Manuel Neto dos Santos – 12ª Publicação

Manuel Neto dos Santos – 12ª Publicação

CADERNO DE MONTE BOI E OUTROS VERSOS QUE ME CHAMAM COMO VOZES

Enfuno as minhas velas tal como por aqui

Se emprenhavam de brisa os panos dos moinhos…

Nesse chiar dolente enquanto, pelos caminhos,

Deslizavam rebanhos, balidos, que eu ouvi.

E os grãos ficavam pó e esse pó, peneirado,

Chamava-se farinha “ sustento desta gente”.

Trigais da minha essência, da essência de quem sente

O rio de outras memórias; tão presente o passado.

Eu sou deste lugar, sítio que assim me diz

Eu sou da vastidão que, ao longe, descortino

Pois sei que, no passado, se encontra o meu destino…

Que destinado estou; a ser bem mais feliz.

Casa, 17 Junho 2016, 14.10 h

Já estive por aqui; conheço estas esquinas,

Estes simples recantos aos vales sobranceiros.

Meus versos? Mais não que do que os gratos herdeiros

Como as flores pelas telhas, florindo, pequeninas.

Casa, 17 Junho 16, 19, 25h

Manuel Neto dos Santos – 12ª Publicação
Fotografia ilustrativa – Ruínas de um moinho de água, nas margens da ribeira de Quelhas, Coentral – Autor: Sérgio Santos

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Manuel Neto dos Santos
Poeta, actor, declamador, tradutor, poliglota. Nasceu em Alcantarilha- (Silves-Algarve) - a 21 de Janeiro de 1959. Activista cultural desde a adolescência. Figura incontornável na moderna poesia portuguesa.

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