Manuel Neto dos Santos – 15ª Publicação

Manuel Neto dos Santos – 15ª Publicação

CADERNO DE MONTE BOI E OUTROS VERSOS QUE ME CHAMAM COMO VOZES

Há coisas que vos digo que não sei bem porquê.

Respeito, humildemente, que dentro em mim se faça

A vontade da essência que tenho, como graça,

Na visão doutro “olhar” que mais ao longe “vê”.

Ó Monte Boi; regresso ao aconchego etéreo,

Este regresso a casa, lugar onde já estive

Debruçado no monte; senhor deste declive

Perante a vastidão de outro maior “ mistério”.

tela de poesia
Fotografia ilustrativa – Luz que transparece os ramos de uma árvore – Autor: Sérgio Santos

As coisa que sabemos, sem que ninguém nos diga;

Trazemos dentro em nós pelas veias, pelas artérias

Que de tão pouco valem, do mundo, estas misérias

Desde que em nós crepite a chama mais antiga.

Ó Monte Boi, fascínio do Algarve ainda puro,

Este sossego infindo erguendo o meu futuro

Tal como, pedra a pedra, se ergueram os valados;

As muralhas dos montes de musgo coroados.

Assim, no régio espanto que, às vezes, me visita

Descrevo esta beleza, prestando mais tributo

Ao silêncio das ruas que, pela tarde, escuto

Até que a lua surja; a leste, enorme, acesa.

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20 junho 16, 17,08 h

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Manuel Neto dos Santos
Poeta, actor, declamador, tradutor, poliglota. Nasceu em Alcantarilha- (Silves-Algarve) - a 21 de Janeiro de 1959. Activista cultural desde a adolescência. Figura incontornável na moderna poesia portuguesa.

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