mafra, doces de origem conventual.

É um prolongamento natural da visita: do mármore do palácio às mesas simples que mantêm vivas as tradições gastronómicas. Entre os edifícios históricos, ergue-se também a Igreja de Santo André, lembrança gótica da Vila Velha, testemunho de um passado anterior ao esplendor barroco.

Lei o guia completo – Mafra: o que visitar?

3 – A ligação à Ericeira: mar e património

Poucos quilómetros separam a monumentalidade de Mafra do rumor do Atlântico. A Ericeira oferece o contraponto perfeito: ruas caiadas, miradouros sobre as falésias, praias batidas pelo vento.

Para quem visita Mafra, estender o percurso até ao mar é quase inevitável. O património marítimo, as tradições piscatórias e a energia da Reserva Mundial de Surf completam o quadro.

A grandiosidade régia encontra aqui o seu eco no movimento eterno das ondas.

Leia o guia completo sobre o que visitar em Ericeira.

4 – Aldeias próximas: Aldeia da Mata Pequena e Aldeia José Franco

Entre Mafra e Ericeira sobrevivem aldeias que parecem suspensas no tempo.

A Aldeia da Mata Pequena, protegida por área classificada, é um conjunto de casas de pedra recuperadas com cuidado, onde a ruralidade se mantém viva.

Já a Aldeia Típica José Franco, no Sobreiro, é um museu ao ar livre criado por um oleiro, onde a tradição se confunde com a imaginação popular.

Ambas funcionam como portais para um mundo de memórias, e merecem a visita de quem procura mais do que monumentos: procura autenticidade.

Onde dormir e como chegar a Mafra

Entre a imponência do palácio e o silêncio dos campos saloios, a forma como se chega e onde se pernoita em Mafra pode transformar a experiência.

Do acesso rápido a partir de Lisboa às estradas costeiras que revelam o Atlântico, e das casas rurais acolhedoras a hotéis no coração da vila, cada escolha ajuda a prolongar a visita para lá de um simples dia de passeio.

Como chegar a partir de Lisboa e Cascais

A proximidade de Mafra com Lisboa faz da vila um destino fácil de alcançar. A estrada acompanha campos ondulados e, pouco a pouco, a silhueta do palácio começa a erguer-se no horizonte.

De carro, a viagem demora menos de uma hora pela A8 ou pela A21, um percurso direto e cómodo.

Quem vem de Cascais pode escolher a rota costeira, passando pelo Guincho, Azenhas do Mar e Ericeira, um caminho mais demorado, mas que compensa pela beleza das falésias e pelo encontro com o Atlântico.

Já de transportes públicos, o acesso é possível de Lisboa via autocarro direto, embora a experiência seja menos flexível para quem quer explorar arredores como a Tapada ou as aldeias tradicionais.

Alojamentos em Mafra

Ficar em Mafra permite sentir a vila depois que os visitantes de um só dia partem e o terreiro regressa ao silêncio. Há casas de turismo rural rodeadas de oliveiras, suites modernas no centro e alojamentos acolhedores que refletem a calma da região saloia.

Uma seleção completa de opções pode ser consultada em Alojamentos em Mafra no Booking, onde é possível comparar preços e reservar com antecedência.

Descobre alojamentos na região

Há muitas opções acolhedoras disponíveis na região. Desde casas de campo a hotéis próximos, encontra no Booking as melhores ofertas de alojamento em Mafra.

Alugar carro para explorar a região

Se o objetivo for conhecer não apenas o Palácio Nacional de Mafra, mas também a Tapada, as aldeias tradicionais e a costa da Ericeira, o carro torna-se indispensável.

As estradas secundárias atravessam campos agrícolas, pequenas quintas e vales que dificilmente seriam descobertos de outra forma.

Através da plataforma Booking Cars é possível reservar veículo com antecedência, garantindo flexibilidade para explorar ao ritmo de quem viaja.

Na nossa experiência, essa liberdade de parar numa aldeia, esperar o pôr do sol na Ericeira ou entrar na Tapada ao amanhecer fez toda a diferença.

Experiências recomendadas para complementar a visita

Explorar Mafra pode ir além da visita ao palácio. Reservar bilhetes com antecedência, juntar numa só excursão a grandiosidade régia e o mar da Ericeira, ou optar por um passe prático que abre portas a dezenas de monumentos em Lisboa são formas de tornar a viagem mais fluida e enriquecedora.

Bilhete de entrada Palácio Nacional de Mafra

Há quem chegue a Mafra apenas pelo impacto da fachada, mas atravessar as portas do palácio é mergulhar na escala monumental de D. João V. Garantir o bilhete com antecedência é evitar filas e entrar com a tranquilidade que o lugar merece.

Pela GetYourGuide é possível reservar e ter a certeza de que a experiência começa sem contratempos, deixando espaço para se perder nos corredores, nas salas e na luz da basílica.

Excursão a Mafra, Ericeira e Queluz

Para quem prefere não conduzir, as excursões privadas tornam a jornada fluida, ligando património régio, aldeias piscatórias e paisagens costeiras.

A excursão de Lisboa para Mafra, Ericeira e Azenhas do Mar oferece um itinerário íntimo, em que o tempo é moldado pelo viajante.

Já a opção de Lisboa ou Cascais até Mafra, Ericeira e Queluz acrescenta outro palácio à equação, permitindo comparar estilos e épocas numa mesma jornada.

Turista a caminho do miradouro das Azenhas do Mar com vista sobre as casas na falésia.

De Lisboa: Ericeira, Azenhas do Mar e Palácio de Mafra Privado

Uma experiência personalizada ao longo da costa portuguesa, passando por vilas pitorescas e miradouros sobre o Atlântico. O tour inclui visita guiada ao Palácio Nacional de Mafra e paragem nas encantadoras Azenhas do Mar e na vila da Ericeira.

  • Cancelamento gratuito até 24 horas antes
  • Guia local em português, inglês, espanhol e francês.
  • Duração média de 8 horas
  • Tour privado com transporte incluído

Lisboa Card

Para quem planeia ficar vários dias na capital antes ou depois de visitar Mafra, o Lisboa Card é um aliado silencioso: dá acesso a dezenas de monumentos, uso ilimitado de transportes públicos e a conveniência de não precisar pensar em bilhetes a cada estação

É a forma prática de incluir Mafra num roteiro mais amplo, onde cada deslocação se torna parte da descoberta.

Conclusão: O eco dos sinos que chama de volta a Mafra

Quando deixámos o terreiro, o frio de inverno apertava e o céu permanecia cinzento. Foi então que os carrilhões de Mafra começaram a tocar. O som metálico espalhou-se pelo ar, primeiro suave, depois intenso, a vibrar contra a pedra clara do palácio e a ecoar pelas ruas da vila.

Ficou a sensação de estar dentro de uma cena intemporal, em que passado e presente se fundem numa mesma cadência.

Visitar o Palácio Nacional de Mafra é mais do que percorrer salas intermináveis ou contar janelas e portas. É sentir o peso de uma promessa régia, a simplicidade austera dos frades e a grandiosidade de uma corte que quis marcar a história. É também encontrar o contraponto nos jardins do Cerco, na natureza da Tapada de Mafra, no quotidiano saloio que se reflete no pão e nas queijadas.

Mafra é, sem dúvida, uma visita obrigatória em Portugal. Mas não termina no palácio: prolonga-se até às ondas da Ericeira, às memórias preservadas na Aldeia da Mata Pequena ou no imaginário vivo da Aldeia José Franco.

Cada extensão é um convite a ver para além do óbvio, a deixar-se guiar pelo som dos sinos que continuam a marcar a alma deste lugar único.

Serviços de Fotografia

Tapa ao Sal

Temos ao seu dispor uma equipa com serviços de fotografia profissional, para capturar a sua história de forma autêntica e inesquecível.

Galeria de imagens do Convento de Mafra

As fotografias captadas durante a nossa passagem por Mafra guardam mais do que enquadramentos: são fragmentos de uma experiência vivida num dia frio, em que o céu pesado reforçava a imponência do conjunto.

O Palácio Nacional de Mafra, com as suas torres recortadas contra as nuvens, surge como protagonista de um cenário que combina silêncio, eco de sinos e o deslumbre da pedra clara.

Cada detalhe fotografado conta uma história, o brilho dourado do interior da basílica, o alinhamento preciso das janelas, o peso dos portões de ferro. No alto, os carrilhões de Mafra parecem suspensos no tempo, enquanto na Biblioteca os corredores forrados de livros sugerem um universo de conhecimento protegido até pelos morcegos.

Lá fora, o contraste suaviza-se nos jardins do Cerco, onde a água das fontes e as sombras das árvores convidam à pausa.

Entre a monumentalidade régia e a serenidade do espaço verde, a objetiva captou a dualidade que marca Mafra: um lugar de poder e de contemplação, de história e de natureza.

Um guia silencioso que prolonga no olhar a experiência de caminhar por corredores intermináveis, de ouvir o repicar metálico dos sinos ou de sentir a frescura do jardim logo após a pedra monumental

Perguntas frequentes sobre o Palácio Nacional de Mafra

Antes de partir à descoberta do Palácio Nacional de Mafra e dos seus arredores, é natural que surjam dúvidas práticas sobre horários, preços, tempo de visita ou locais complementares. Reunimos aqui algumas das perguntas mais comuns para que a experiência seja mais tranquila e enriquecedora.

  1. Quanto tempo preciso para visitar o Palácio de Mafra?

    A visita ao interior demora em média entre 1h30 e 2h, dependendo do ritmo de cada pessoa. Se incluir o Jardim do Cerco e aguardar pelo toque dos carrilhões, conte facilmente com meio-dia de passeio.

  2. Qual é o melhor dia e horário para visitar?

    O palácio fecha às terças-feiras. Aos domingos, quando acontecem os concertos dos carrilhões, a experiência torna-se ainda mais especial. Chegar cedo ajuda a evitar filas e a desfrutar com mais calma dos espaços.

  3. Onde posso comprar bilhetes para o Palácio Nacional de Mafra?

    Os bilhetes estão disponíveis na bilheteira local, mas a compra online via GetYourGuide garante entrada rápida e permite evitar filas, especialmente em épocas de maior procura.

  4. O que posso visitar além do Palácio em Mafra?

    A poucos passos encontra o Jardim do Cerco, ideal para caminhar ou descansar à sombra. Nos arredores, a Tapada Nacional de Mafra oferece trilhos na natureza, e a curta distância surgem ainda a Ericeira e aldeias como a Mata Pequena e a Aldeia José Franco.

  5. Como chegar a Mafra a partir de Lisboa?

    De carro, o percurso pela A8/A21 demora menos de uma hora. Há autocarros diretos desde Lisboa (Campo Grande), mas para explorar a Tapada ou a costa atlântica é recomendável alugar viatura.

Partilhe a sua experiência… inspire outros a descobrir o Palácio Nacional de Mafra!

Sentiu o eco dos carrilhões a vibrar pelas torres, o peso da pedra clara a contrastar com o céu, ou o silêncio da Biblioteca de Mafra a guardar séculos de história? Cada detalhe da sua visita pode ser mais do que uma lembrança: pode inspirar outros viajantes a virem conhecer este lugar único.

Conte-nos nos comentários como viveu a sua visita ao Palácio Nacional de Mafra. O seu olhar, simples ou detalhado, pode ser o reflexo de uma memória que merece ser partilhada.

Se este artigo lhe despertou algo, partilhe-o com quem procura destinos autênticos em Portugal. Lugares que não se medem apenas em monumentos, mas também em sons, cheiros e emoções.

O Palácio Nacional de Mafra não pede pressa. Pede contemplação.

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Sofia

Autora de guias de viagem no Tapa ao Sal, partilha experiências autênticas pelos destinos de Portugal. Com mais de 180 artigos publicados, alia paixão pela gastronomia e cultura portuguesa a uma escrita detalhada e acompanhada de fotografia própria.

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