João Lobo Antunes não foi só medicina, foi também homem de livros editados e de grande paixão pela escrita.

João Lobo Antunes, uma vida cheia e dedicada aos outros!2 minutos de leitura.

Inundados pela triste notícia, ficámos a saber que João Lobo Antunes acabou de nos deixar, com 72 anos devido a doença prolongada.

É inegável o testemunho que nos deixou a todos no mundo da medicina, ajudar os outros e ser grande profissional.

São as duas facetas que ficam mais marcadas por cada um de nós portugueses quando recordamos João Lobo Antunes.

O menino que outrora era loiro de olhos azuis, por sinal arrasou muitos corações arrasando também a escala nos tempos de faculdade…

Pois foi o primeiro aluno a ter nota vinte na cadeira de Fisiologia na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

 

Nascido em Benfica em 1944 mas sportinguista ferrenho, licenciou-se em Medicina na Universidade de Lisboa em 1968.

 

Seguiu as pisadas do pai, João Alfredo de Figueiredo Lobo Antunes, neurologista.

Casou três vezes, deixou quatro filhas e oito netas.

Dedicou-se ao Hospital de Santa Maria durante mais de 30 anos.

 




 

Além de se formar em Lisboa, rumou até à Colúmbia, Estados Unidos da América

Para estender a sua formação onde viveu entre 1971 e 1984.

Regressou a Portugal em 1984 e passou a dirigir o serviço de neurocirurgia do Hospital de Santa Maria.

Sendo ao mesmo tempo professor catedrático de Neurocirurgia da Faculdade de Medicina de Lisboa.

 

João Lobo Antunes não foi só medicina, foi também homem de livros editados e de grande paixão pela escrita.

 

Ao longo da sua vida ocupou vários cargos, desde Presidente Concelhio Pedagógico da Faculdade de Medicina de Lisboa…

A Membro Correspondente da Academia Internacional da Cultura Portuguesa.

Somam-se ao longo de uma vida os vários cargos de presidências que desempenhou, tendo sido inclusive Conselheiro de Estado até início deste ano.

Para contar os prémios que recebeu e condecorações não temos dedos que cheguem…

 

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Mas há um que se destaca, a Medalha de Mérito de Ouro do Ministério da Saúde, recebida em 2003.

Aquele que um dia teve receio em ser cirurgião por não considerar ter umas mãos habilidosas…

Enganou-se, afinal como ele dizia e bem, usava um bisturi como pincel e não como chaves de fendas.

Na verdade, não é por acaso que nos marca até hoje com o primeiro implante de um olho num invisual a nível mundial, em 1983.

João Lobo Antunes, já não vive na nossa história mas fará sempre parte dela!

 

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