O vento chega antes da maré. Sobe devagar pela arriba, dobra-se sobre os muros de pedra e espalha-se pelo areal como se quisesse sussurrar uma história. A Praia de Porto Dinheiro surge assim: um lugar que não se impõe, antes se revela, recortada entre falésias que parecem ter parado no tempo. É fácil passar por ela como quem não vê, tantas praias na costa oeste, tantas promessas de azul e sombra… mas esta guarda algo que as outras não têm.
Debaixo da areia e das rochas, há mais do que silêncio. Há pegadas esquecidas, vértebras antigas, a memória de criaturas que respiraram quando o mar ainda não lambia estas margens. Aqui, os fósseis não estão em vitrinas; estão na pedra. E a pedra, por sua vez, está no caminho de quem se atreve a olhar com atenção.

Não é uma praia de gestos largos. Não tem bares ruidosos nem passadeiras de madeira a marcar caminhos fáceis. O que oferece é outro ritmo, mais lento, mais fundo. A Praia de Porto Dinheiro, no concelho da Lourinhã, é feita de luz filtrada pelas nuvens, de escarpas que contam eras e de um mar que se aproxima sem nunca contar tudo.
Neste guia, deixamos-lhe os trilhos certos para conhecer esta praia sem pressa: como lá chegar, o que observar, onde comer e, sobretudo, como senti-la. Porque mais do que se visitar, esta praia escuta-se, entre os estrondos das ondas e o rumor antigo das pedras.
Onde fica a Praia de Porto Dinheiro e como chegar
A estrada que leva até à Praia de Porto Dinheiro parece querer adiar o encontro. Serpenteia entre campos secos e casas dispersas da freguesia de Ribamar, onde o tempo não tem pressa e o mar ainda é uma presença longínqua. Mas depois de uma curva mais fechada, há um instante em que o Atlântico se impõe com clareza, como se a falésia se abrisse para o apresentar.
A praia encaixa-se entre duas paredes de rocha, um recorte natural na costa entre Santa Cruz e Peniche, onde as ondas chegam com a força de quem conhece esta costa há séculos. Não há grandes placas nem filas de carros a anunciar a chegada. Apenas um pequeno parque no topo da arriba, discreto, com vista para o mar e o som do vento como única receção.

O acesso faz-se por escadas largas e uma rampa que parece escavada na própria pedra. A descida é curta, mas tem algo de cerimonial: à medida que se desce, o areal revela-se, as arribas crescem sobre os ombros, e a praia transforma-se numa espécie de anfiteatro natural onde o tempo se deita a ver o mar.
Nos dias de verão, chegar cedo, antes das nove e meia, é mais do que uma questão de espaço. É a diferença entre entrar na praia com o silêncio e a luz ainda intactos, ou encontrá-la já repartida entre toalhas e guarda-sóis. Ao fim da tarde, a luz dourada devolve-lhe o mistério. As sombras crescem nas arribas, e o som das ondas ganha outra espessura. É nessa altura que a praia parece voltar a si.
Um areal com 150 milhões de anos: fósseis e dinossauros
Há lugares onde o tempo é uma linha. Noutros, como aqui, o tempo é uma espiral, camadas sobrepostas de pedra e silêncio, moldadas ao longo de milhões de anos até se tornarem palco de uma praia quase anónima. A Praia de Porto Dinheiro é um desses lugares. Quem caminha no seu areal pode não o saber, mas pisa sedimentos que já foram fundo de lagos, margens de rios, florestas tropicais onde dinossauros passavam com a lentidão de gigantes herbívoros.
Não é metáfora. É literal.
Foi aqui, nestas arribas escarpadas, que se descobriu um dos maiores saurópodes da Península Ibérica. Chamaram-lhe Dinheirosaurus lourinhanensis, e o nome é uma homenagem direta a esta praia esquecida entre falésias. Os fósseis, escavados em blocos de rocha endurecida, indicam um animal com mais de vinte metros de comprimento, de pescoço arqueado e cauda infinita. Vivia no Jurássico Superior, há cerca de 150 milhões de anos, quando a costa portuguesa era ainda parte de um vasto ecossistema húmido e fértil, onde também habitavam crocodilos primitivos, tartarugas e pequenos répteis com ossos frágeis como ramos.
As descobertas feitas aqui, discretas, mas de enorme importância, foram parar às vitrinas do Museu da Lourinhã, onde se conservam as peças mais delicadas. Mas o essencial permanece na paisagem. As arribas continuam a conter fósseis, alguns visíveis a olho nu, outros escondidos sob as camadas mais recentes de lodo e calcário. Ao longo da falésia, painéis discretos explicam o que ali foi encontrado, como se o próprio lugar quisesse contar a sua versão da história.
Caminhar por Porto Dinheiro é, de facto, uma experiência singular. Não apenas por causa do mar ou do isolamento. Mas porque é um dos poucos lugares em Portugal onde a geologia é visível e tangível, onde se pode tocar a pedra e saber que ela guarda ossos de criaturas extintas, marcas de folhas que o tempo cristalizou, pegadas apagadas pela erosão e pela maré.
É um lugar que desafia o tempo turístico. Onde a história não se mede em séculos, mas em milhões de anos. E onde, por instantes, o visitante deixa de ser apenas um veraneante com os pés na areia, e torna-se, sem perceber, um viajante no tempo.
Como é a praia: mar, areal, marés e segurança
A praia não é larga nem extensa, mas o espaço parece suficiente. O que lhe falta em grandiosidade compensa em detalhe, um recorte tímido entre arribas, onde a areia não é areia por inteiro e o mar não se deixa classificar com facilidade. Há algo de irregular em tudo o que compõe a Praia de Porto Dinheiro: o chão, feito de pedaços de pedra e listras de areia fina; o mar, que ora chega com força, ora recua como se pensasse melhor.
Nas manhãs tranquilas, com a maré baixa, formam-se pequenas lagoas salgadas entre os rochedos, zonas abrigadas que os locais descrevem como “piscinas naturais”, embora sem margens nem promessas. São simplesmente depressões escavadas pelo tempo, onde a água se instala por breves horas, aquecida pelo sol, afastada da espuma e da corrente. Nesses momentos, a praia transforma-se num lugar íntimo, onde o Atlântico parece conter-se para ouvir.

A ondulação é quase sempre presente, mas raramente hostil. Nas zonas mais protegidas, é possível mergulhar com calma ou caminhar até ao joelho, em silêncio. Não há vigilância, nem postos de socorro, e talvez por isso o respeito pelo mar se mantenha intacto. Aqui, ninguém se esquece que está junto de uma força maior.
Não é uma praia de enchentes. Mesmo ao fim de semana, os corpos estão espaçados. Há espaço para o olhar. Para a respiração. A ausência de grandes multidões não é um acaso, é quase uma característica do lugar. Porto Dinheiro não se oferece facilmente. Há que lá chegar com intenção. E ficar com tempo.
É esse tempo que permite notar os contornos da arriba, o modo como o sol muda a cor das pedras ao fim da tarde, ou a forma como o vento levanta a areia em pequenos redemoinhos breves. Uma praia que não exige pressa, nem promete espetáculo, apenas entrega, a quem souber ver, um pedaço intacto da costa portuguesa.
Um mar que muda: as algas invasoras na Praia de Porto Dinheiro
A praia, naquele dia de verão, não estava exatamente como esperávamos. Ao longo da areia e entre as poças formadas pela maré baixa, acumulavam-se mantos escuros de algas secas, com cheiro intenso e textura densa. Não era lixo, nem um fenómeno sazonal comum. Era outra coisa. Mais tarde, soubemos o nome: Rugulopteryx okamurae, uma alga asiática invasora que tem vindo a colonizar várias praias portuguesas, incluindo esta.
Segundo especialistas, esta espécie é originária do sudoeste asiático e chegou às costas europeias através de águas de lastro de navios. Adaptou-se com velocidade preocupante às condições do Atlântico. A sua capacidade de se fixar às rochas e de se acumular em grandes quantidades nas zonas intertidais está a alterar o equilíbrio ecológico de várias praias.
“É uma situação gravíssima para o turismo e para a biodiversidade”, alertou recentemente um investigador ao jornal Público.

Na Praia de Porto Dinheiro, as imagens captadas mostram-na claramente: escura, fibrosa, agarrada às pedras ou empilhada pelo movimento das marés. A sua presença quebra a limpidez visual do areal e poderá impactar, a médio prazo, a experiência dos visitantes e a fauna local.
Apesar disso, a praia mantém o seu valor paisagístico e histórico. Mas este episódio lembra-nos que a paisagem costeira é viva, e frágil. E que, mesmo em lugares onde o tempo parece suspenso, há mudanças silenciosas a acontecer sob os nossos olhos.
Onde comer junto à Praia de Porto Dinheiro: tradição, mar e sabores com verdade
Comer à beira-mar é um privilégio. Mas comer bem, num lugar onde o peixe é fresco, o sal vem do ar e os pratos são feitos com tempo e mãos de quem sabe, é mais do que isso, é uma extensão da própria paisagem.
Junto à Praia de Porto Dinheiro, há três restaurantes que nos falam da terra e do mar com simplicidade e autenticidade. São espaços pequenos, familiares, sem pretensões, mas com tudo o que importa: grelha no ponto, receitas herdadas, petiscos com história e pratos que merecem ser saboreados devagar, ao ritmo das ondas.
Se procura um lugar para almoçar depois do banho ou terminar o dia com um jantar sem pressa, estes são os nomes que guardamos, e que recomendamos com convicção.
O Viveiro
Restaurante com esplanada virada para o mar, ideal para apreciar peixe fresco grelhado ao som das ondas. A carta é simples, mas os sabores são genuínos, com destaque para a dourada e o polvo à lagareiro.
Chico Neto
Uma casa de tradição familiar, onde a caldeirada de peixe é a especialidade que conquista quem por ali passa. Feita à moda antiga, com peixe fresco e batata bem cozida no ponto, é um prato que merece ser saboreado sem pressa.
A Tasca da Ti´Augusta
Pequena por fora, mas gigante no sabor, esta tasca junto à Praia de Porto Dinheiro é conhecida pelos petiscos frescos e bem temperados. O arroz de tamboril é uma das estrelas da casa, mas quem passa sem reserva encontra sempre alternativas: saladas frias, camarão frito, ameijoas ou as famosas “fritadas” de peixe como raia, safio ou amoreia, também conhecida por leitão do mar. Uma verdadeira viagem ao sabor da costa, feita com mãos que conhecem bem o mar.
📍 Sugestão para o leitor:
Se quiser prolongar a experiência, vale a pena explorar outros restaurantes de Ribamar ou de Lourinhã, a poucos minutos de carro, sempre com o mar por perto, mesmo quando não se vê.
O que fazer perto da Praia de Porto Dinheiro
Quando se sai da praia, com o corpo ainda quente do sol e a pele marcada pelo sal, o instinto pode ser o de regressar. Mas à volta de Porto Dinheiro há caminhos que pedem atenção. Discretos, pouco assinalados, levam a lugares onde o silêncio é mais fundo e a paisagem se estende com mais verdade.
Logo acima da arriba, começa um trilho costeiro estreito, que acompanha a linha do mar entre campos, penedos e encostas batidas pelo vento. Quem o percorre descobre, curva após curva, novas praias: Valmitão, Peralta; mais desertas, mais bravas, mais abertas ao horizonte.
Pelo caminho, há pontos onde vale a pena parar. Um deles, no lado norte da arriba, oferece uma vista panorâmica sobre Porto Dinheiro. A praia, vista de cima, parece um recorte esculpido à força, encaixado entre paredes de rocha. O som das ondas sobe em cadência. A luz muda lentamente. Ao fim da tarde, o lugar transforma-se, e tudo ganha uma beleza que não precisa de palavras.
A poucos minutos de carro, encontra-se o Museu da Lourinhã. Para quem quiser mergulhar mais fundo nas histórias da pedra, este é o lugar certo. Aqui estão guardados muitos dos fósseis descobertos na praia, ossos de dinossauros, pegadas, réplicas em tamanho real. O museu prolonga o que Porto Dinheiro apenas insinua: que o passado está mesmo debaixo dos nossos pés.
E há ainda um momento que transforma a calma do lugar: a Vacada de Porto Dinheiro, em agosto. Um evento popular, onde vacas bravas são soltas num recinto improvisado junto ao mar. Para uns, tradição. Para outros, espetáculo difícil de compreender. Seja qual for o olhar, é uma parte da identidade local, vivida com intensidade, ano após ano.
Conclusão: no fim, o tempo
A Praia de Porto Dinheiro não termina no limite da maré nem no recorte das falésias. Fica nos olhos de quem por lá passa, como uma imagem que resiste a ser arquivada. Fica no som do vento a tocar nas rochas, no cheiro das algas secas, na luz oblíqua que desce devagar pelas escarpas. Fica, sobretudo, naquela estranha sensação de estar num lugar onde o passado não se apagou, está impresso na pedra.
É uma praia que escapa aos rótulos. Não é apenas bonita. É antiga, rugosa, viva. Aqui, o mar não é cenário, é personagem. E o chão por onde se caminha já foi fundo de oceano, floresta jurássica, habitat de gigantes. Cada passo pode ser o eco de outro, com milhões de anos. Há praias que nos refrescam. Esta também nos inquieta, e é isso que a torna memorável.
Entre pegadas fósseis, arribas desenhadas pelo tempo e trilhos que parecem sussurrar, Porto Dinheiro oferece uma experiência rara: a de viajar sem sair de um lugar. De avançar, não apenas no espaço, mas também no tempo.
Porque viajar em Portugal é isso: voltar a ver o que sempre esteve aqui, à espera de um olhar mais atento. À espera de alguém que chegue devagar, sem querer tudo de uma vez. E que, ao partir, leve não só imagens, mas silêncios e texturas guardadas no fundo da memória.

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Galeria completa: Imagens da Praia de Porto Dinheiro
Se chegou aqui à procura de imagens da Praia de Porto Dinheiro, saiba que esta não é uma praia fácil de fotografar, e talvez por isso seja tão especial. Há praias que se oferecem à objetiva com vaidade. Esta, não. Porto Dinheiro resiste à fotografia apressada. Obriga-nos a observar, a voltar, a deixar que a luz faça o seu trabalho antes de disparar.
A luz muda constantemente, com o vento, com o movimento do mar, com a sombra de uma nuvem solta. Mas quando se instala, sobretudo ao amanhecer ou ao final da tarde, transforma o lugar num pequeno teatro de pedra e sombra. As falésias ganham volume, as rochas revelam texturas que à primeira vista não estavam lá. A escadaria que desce até à praia torna-se linha de composição. E a areia, tantas vezes irregular, ganha cor e forma.
Quem procura fotografar a Praia de Porto Dinheiro encontra aqui mais do que paisagem, encontra camadas de história. Quando a maré baixa, surgem as poças naturais, as placas de rocha exposta, os tons verdes e ferrugem que transformam o chão num mosaico orgânico. A luz desenha caminhos entre os relevos, as fendas, os fósseis. É a geologia a falar, e cabe ao fotógrafo escutar.
Os melhores pontos para captar a essência do lugar estão, muitas vezes, no topo da arriba, com vista para a curva da praia e o casario de Ribamar. Outros estão junto ao mar, colados às rochas, onde os detalhes geológicos contam milhões de anos em silêncio.
Este não é um lugar para filtros rápidos ou poses forçadas. É um lugar para quem procura imagens com sentido. Fotografar aqui é escutar o lugar antes de o tentar guardar. E traduzir em fotografia aquilo que a pedra, o vento e o mar nos dizem sem palavras.
Se procura fotos da Praia de Porto Dinheiro, mais abaixo encontrará a nossa galeria completa com imagens captadas ao longo de uma visita feita com tempo, atenção e respeito pela luz. Todas as imagens são originais e fazem parte do olhar autoral do Tapa ao Sal.
Perguntas frequentes sobre a Praia de Porto Dinheiro
Tem dúvidas sobre como chegar, onde estacionar ou o que esperar da Praia de Porto Dinheiro? Nesta secção reunimos as perguntas mais comuns de quem visita este recanto da costa oeste, desde a presença de fósseis às condições do mar, passando pelos trilhos, restaurantes e tradições locais. Uma ajuda prática para planear melhor a sua visita.
Onde fica a Praia de Porto Dinheiro?
A Praia de Porto Dinheiro situa-se na freguesia de Ribamar, concelho da Lourinhã, na costa oeste de Portugal. Fica entre Santa Cruz e Peniche, a cerca de 1h15 de Lisboa.
Como chegar à praia?
O acesso é feito por estrada asfaltada até ao topo da arriba. Há estacionamento disponível junto ao miradouro. A partir daí, o acesso pedonal à praia faz-se por escadaria ou rampa inclinada.
A praia é vigiada?
Não. A Praia de Porto Dinheiro não tem vigilância permanente, pelo que é importante ter precaução, sobretudo com crianças ou em dias de forte ondulação.
Como é o mar na Praia de Porto Dinheiro?
O mar é atlântico, com ondulação moderada a forte. Há zonas mais abrigadas por rochas, especialmente com a maré baixa, onde se formam pequenas poças naturais ideais para banhos mais tranquilos.
É verdade que há fósseis na praia?
Sim. A Praia de Porto Dinheiro é uma zona de grande interesse paleontológico. Já foram encontrados fósseis de dinossauros, tartarugas e crocodilos nas falésias. O mais famoso é o Dinheirosaurus lourinhanensis. Alguns fósseis ainda estão visíveis no local e há painéis interpretativos junto à arriba.
Que trilhos ou passeios posso fazer por perto?
Há um trilho costeiro que liga a praias vizinhas como Valmitão e Peralta, com excelentes vistas sobre a costa. No topo norte da arriba, há também miradouros naturais com vistas panorâmicas
Que algas são aquelas acumuladas na areia?
A praia tem sido afetada pela alga invasora asiática Rugulopteryx okamurae, que forma tapetes escuros na areia e nas zonas de maré. Apesar do impacto visual, a praia mantém-se segura e visitável.
Onde posso comer perto da Praia de Porto Dinheiro?
Mesmo junto à praia existe o Restaurante Porto Dinheiro, ideal para refeições pós-banho. Na aldeia de Ribamar há outras opções com peixe grelhado e gastronomia local.
A praia é adequada para famílias com crianças?
Depende. O areal tem zonas com rochas e o mar pode ser agitado, mas com maré baixa há áreas mais calmas. Não há vigilância, por isso é necessário cuidado redobrado.
Quando acontece a Vacada de Porto Dinheiro?
A Vacada é um evento tradicional realizado em agosto, junto à praia, em recinto montado para o efeito. As datas variam de ano para ano. É uma festa popular com forte presença local.
Partilhe a sua experiência… ou inspire outros a descobrir Porto Dinheiro!
Caminhou pelo areal ao fim da tarde, com os olhos na luz que descia pelas falésias? Parou diante do mar e ficou em silêncio, como se ele lhe devolvesse histórias que não sabia que trazia? Reparou nas pedras gastas pelo tempo, nas marcas da maré, nos fósseis escondidos entre estratos?
Conte-nos nos comentários como foi a sua visita. A sua partilha pode ajudar outros a chegar mais devagar, a ver com atenção, a sentir com profundidade. Porque Porto Dinheiro não se vê com pressa, é um lugar que se revela a quem escuta, observa… e fica.
Às vezes, basta uma imagem. Um momento de luz. Um cheiro a sal misturado com tempo. Ou uma frase que fique no ouvido como o som da maré.
A beleza partilhada é muitas vezes o início de uma nova viagem.
Se este artigo lhe foi útil, partilhe-o com quem precisa de abrandar.
Pode ser alguém que goste do mar, da geologia, de lugares com história ou apenas de caminhar com o olhar atento.
Pode ser alguém que precise de lembrar que há praias onde o tempo não se mede em relógios, mas em texturas, fósseis e silêncios.
Porto Dinheiro não se visita, escuta-se.
E se for com tempo, talvez descubra que, entre rocha, mar e memória, há lugares que nos devolvem ao essencial.


















































Que reportagem fantástica! Muitos parabéns à autora. Tenho 57 anos, nasci e vivi cá, mas não faria melhor na descrição do “meu cantinho”.
Quero apenas acrescentar que o encanto é misticismo da Praia Porto Dinheiro é tal, que deu origem à história de um pirara holandês, o Andres, que viveu escondido nessas arribas há 200 anos atrás, publicado em 2 livros ‘A Filha da Lenda ‘ é “Voltarei a ver-te”.
O passado da PPD não se reportagem apenas à riqueza na área dos dinossauros, tem um historial incrível de pirataria e sobrevivência da população.
Obrigado uma vez mais!
Muito obrigado, Florbela, pelas suas palavras tão generosas, vindas de alguém que conhece tão bem a Praia de Porto Dinheiro, têm um peso e valor imensos para nós.
Ficamos fascinados com o que partilhou sobre o pirata holandês Andres! Não conhecíamos essa história e vamos certamente procurar os livros que referiu: A Filha da Lenda e Voltarei a ver-te. É incrível como este lugar guarda tantas camadas de passado, desde os fósseis às lendas de pirataria, passando pelas vivências de quem lá cresceu, como a Florbela.
Muito gratos por enriquecer este espaço com a sua memória e conhecimento. Vamos guardar essa sugestão como inspiração para futuros conteúdos!