Ilustração colorida de um arraial típico durante os Santos Populares em Lisboa, com sardinhas, bandeirolas e pessoas a dançar numa rua decorada.

Santos Populares em Lisboa: o guia essencial para celebrar a festa mais portuguesa do ano!

Datas, bairros, tradições, comida típica e dicas para viver esta festa com alma lisboeta — tudo num só guia!

Junho em Lisboa tem o aroma da sardinha no carvão, o som das marchas a ecoar pelos becos e um brilho nos olhos de quem já conhece o caminho até ao coração dos bairros. Os Santos Populares não são apenas uma celebração, são um rito anual de pertença, um pulsar coletivo que transforma a cidade num labirinto de memórias vivas. Lisboa vive os Santos como uma viagem ao íntimo do seu carácter: feita de ruelas apertadas, encontros inesperados, tradições que resistem ao tempo e uma fé popular onde a alegria é sagrada.

Ilustração colorida de um arraial típico durante os Santos Populares em Lisboa, com sardinhas, bandeirolas e pessoas a dançar numa rua decorada.
Arraial típico dos Santos Populares em Lisboa, com tradição, música e sabor a verão.

É uma festa que desce à rua, literal e simbolicamente. A cada esquina, há uma história: o casal que dança ao som do acordeão como se fosse a primeira vez; o miúdo que acende os olhos com a sua primeira sardinha; a senhora que rega o manjerico com os cuidados de quem guarda um segredo. Neste guia completo e sempre atualizado, convidamos-te a entrar nesta Lisboa que se acende em junho. Prepara-te para mais do que uma festa, prepara-te para uma viagem ao âmago da alma lisboeta.

Quando são celebrados os Santos Populares?

Portugal inteiro vibra em junho com a celebração dos seus santos mais queridos. Três nomes iluminam o calendário das festas populares:

  • Santo António, celebrado em Lisboa, na noite de 12 para 13 de junho. É o mais associado ao amor e aos casamentos, sendo o padroeiro da cidade.
  • São João, celebrado principalmente no Porto, na noite de 23 para 24 de junho, uma festa marcada por martelinhos de plástico, alho-porro e fogueiras.
  • São Pedro, festejado em várias localidades, como Setúbal, Póvoa de Varzim ou Sintra, na noite de 28 para 29 de junho. O encerramento perfeito de um mês inteiro de celebrações.

Estas datas representam mais do que dias no calendário: são momentos de reencontro com tradições que se perpetuam, ano após ano, nas varandas enfeitadas, nas ruas apinhadas de gente e nos cheiros familiares que pairam no ar.

Cartaz ilustrado com ícones típicos dos Santos Populares em Lisboa: sardinhas, balões, fogo, bandeirolas e casario colorido.
Elementos visuais dos Santos Populares em Lisboa num estilo gráfico decorativo.

Quando começam os Santos Populares em Lisboa?

Embora o ponto alto seja a noite de Santo António, as celebrações em Lisboa começam logo nos primeiros dias de junho. Desde os ensaios das marchas populares aos primeiros arraiais montados nos bairros históricos, o espírito festivo instala-se cedo na cidade. Há ruas que se vestem de cor e música já na primeira semana do mês, e pequenos altares improvisados começam a surgir junto a janelas e portas.

A cidade vive uma transformação gradual, onde o quotidiano se mistura com a expectativa. O mês de junho é, para Lisboa, uma espécie de crescendo emocional que culmina naquela noite mágica em que tudo parece possível sob as luzes penduradas entre fachadas e bandeirolas coloridas.

Onde acontecem os Santos Populares em Lisboa?

É nas colinas e vielas dos bairros históricos que Lisboa se transforma verdadeiramente durante o mês de junho. As festas populares espalham-se por toda a cidade, mas é nos recantos mais antigos e nas comunidades com laços fortes que se sente o verdadeiro pulsar dos Santos Populares.

Alfama

O epicentro tradicional dos Santos Populares em Lisboa. Caminhar por Alfama em junho é mergulhar num labirinto de escadinhas e vielas decoradas com bandeirolas, onde cada recanto vibra com música e cheiros irresistíveis. Aqui, o fado cruza-se com o som do arraial, e as janelas são enfeitadas com manjericos e luzes. É também o bairro com maior número de arraiais e tradição mais antiga. O epicentro tradicional. Com ruas labirínticas, escadinhas apertadas e arraiais que parecem brotar das pedras da calçada. Aqui, o fado cruza-se com a festa e cada esquina guarda uma tradição.

Mouraria

Um bairro com raízes fundas na história multicultural de Lisboa. Na Mouraria, os arraiais ganham vida ao som da diversidade: fado vadio, kizomba, música pimba e hip-hop convivem lado a lado. As ruas estreitas e inclinadas, com vizinhos que se conhecem há décadas, criam um ambiente familiar onde cada visitante é recebido como mais um da casa. Um mosaico cultural cheio de vozes e aromas do mundo. A Mouraria mistura o antigo com o novo e oferece uma energia única, com sons que vão do pimba ao hip-hop.

Graça

Com os seus miradouros deslumbrantes sobre a cidade e o Tejo, Graça é um dos bairros mais concorridos durante os Santos. Os arraiais aqui misturam tradição com charme: há tasquinhas, música popular e uma sensação de bairro que resiste à pressão turística. É um excelente ponto para ver o pôr-do-sol antes da festa ganhar ritmo. Com as suas vistas de cortar a respiração, é um dos bairros mais procurados. As festas aqui mantêm um equilíbrio perfeito entre autenticidade e beleza, atraindo famílias e casais.

Bairro Alto e Bica

Estes dois bairros, já conhecidos pela vida noturna, tornam-se ainda mais vibrantes em junho. Os arraiais ganham força no final da tarde e prolongam-se madrugada dentro. É o local ideal para quem procura festa rija, convívio com jovens lisboetas e turistas, e ruas cheias de ritmo e cor. A descida das escadas da Bica, com vista para o Tejo, torna-se um desfile espontâneo de alegria. Boémios e vibrantes. Vibram com juventude e música até de madrugada. Os arraiais são intensos, com muita dança, convívio entre turistas e locais e festas que duram até ao nascer do sol.

Madragoa

Uma das zonas mais tradicionais e menos turísticas do centro de Lisboa. Os arraiais de Madragoa mantêm a escala humana: há cadeiras à porta, pratos caseiros, vizinhos que dançam juntos há décadas. Um bairro acolhedor e genuíno, ideal para quem quer fugir das multidões e viver os Santos ao ritmo do bairro.Um bairro recatado e orgulhoso, com espírito de vizinhança e arraiais pequenos mas cheios de alma. Ideal para quem procura tradição sem multidões.

São Vicente e Sapadores

Pouco falados nos roteiros turísticos, mas cheios de alma. Aqui, os arraiais nascem das mãos dos próprios moradores, com comida feita em casa, palcos improvisados e um ambiente de festa autêntica. As colinas são exigentes, mas a recompensa está na partilha e no espírito comunitário. Menos turísticos, mas com forte envolvimento comunitário. Arraiais genuínos, mesas corridas e muita participação dos moradores.

Penha de França

Um bairro residencial que também se veste de festa em junho. Os arraiais são mais tranquilos, com música para todas as idades e espaços adequados a famílias. É uma boa opção para quem prefere um ambiente menos caótico, mas ainda assim cheio de cor e tradição. Um ambiente mais familiar, com ruas bem decoradas e festas sossegadas, ideais para quem quer viver os Santos num registo mais calmo.

Campolide e Ajuda

Estes bairros mantêm viva a tradição popular com festas organizadas pelas associações locais. O ambiente é descontraído, com muita música portuguesa, bancas de petiscos e convívio entre gerações. A Ajuda, em particular, oferece vistas fantásticas sobre o Tejo, enquanto Campolide vibra com arraiais fiéis ao espírito de bairro. Bairros onde o bairrismo se mantém firme. Os arraiais misturam gerações, com música popular, sardinhas no pão e bailaricos ao ar livre.

Telheiras

Representa uma Lisboa mais moderna, mas nem por isso menos dedicada aos Santos. Os arraiais são amplos e bem organizados, com palcos, zonas de restauração e espaços familiares. É um dos melhores sítios para quem procura estrutura sem abdicar do ambiente típico de festa popular.Uma Lisboa mais moderna que também celebra em força. Aqui há espaço, organização e muita participação de famílias e jovens.

Cada bairro oferece um ambiente distinto, do mais efusivo ao mais discreto, do mais turístico ao mais enraizado. É essa diversidade que faz de Lisboa, em junho, uma cidade em estado de festa, para todos os gostos, idades e estados de espírito. É essa diversidade que faz de Lisboa, em junho, uma cidade em estado de festa, para todos os gostos, idades e estados de espírito.

Qual é o melhor arraial de Lisboa?

Não há uma resposta certa, depende do teu estado de espírito e do tipo de experiência que procuras:

  • Para tradição e alma lisboeta: Alfama é imbatível.
  • Para vistas e autenticidade: Graça oferece um equilíbrio encantador.
  • Para festa intensa: Bairro Alto e Bica são os reis da noite.
  • Para um ambiente mais familiar: Madragoa acolhe com simplicidade e coração aberto.

A beleza dos Santos Populares está precisamente nessa diversidade. Há um arraial para cada pessoa e cada momento.

Casal a dançar num arraial tradicional dos Santos Populares em Lisboa, rodeado por luzes, bandeirolas e casas antigas numa noite de verão.
Ilustração de um arraial lisboeta durante os Santos Populares, com música, dança e tradição.

O que acontece na noite de Santo António?

A noite de 12 para 13 de junho é o ponto alto das festas em Lisboa. É uma noite longa, viva, onde a cidade inteira parece conspirar para uma alegria comum. O ar enche-se de música, gargalhadas, cheiro a sardinha assada e a vinho barato servido em copos de plástico.

  • Marchas Populares: A Avenida da Liberdade transforma-se num palco gigante onde cada bairro apresenta a sua marcha. Com coreografias, trajes elaborados e muita emoção. É um desfile competitivo, mas acima de tudo, uma expressão de identidade coletiva.
  • Casamentos de Santo António: Uma tradição lisboeta de décadas. Vários casais, escolhidos previamente, casam-se em conjunto na Sé de Lisboa, com direito a festa, padrinhos e transmissão televisiva. É o lado mais simbólico e emotivo da festa.
  • Arraiais e ruas em festa: De Alfama à Bica, de Graça à Madragoa, todas as ruas parecem ganhar vida própria. Há música ao vivo, bailaricos improvisados, mesas corridas, sardinhas no pão, caldo verde e muitos brindes à amizade, e ao Santo.

O que se comemora no dia 13 de junho?

Celebra-se a figura de Santo António, padroeiro de Lisboa, também conhecido como o santo casamenteiro. Muito além da religiosidade, a data é um pretexto para agradecer, pedir ou simplesmente festejar. Santo António é associado à proteção dos pobres, à recuperação de objetos perdidos e à harmonia conjugal, e continua a ser um dos santos mais populares entre os portugueses.

Neste dia, Lisboa acorda ainda animada da noite anterior. Há missas e procissões em honra do santo, visitas à Igreja de Santo António junto à Sé, e quem não dançou na véspera, ainda vai a tempo de o fazer ao almoço.

O que comer nos Santos Populares?

As festas dos Santos são também uma romaria gastronómica. As ruas transformam-se em restaurantes improvisados, e os aromas enchem o ar como se fossem parte do próprio património imaterial da cidade:

  • Sardinha assada: a protagonista absoluta. Servida no pão, com ou sem pimentos, representa o sabor do verão lisboeta.
  • Caldo verde: tradicional, quente e reconfortante, perfeito para quando a noite arrefece.
  • Bifanas: carne de porco bem temperada, servida em papo-seco, ideal para aguentar a dança noite fora.
  • Pão com chouriço: simples, farto e sempre presente.
  • Caracóis: para os mais aventureiros, são petisco de eleição em muitos arraiais.
  • Doçaria tradicional: desde arroz doce a farturas, passando por filhós e bolos regionais, há sempre algo doce para terminar.

Onde jantar nos Santos Populares?

Durante o mês de junho, praticamente todos os bairros de Lisboa oferecem opções para jantar ao ar livre:

  • Nos arraiais: as associações locais, coletividades e moradores organizam verdadeiras tasquinhas com pratos acessíveis e cheios de sabor. Comer na rua, em bancos corridos, com música de fundo e vizinhos por companhia, é parte essencial da experiência.
  • Nos restaurantes típicos: muitos estabelecimentos aderem à festa, decoram os espaços e servem menus especiais inspirados nas tradições populares, com sardinhas, vinho tinto e até fado ao vivo.

Quer escolhas um prato rápido para levar na mão, quer prefiras sentar-te num recanto mais calmo, comer nos Santos é muito mais do que uma refeição, é um ritual de convívio e partilha que sabe a verão e a festa.Celebra-se a figura de Santo António, padroeiro de Lisboa, também conhecido como o santo casamenteiro. Muito além da religiosidade, a data é um pretexto para agradecer, pedir ou simplesmente festejar. Santo António é associado à proteção dos pobres, à recuperação de objetos perdidos e à harmonia conjugal. Continua a ser um dos santos mais populares entre os portugueses.

Tradições e curiosidades dos Santos Populares

As festas dos Santos Populares, tal como as vivemos hoje em Lisboa, são o resultado de um casamento antigo entre o sagrado e o profano, entre o culto religioso e a celebração popular. Muito antes dos santos ganharem lugar nas procissões, já os povos antigos celebravam o solstício de verão com fogueiras, danças e rituais ligados à fertilidade da terra e à abundância.

Com o tempo, essas celebrações pagãs foram sendo integradas nas festividades cristãs, dando origem a um mês de junho vibrante, onde três santos se destacam: Santo António, São João e São Pedro. Em Lisboa, é Santo António quem reina. E com ele, uma série de símbolos e gestos que marcam o espírito da época.

🌿 Manjericos e quadras

O manjerico é talvez o ícone mais delicado e simbólico dos Santos Populares. Pequeno, redondo e aromático, é oferecido como prova de estima e simpatia. Cada vaso traz consigo uma quadra popular, escrita num papel colorido. Muitas vezes ingénuas, outras bem humoradas ou até atrevidas, as quadras são um espelho da alma portuguesa. E há uma regra importante: não se deve cheirar o manjerico com o nariz, mas sim com a mão, dizem que cheirá-lo diretamente o faz morrer.

🎏 Bandeirolas, balões e mastros

As ruas de Lisboa transformam-se num cenário de festa, onde o quotidiano dá lugar ao improviso colorido. Bandeirolas cruzam os céus entre varandas, balões de papel sobem ao céu em algumas zonas, e os mastros, decorados com fitas, folhas de milho e imagens dos santos, tornam-se o ponto de encontro e epicentro dos arraiais.

❤️ Simpatias e superstições

A devoção popular a Santo António estende-se muito para lá da religião. É considerado o santo casamenteiro, e não faltam simpatias associadas a esse desejo: pôr a imagem do santo virada para a parede até encontrar um amor; colocar o nome da pessoa amada num papel debaixo da almofada; ou atirar uma moeda ao poço num desejo silencioso. Tudo vale quando a esperança dança com a tradição.

🕊️ O primeiro santo popular

Entre todos, Santo António foi o primeiro a ser festejado com este espírito de festa nas ruas. Nascido em Lisboa, é natural que tenha conquistado o coração da cidade antes de São João ter ganho protagonismo no Porto e São Pedro noutras regiões. Mais do que uma figura religiosa, Santo António é um símbolo da identidade lisboeta, e das promessas feitas entre o riso, o fumo das sardinhas e a música popular.

Quanto tempo duram e quando acabam os Santos Populares?

Engana-se quem pensa que os Santos Populares se resumem a três noites de festa. Em Lisboa, e noutras cidades de Portugal! A celebração é um crescendo de entusiasmo que se estende por praticamente todo o mês de junho. É um calendário não oficial de alegria, tradição e convívio que começa de forma tímida e culmina em noites memoráveis.

A preparação começa cedo: logo no final de maio, os bairros começam a montar os primeiros enfeites, os ensaios das marchas populares ganham ritmo, e os cheiros da sardinha assada começam a espreitar nas primeiras tasquinhas.

📆 Datas de maior intensidade:

  • Lisboa (Santo António): o ponto alto é a noite de 12 para 13 de junho, mas os arraiais arrancam ainda na primeira semana do mês e só perdem força depois do dia 15.
  • Porto (São João): a cidade explode de cor e som na noite de 23 para 24 de junho, mas a preparação e animação antecedem vários dias antes e prolongam-se até ao final do mês.
  • Setúbal, Sintra, Póvoa de Varzim e outras regiões (São Pedro): a 28 e 29 de junho assinalam-se as últimas grandes noites populares. Um fecho com chave de ouro para quem ainda não está pronto para dizer adeus à festa.

Durante estas semanas, há bairros onde se festeja quase todos os dias. Alguns arraiais funcionam apenas ao fim de semana, enquanto outros mantêm-se ativos durante toda a semana, especialmente nas zonas mais centrais e tradicionais.

📆 Arraiais 2025 em Lisboa

Lisboa transforma-se num palco de festa durante quase todo o mês de junho. Os arraiais espalham-se pelos bairros, garantem música ao vivo, petiscos típicos e momentos únicos. Aqui estão os eventos já confirmados para este ano:

ArraialBairro/FreguesiaDatasDestaques principais
Arraial de São MiguelAlfama30 Maio – 29 JunhoMúsica ao vivo sextas, sábados, vésperas e 13 junho
Arraial da MisericórdiaMiradouro São Pedro de Alcântara1 Junho – 30 JunhoMúsica e espetáculos até à meia-noite, exceção na noite de 12 até 4h
Arraial CCPSE & NITSanta Engrácia30 Maio – 28 JunhoProgramação intensa com Toy, Ruth Marlene, trio, banda
Grande Arraial SagresAvenidas Novas30 Maio – 15 JunhoGastronomia popular, cultura e animação
Arraial de São Miguel (repetido)Alfama30 Maio – 29 JunhoConfirmado várias datas
Arraial de AlvaladeAlvalade12 – 14 JunhoFesta de bairro com música tradicional
Romaria de Santo AmaroAlcântara24 – 29 JunhoTradição de bairro e festa comunitária
Arraial da Penha de FrançaPenha de França7 – 12 JunhoSeis dias de música e animação
Santos em SantosSantos (Terrapleno)16 Maio – 15 JunhoPetiscos, música e vista sobre o Tejo
Arraial na MourariaMouraria29 Maio – 21 JunhoLargo da Rosa com cultura popular

Esta programação pode sofrer pequenos ajustes, pelo que recomendamos que faças check-in nas páginas oficiais das juntas de freguesia ou na agenda da CML. Planeia já as tuas noites de arraial!

Uma celebração que vai além do calendário

Mais do que um conjunto de datas, os Santos Populares são um estado de espírito que se instala com o calor, os cheiros, os sons e os reencontros. A festa só termina quando as luzes são recolhidas, os mastros descem e as ruas voltam a respirar o quotidiano.

Até lá, junho em Lisboa (e em tantas outras terras portuguesas) é sinónimo de celebração contínua, um mês em que tradição, identidade e alegria caminham de braço dado.

Dicas práticas essenciais para aproveitares ao máximo

Viver os Santos Populares em Lisboa é uma experiência intensa, vibrante, cheia de estímulos e emoções. Para aproveitares tudo com conforto e alegria, aqui ficam algumas dicas práticas que fazem realmente a diferença:

🕓 Chega cedo

A partir das 18h, muitos bairros começam a encher. Se quiseres escolher um bom lugar numa esplanada, jantar com calma ou simplesmente observar o ambiente antes da multidão, chegar cedo é fundamental. Os arraiais mais populares enchem depressa, especialmente em Alfama, Bica ou Graça, e o melhor da festa vive-se tanto no início da noite como nas horas tardias.

💶 Leva dinheiro físico

Nem todas as bancas ou tasquinhas aceitam pagamento por MB Way ou cartão. Para evitares surpresas (e filas), leva contigo dinheiro trocado. A maior parte dos petiscos e bebidas são acessíveis, mas ter moedas à mão facilita tudo, e poupa-te dores de cabeça.

👟 Usa calçado confortável

Esquece os sapatos bonitos: este é o momento de apostares em algo prático. Vais andar (muito), subir e descer ladeiras, pisar calçada portuguesa, entrar e sair de arraiais apertados. Um bom par de ténis pode ser o teu melhor aliado para uma noite longa e bem passada.

🎒 Evita mochilas grandes

As ruas ficam apinhadas de gente e é fácil tropeçar, esbarrar ou sentir-te apertado. Leva apenas o essencial: um casaco leve, telemóvel, dinheiro e boa disposição. Se levares mochila, opta por uma pequena e mantém-na à frente do corpo, ajuda na mobilidade e na segurança.

📱 Mantém o telemóvel carregado (e com internet)

Além de poderes partilhar momentos nas redes ou consultar o mapa da cidade, é útil para te orientares caso te separes do grupo. Algumas zonas podem ter rede instável devido à concentração de pessoas, por isso um powerbank pode ser um aliado precioso.

🌃 Define um ponto de encontro

Se fores com amigos ou família, combina previamente um ponto de encontro alternativo, caso alguém se perca na multidão. Pode ser uma loja, um miradouro ou uma estação de metro próxima. Parece coisa de escuteiro, mas ajuda muito!

Vive a festa como um verdadeiro lisboeta

Os Santos Populares não são apenas uma celebração, são o coração pulsante de uma cidade que sabe abrir as portas e dançar com quem chega. Em cada rua, há uma memória a acontecer; em cada arraial, um sorriso à espera; em cada sardinha, o sabor de uma Lisboa que resiste ao tempo e se reinventa com alegria.

Que este guia te sirva de companhia nos preparativos, de inspiração nos caminhos e de pano de fundo para momentos felizes. Acende o espírito, segue as luzes e deixa-te levar pela música. Porque junho em Lisboa não se explica… vive-se.

Boas festas e que os Santos Populares te tragam tudo aquilo que só uma cidade em festa pode oferecer.

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Perguntas frequentes sobre os Santos Populares

  1. Quais são os Santos Populares de Portugal?

    São três os santos tradicionalmente celebrados em Portugal durante o mês de junho:
    Santo António (13 de junho) — Lisboa
    São João (24 de junho) — Porto
    São Pedro (29 de junho) — Setúbal, Sintra, Póvoa de Varzim, entre outros

  2. Qual é a ordem dos Santos Populares?

    Qual é a ordem dos Santos Populares?
    A ordem cronológica das celebrações é:
    1 – Santo António – 13 de junho
    2 – São João – 24 de junho
    3 – São Pedro – 29 de junho

  3. O que se comemora no dia 12 de junho em Portugal?

    A noite de 12 para 13 de junho é a véspera de Santo António. Em Lisboa, é a noite mais intensa dos Santos Populares, com marchas na Avenida da Liberdade, casamentos tradicionais e arraiais por toda a cidade.

  4. Quando começam e quando terminam os Santos Populares?

    Em Lisboa, as festas começam logo nos primeiros dias de junho e prolongam-se até meados ou final do mês. O ponto alto é a noite de 12 para 13 de junho. Em outras cidades, a festa decorre até ao final de junho, culminando com o São Pedro a 29 de junho.

  5. Onde acontecem os Santos Populares em Lisboa?

    Principalmente nos bairros históricos como Alfama, Mouraria, Graça, Bica, Bairro Alto, Madragoa, São Vicente, Penha de França, Ajuda, Campolide e Telheiras.

  6. Qual é o melhor arraial de Lisboa?

    Não há um “melhor”, depende do teu gosto:
    Para tradição: Alfama
    Para vistas e ambiente calmo: Graça
    Para festa jovem: Bica e Bairro Alto
    Para ambiente familiar: Madragoa e Telheiras

  7. Onde comprar decoração para os Santos Populares?

    Podes encontrar enfeites e elementos típicos em: Mercados municipais (como o da Ribeira); Lojas de festas e retrosarias; Feiras temporárias montadas nos bairros; Plataformas online especializadas

  8. Onde comer durante os Santos Populares?

    Nos arraiais de rua, que oferecem sardinhas, bifanas, caldo verde, pão com chouriço, caracóis e doçaria. Também há restaurantes com menus especiais típicos da época.

  9. Qual foi o primeiro santo popular celebrado em Portugal?

    Santo António, natural de Lisboa, foi o primeiro a ser celebrado com grande expressão popular. As festas dedicadas a São João e São Pedro espalharam-se mais tarde por outras regiões do país.

E tu, como vives os Santos Populares?

Cada arraial tem o seu ritmo, cada bairro o seu encanto, e cada pessoa a sua própria história para contar. Se já viveste esta festa em Lisboa ou estás a planear a tua primeira vez, gostávamos de saber:
O que não pode faltar na tua noite de Santos? Tens algum bairro de eleição? Alguma tradição que sigas sempre?

Partilha connosco nos comentários as tuas memórias, dicas ou curiosidades. E, se achaste este guia útil, envia-o a quem também merece viver esta festa como ela merece, com alegria, sabor e alma portuguesa.

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Sofia

Autora de guias de viagem no Tapa ao Sal, partilha experiências autênticas pelos destinos de Portugal. Com mais de 180 artigos publicados, alia paixão pela gastronomia e cultura portuguesa a uma escrita detalhada e acompanhada de fotografia própria.

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