Passadiços do Barranco do Demo descendo o vale em Alferce, Monchique

Passadiços do Barranco do Demo: natureza e descoberta em Monchique

Descubra os Passadiços do Barranco do Demo em Alferce, Monchique.
Um guia completo com mapa, dicas práticas e sugestões para aproveitar o trilho PR9, explorar o Castelo de Alferce e viver a serra de forma autêntica.

A manhã na serra de Monchique tem uma claridade própria. A luz infiltra-se pelas encostas cobertas de medronheiros e sobreiros, deixando no ar um brilho suave que se mistura com o perfume fresco da vegetação. O silêncio não é absoluto: é entrecortado pelo rumor de um ribeiro escondido e pelo canto breve de pássaros que parecem anunciar a chegada de quem vem por trilhos ainda pouco pisados. Foi assim que encontrei os passadiços do Barranco do Demo, na aldeia de Alferce, um primeiro contacto com a dimensão natural desta serra.

O percurso surge como um convite inesperado. Madeiras alinhadas em degraus acompanham a descida até ao vale, revelando uma paisagem onde a serra se abre em barrancos profundos e sombras verdes. Ali, percebe-se de imediato que estes passadiços não são apenas mais um passeio construído: representam a entrada de Monchique no mapa dos destinos de turismo de natureza do Algarve, lado a lado com outros passadiços de renome espalhados pelo país.

Passadiços do Barranco do Demo serpenteando pela encosta de Alferce em Monchique
Vista aérea dos Passadiços do Barranco do Demo, um percurso que serpenteia a encosta rochosa da serra de Monchique. Autor: Sérgio Santos

Há um contraste evidente. Enquanto grande parte do Algarve chama pelo mar e pelas praias, aqui tudo se concentra na montanha e no silêncio dos bosques. Essa diferença é, afinal, o que dá aos passadiços do Barranco do Demo um valor tão singular: são porta de entrada para uma serra que guarda história, paisagens autênticas e uma tranquilidade difícil de encontrar noutras paragens.

Este guia percorre não só o caminho em madeira que atravessa o vale, mas também o que rodeia esta experiência: a pequena aldeia de Alferce, as ruínas antigas do Castelo que vigia o alto da serra, os trilhos que se prolongam pelo verde e os sabores que aguardam em Monchique. Tal como o próprio passadiço, é uma forma de descoberta e contemplação, feita para ser percorrida passo a passo.

Onde ficam e como chegar aos Passadiços do Barranco do Demo

Caminhada pelo trilho de ligação aos Passadiços do Barranco do Demo em Alferce, Monchique
O trilho de terra batida em Alferce conduz os visitantes até aos Passadiços do Barranco do Demo, no coração da serra de Monchique. Autor: Sérgio Santos

A serra de Monchique é um lugar onde o Algarve se transforma. Longe das praias e da pressa das cidades costeiras, o ritmo abranda e a paisagem ganha uma espessura verde que quase esconde o horizonte. É aqui, na aldeia de Alferce, que surgem os passadiços do Barranco do Demo: uma das mais recentes atrações de natureza do sul do país. O contraste é imediato. Estamos no Algarve, mas tudo respira montanha, silêncio e autenticidade.

Os passadiços não são apenas uma estrutura de madeira entre encostas, são também uma porta de entrada para conhecer Monchique de uma forma mais íntima, começando pelo vale profundo que se abre aos pés de quem chega. Nesta secção, encontras as informações práticas para planear a visita: localização, acessos, pontos de partida e um mapa interativo que ajuda a preparar o caminho.

Localização em Alferce, no coração da serra de Monchique

Os passadiços do Barranco do Demo encontram-se numa das freguesias mais tranquilas do concelho de Monchique. Alferce é uma aldeia pequena, encostada a encostas densamente arborizadas, onde o tempo parece avançar devagar. A presença dos passadiços trouxe um novo ponto de interesse à serra, mas sem quebrar a harmonia do lugar.

Visitar os passadiços do Barranco do Demo Monchique é também descobrir este lado serrano do Algarve, onde o turismo ainda sabe esperar e a paisagem continua a ser o grande protagonista.

Como chegar a partir de Monchique e principais cidades do Algarve

Chegar até Alferce é simples. A partir de Monchique, bastam cerca de 10 minutos de carro para alcançar o início do percurso. Se vieres de Portimão, conta com cerca de 40 minutos de viagem; de Lagos, pouco mais de uma hora; e de Faro, a viagem prolonga-se por cerca de 1h30.

A estrada serpenteia a serra, revelando miradouros naturais e pequenas povoações. O ideal é viajar de carro, já que os transportes públicos não chegam ao ponto de partida. Para quem não tem veículo próprio, a solução mais prática é alugar carro no Algarve reserva aqui o teu carro.

Pontos de partida e estacionamentos

O acesso aos passadiços faz-se a partir da aldeia de Alferce. Existem zonas de estacionamento sinalizadas perto do centro e áreas junto ao início do percurso. As placas indicativas facilitam a orientação, ainda que o traçado das ruas seja estreito e típico das aldeias serranas.

Vale a pena começar a caminhada sem pressa, deixando o carro antes e percorrendo a pé as ruas tranquilas até encontrar a entrada dos passadiços. Essa aproximação permite sentir o contraste entre o casario branco e o verde intenso que anuncia o barranco.

Mapa interativo para planear a visita

Para facilitar o planeamento, aqui fica o mapa interativo dos passadiços do Barranco do Demo. Nele encontras o ponto de partida, as zonas de estacionamento e a rota sugerida para a visita.

Consultar o passadiços do Barranco do Demo mapa antes da viagem ajuda a perceber a extensão do percurso, escolher o melhor acesso e preparar o passeio sem imprevistos.

Como é o percurso dos passadiços

O trilho começa com a promessa de descida. A madeira dos passadiços guia os passos num ritmo marcado, degrau após degrau, até ao fundo do vale. É um percurso que parece simples, mas logo se percebe que exige atenção às pernas e ao fôlego, sobretudo na subida de regresso. Ainda assim, o esforço não pesa: o ambiente natural absorve cada distração e dá à caminhada um equilíbrio entre desafio e contemplação.

Extensão, tempo médio e dificuldade

O trajeto dos passadiços do Barranco do Demo é relativamente curto. São pouco mais de 600 metros, percorridos em cerca de 20 a 30 minutos, dependendo das paragens para fotografar ou apenas respirar a paisagem.

O percurso soma várias dezenas de degraus, o suficiente para sentir as pernas a trabalhar, mas sem se tornar pesado para quem esteja minimamente habituado a caminhar. A dificuldade é considerada fácil a moderada, acessível a famílias, desde que preparadas para uma descida pronunciada e respetiva subida no regresso.

O que se vê ao longo do caminho

Caminho de terra na entrada dos Passadiços do Barranco do Demo em Alferce, rodeado por sobreiros e vista para a serra de Monchique
O trilho começa em Alferce, com caminhos de terra que se abrem para os passadiços do Barranco do Demo e as vistas da serra de Monchique. Autor: Sérgio Santos

Ao descer, a vista abre-se em recortes verdes. As encostas estão cobertas de sobreiros, medronheiros e oliveiras antigas que se agarram às pedras como se fizessem parte delas. O som constante é o da água a correr, invisível de início, mas que vai surgindo em ribeiros que se cruzam com o trilho.

No ar, o cheiro húmido da terra mistura-se com notas de resina e folhas secas. Por vezes, uma ave rasga o silêncio com um voo rápido, lembrando que este é território partilhado. É um cenário em que cada curva dos passadiços oferece uma perspetiva nova: um ângulo diferente sobre o barranco, uma sombra mais densa, um feixe de luz a cair no fundo do vale.

Ligação ao Trilho de Alferce

Placa de sinalização para o Castelo de Alferce e Passadiços do Barranco do Demo, com vista para a serra de Monchique.
Entre árvores e pedras, a placa orienta os caminhantes para o Castelo de Alferce e os Passadiços do Barranco do Demo. Autor: Sérgio Santos

No final, o passadiço não é um fim, mas um convite. A estrutura liga-se ao Trilho de Alferce, conhecido como PR9 “Entre o Vale e o Castelo”, que continua a caminhada pela serra. Seguir por este percurso é prolongar a experiência, transformando um passeio curto numa rota circular mais ampla, que conduz até às ruínas do Castelo de Alferce.

Para quem gosta de estender a descoberta, esta ligação é preciosa. Permite juntar natureza e história, unindo o silêncio do vale à memória de uma fortificação islâmica que ainda guarda o alto da serra. É aqui que os passadiços do Barranco do Demo Alferce se revelam mais do que um simples percurso: são a porta de entrada para explorar Monchique a um ritmo sereno, passo a passo, trilho após trilho.

Melhor época para visitar e dicas práticas

A primeira vez que percorremos os passadiços foi de manhã, quando a serra ainda guardava o fresco da noite. O ar parecia mais leve e cada passo revelava a humidade a evaporar-se das pedras, como se a natureza respirasse connosco. Essa memória tornou evidente que a hora da visita faz toda a diferença. Caminhar cedo permite desfrutar do silêncio e evitar o calor que, no verão, se acumula no fundo do vale.

A primavera é talvez a estação mais generosa. A vegetação cobre-se de verde intenso, os ribeiros correm mais vivos e o ar tem um perfume fresco que acompanha cada curva do percurso. No outono, as folhas ganham tons dourados e a luz oblíqua acrescenta um brilho sereno à paisagem. Já o verão pede cautela: o calor pode ser forte, sobretudo nas horas centrais do dia. Ainda assim, quem escolher madrugar terá a recompensa de caminhar com temperaturas amenas e vistas desimpedidas.

Para aproveitar em pleno, convém levar o essencial: água fresca, calçado confortável, chapéu ou boné, e protetor solar. Um bastão de caminhada pode ajudar nas descidas e subidas mais acentuadas. Não há apoios de restauração junto ao percurso, por isso uma pequena merenda pode ser boa companheira, desde que tudo seja levado de volta, respeitando o ambiente.

Os passadiços do Barranco do Demo são hoje uma das descobertas mais interessantes do Algarve serrano. Juntam-se a outros caminhos de madeira que, de norte a sul, têm transformado o país em destino de caminhantes, colocando-os lado a lado com alguns dos melhores passadiços do Algarve e entre os mais autênticos passadiços em Portugal. Cada visita é diferente, marcada pela estação, pela luz e até pela disposição de quem caminha. E talvez seja essa a sua maior força: a promessa de que nenhum percurso é exatamente igual ao anterior.

Informação prática:

🌄 Hora ideal
→ De manhã, com ar fresco e silêncio.

🌸 Primavera
→ Verde intenso + ribeiros cheios.

🍂 Outono
→ Folhas douradas + luz suave.

☀️ Verão
→ Calor forte, visita cedo no dia.

🎒 O que levar
✔️ Água fresca
✔️ Calçado confortável
✔️ Chapéu / protetor solar
✔️ Pequena merenda (sem deixar lixo)

🌍 Destaque
Os passadiços do Barranco do Demo já estão entre os melhores passadiços do Algarve e ganham lugar de destaque entre os passadiços em Portugal.

O que fazer perto dos Passadiços do Barranco do Demo

Explorar os passadiços do Barranco do Demo é apenas o início. Ao redor, a serra guarda aldeias silenciosas, trilhos que serpenteiam o arvoredo, ruínas que contam histórias milenares e sabores que dão corpo à memória. É uma região que pede tempo, calma e olhos atentos ao detalhe.

1 – Vila de Alferce

Alferce é pequena, mas carrega uma autenticidade difícil de encontrar noutros lugares do Algarve. As ruas estreitas, alinhadas com casas brancas, conduzem a miradouros de onde se avista o relevo ondulado da serra. A cada curva, a aldeia mostra o seu ritmo lento: vizinhos à porta, um café discreto, um banco à sombra para quem se senta a ver o tempo passar.

Passear por aqui é entrar numa atmosfera em que a pressa não tem lugar. Para quem procura o que fazer em Alferce, vale perder-se nas ruas, observar os pormenores do casario e deixar-se guiar pelo silêncio que envolve a aldeia.

2 – Castelo de Alferce: ruínas com vista sobre a serra

No alto de um cerro, a fortificação islâmica do século IX ergueu-se como bastião de defesa e vigilância. O Castelo de Alferce é hoje um sítio arqueológico classificado, mas a sua história recua muito mais: vestígios da Idade do Bronze e do Calcolítico mostram que este lugar foi habitado e protegido desde há milénios.

As muralhas, organizadas em três recintos fortificados, serviram de abrigo militar e religioso. Mesmo em ruínas, impõem respeito. Subir até aqui pelo Trilho de Alferce é uma experiência em si mesma: o caminho atravessa arvoredos densos, o silêncio é quebrado apenas por aves e o esforço da subida é recompensado pela vista ampla sobre a serra.

Chegar às ruínas do Castelo de Alferce é tocar num pedaço da história escondida do Algarve, onde a paisagem e a memória se entrelaçam. Para quem quiser aprofundar, o Centro Interpretativo de Alferce reúne informação detalhada e objetos que ajudam a compreender a importância deste lugar.

3 – Serra de Monchique

Para além de Alferce, a serra abre-se em muitos caminhos. A vila de Monchique guarda ruas históricas, casas de xisto e uma atmosfera serrana que contrasta com o Algarve costeiro. A Fóia, ponto mais alto do sul de Portugal, oferece panoramas que se estendem até ao mar.

E não se pode deixar de referir as Caldas de Monchique, com as suas águas termais e a envolvência que sempre atraiu visitantes. Para um mergulho ainda mais amplo nas experiências locais, fica também a ligação ao guia Monchique o que visitar.

Descobre mais no nosso guia completo Monchique o que visitar, com todas as dicas para explorar a serra, os miradouros e as tradições locais.

4 – Gastronomia e cultura local

Em Monchique, a mesa é tão importante quanto a paisagem. O mel produzido na serra, os enchidos e o medronho, destilado artesanalmente, são símbolos da cultura local. Degustá-los é completar a experiência: caminhar, observar e, no final, provar.

Depois de percorrer os passadiços e explorar o Castelo de Alferce, sentar-se à mesa com um copo de aguardente de medronho é como fechar o ciclo, uma forma de levar consigo não só a memória do lugar, mas também o sabor da serra.

Onde ficar em Monchique

Depois de percorrer os passadiços do Barranco do Demo, é tentador prolongar a estadia na serra. O ambiente convida a isso: o ar fresco, a tranquilidade da noite e o silêncio cortado apenas pelo vento entre as árvores. Ficar em Monchique é dar tempo à montanha para revelar os seus segredos, sem pressa.

Entre os alojamentos disponíveis, alguns espaços destacam-se pelo cenário envolvente e pelo cuidado na hospitalidade. A Casa Spa d’Alma é um refúgio sereno, rodeado de natureza, onde o tempo parece abrandar. Ideal para quem procura descanso depois das caminhadas.

Na encosta da Fóia, a VilaFoia oferece vistas largas sobre a serra e quartos com conforto moderno, combinando a proximidade com a montanha e a sensação de retiro. Já o B&B Quinta O Ninho surpreende pelo ambiente acolhedor, perfeito para quem prefere uma experiência mais intimista.

E há ainda muitas outras opções, para todos os gostos e orçamentos, que podem ser encontradas em alojamentos em Monchique. Escolher ficar na serra é mais do que dormir perto do passadiço, é mergulhar no ritmo lento das noites estreladas, no conforto da hospitalidade serrana e no prazer de acordar rodeado pelo verde.

Descobre mais alojamentos na região

Se preferires explorar outras estadias, há muitas opções acolhedoras disponíveis na região. Desde casas de campo a hotéis próximos, encontra no Booking as melhores ofertas de alojamento próximas a este destino.

Experiências que combinam com a visita

Depois de percorrer os passadiços do Barranco do Demo, há formas de prolongar o mergulho na serra e conhecer o Algarve para lá das praias. A montanha pede aventura, mas também momentos de contemplação lenta, entre vilas, destilarias e caminhos escondidos.

Uma das formas mais intensas de sentir este território é partir num Jeep Safari pelo Algarve com visita a destilaria e almoço. O jipe serpenteia por estradas de terra, atravessa pequenas aldeias e termina com o sabor genuíno do medronho. É uma experiência que junta paisagem, cultura e gastronomia.

Para quem prefere algo mais breve, mas igualmente marcante, a excursão de meio dia a Monchique e à Fóia revela a serra na sua plenitude. A subida até ao ponto mais alto do Algarve, a Fóia, oferece vistas que alcançam o Atlântico. O percurso inclui paragens em locais de interesse histórico e natural, criando uma leitura completa da região.

E há ainda a possibilidade de viver a serra a um ritmo mais íntimo, numa caminhada privada em Monchique com prova de medronho. Passo a passo, entre o arvoredo e o silêncio, o guia revela histórias locais e termina a jornada com a degustação de um dos símbolos mais fortes da cultura serrana.

Cada uma destas experiências é diferente, mas todas se ligam ao mesmo fio: a serra como palco de autenticidade. Juntar estas atividades à visita aos passadiços é abrir o leque de memórias, da madeira sob os pés ao sabor forte do medronho, do verde das encostas ao calor suave de um almoço partilhado.

Comparação com outros passadiços de Portugal

Percorrer os passadiços do Barranco do Demo é uma experiência que se entranha na memória, mas ganha ainda mais força quando colocada lado a lado com outros passadiços de Portugal. A madeira que nos guia por Monchique não tem a imponência de quilómetros sem fim como noutros lugares, mas guarda algo raro: a intimidade da serra e a proximidade de séculos de história.

No Passadiço do Alamal, junto ao Tejo, o cenário é completamente distinto. Ali, a paisagem abre-se em largura: o rio espelha o céu, as margens estendem-se em verde, e a ponte suspensa conduz até Belver, dominada pelo seu castelo medieval. É um percurso mais longo, feito de horizontes amplos e da força de um rio maior, sempre presente.

Já no Trilho da Barca da Amieira, em Nisa, o passadiço segue um traçado de montanha que acompanha a ribeira do Tejo Internacional. A mata ribeirinha envolve o caminhar, a ponte pedonal cria um momento de vertigem, e a geografia agreste dá ao trilho uma intensidade própria. É uma rota que pede mais fôlego, mas recompensa com a sensação de atravessar território selvagem.

Em Monchique, a escala é outra. Os passadiços do Barranco do Demo não procuram competir em extensão: oferecem, antes, a descoberta de um vale fechado, a descida pelos degraus que se confundem com a encosta, e a ligação a trilhos que conduzem ao Castelo de Alferce, guardião islâmico do século IX. A singularidade está nessa combinação rara de montanha, ribeira e património arqueológico, algo pouco comum no panorama dos passadiços nacionais.

Cada passadiço tem identidade própria. No Alamal, a imponência do Tejo; em Nisa, a força bruta da natureza; em Monchique, o recato da serra e a história escondida. Juntos, desenham um retrato da diversidade de Portugal e confirmam como estas estruturas em madeira se tornaram portas de entrada para mundos diferentes, sempre ligados pela mesma vontade de caminhar.

Conclusão: Onde a serra guarda o silêncio

Descer e subir os passadiços do Barranco do Demo foi mais do que atravessar um vale serrano. Foi sentir o rumor da água escondida nas pedras, a sombra densa dos medronheiros e o peso suave do silêncio. Há lugares que não precisam de palavras grandiosas para se imporem; basta caminhar e deixar que a montanha fale na sua própria voz.

Na serra de Monchique, cada detalhe é um convite à contemplação. A madeira do passadiço conduz os passos, mas são os olhos que percorrem as encostas, as ruínas do Castelo de Alferce, os horizontes que se abrem até ao mar distante. Essa combinação de natureza e história dá ao lugar uma autenticidade rara, que permanece mesmo depois de regressar à estrada.

Explorar os passadiços é só o início. A serra continua em Monchique, com as suas ruas inclinadas e miradouros, e prolonga-se até às águas das Caldas de Monchique, que há séculos curam corpos e acalmam espíritos. Para um olhar mais amplo, o guia Monchique o que visitar abre caminho a novas descobertas.

Quem aqui chega leva consigo mais do que fotografias. Leva a memória de um Algarve serrano e autêntico, um lugar onde cada passo tem a força tranquila da montanha. E talvez seja esse o maior convite: voltar, partilhar a experiência e deixar que outros descubram também este silêncio guardado pela serra.

Serviços de Fotografia

Tapa ao Sal

Temos ao seu dispor uma equipa com serviços de fotografia profissional, para capturar a sua história de forma autêntica e inesquecível.

Galeria de imagens dos Passadiços do Barranco do Demo

Para além das palavras, nada transmite melhor a experiência do que as próprias imagens dos Passadiços do Barranco do Demo. Cada fotografia revela um ângulo distinto: a madeira que desce em direção ao vale, o verde intenso da serra de Monchique, a tranquilidade da aldeia de Alferce e a ligação à história guardada no Castelo. Esta galeria é um convite visual a percorrer o trilho antes mesmo de lá chegar, permitindo sentir a atmosfera do lugar e inspirar a próxima visita.

Galeria de imagens do Castelo de Alferce

As ruínas ganham outra dimensão quando vistas de perto. Nesta galeria, cada fotografia do Castelo de Alferce revela um fragmento de história: muralhas que resistem ao tempo, pedras cobertas de musgo e a vista ampla sobre a serra de Monchique. As imagens captam não só a imponência silenciosa do cerro, mas também o caminho que conduz até lá, entre árvores e horizontes abertos. É um convite visual a subir ao castelo e deixar-se envolver pela memória que ainda habita estas pedras antigas.

Perguntas frequentes sobre os Passadiços do Barranco do Demo

Para ajudar a planear a visita, reunimos aqui algumas das dúvidas mais comuns sobre os passadiços do Barranco do Demo. São respostas curtas e práticas, pensadas para orientar quem chega pela primeira vez à serra de Monchique e procura aproveitar o percurso em segurança e tranquilidade.

  1. Quantos degraus têm os passadiços?

    É difícil calcular o número exato de degraus, já que a estrutura se estende em diferentes lanços ao longo da descida e subida do vale. São várias dezenas, suficientes para pôr as pernas à prova sem ser um obstáculo sério. Fica o desafio: haverá alguém que já conseguiu contá-los todos de uma ponta à outra?

  2. Quanto tempo demora a visita?

    O percurso principal tem cerca de 600 metros e pode ser feito em 20 a 30 minutos. Se for combinado com o Trilho de Alferce, o passeio transforma-se num circuito mais longo, estendendo-se facilmente por duas a três horas.

  3. Onde estacionar em Alferce?

    Há estacionamento gratuito disponível na aldeia de Alferce, a poucos minutos a pé do início dos passadiços. Também existem pequenas bolsas de estacionamento perto do percurso, mas a melhor opção é deixar o carro no centro e caminhar pelas ruas tranquilas da aldeia.

  4. É possível visitar com crianças?

    Sim, o percurso é acessível a famílias, desde que as crianças estejam habituadas a pequenas caminhadas. É importante ter atenção às descidas e subidas mais íngremes, e garantir calçado confortável e água suficiente.

  5. Qual a melhor época para visitar?

    A primavera e o outono oferecem as condições mais agradáveis, com temperaturas suaves e paisagens mais vivas. No verão também é possível visitar, mas o ideal é fazê-lo de manhã cedo, evitando as horas de maior calor.

Partilhe a sua experiência… inspire outros a descobrir os Passadiços do Barranco do Demo!

Sentiu a descida dos degraus a conduzir ao vale, o silêncio cortado apenas pelo canto das aves, ou o frescor da serra de Monchique a envolver cada passo? Cada detalhe da sua visita pode ser mais do que uma memória: pode inspirar outros viajantes a percorrer este trilho escondido do Algarve.

Conte-nos nos comentários como viveu a sua passagem pelos Passadiços do Barranco do Demo. O seu olhar, simples ou atento, pode ser o reflexo de uma memória que merece ser partilhada.

Se este artigo lhe despertou algo, partilhe-o com quem procura destinos autênticos em Portugal. Lugares que não se medem apenas em quilómetros, mas também em sons, cheiros e emoções.

Os Passadiços do Barranco do Demo não pedem pressa. Pedem contemplação.

Este artigo pode conter links de afiliados. Se fizer uma reserva através de um destes links, o Tapa ao Sal poderá receber uma pequena comissão, sem qualquer custo adicional para si.
Obrigado por apoiar este projeto independente, que cresce devagar… omo crescem os trilhos, os segredos e as histórias que ainda ecoam na serra de Monchique.

Imagem do avatar

Sofia

Autora de guias de viagem no Tapa ao Sal, partilha experiências autênticas pelos destinos de Portugal. Com mais de 180 artigos publicados, alia paixão pela gastronomia e cultura portuguesa a uma escrita detalhada e acompanhada de fotografia própria.

Artigos: 190

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir o spam. Saiba como são processados os dados dos seus comentários.