artesanato portugues

Artesanato português – Tradição com Futuro

O artesanato português expressa a alma do país. Descobre peças únicas, técnicas antigas e novos talentos de Norte a Sul de Portugal.

O artesanato português é uma das expressões mais profundas da nossa herança cultural. Não se trata apenas de objetos feitos à mão, mas de obras carregadas de significado, transmitidas ao longo de gerações. Cada peça é um elo entre passado e presente, um testemunho silencioso da forma como as nossas comunidades viveram, criaram e resistiram ao tempo.

Feito com materiais locais, com técnicas que variam entre o minucioso e o robusto, o artesanato em Portugal é simultaneamente utilitário e artístico. Representa o engenho popular, a adaptação ao ambiente e a beleza encontrada na simplicidade dos gestos repetidos ao longo dos séculos.

Peças de artesanato português: galo de Barcelos, cerâmica pintada, bordado tradicional, cortiça e filigrana.
Exemplo da diversidade do artesanato português, com elementos emblemáticos de várias regiões.

De Norte a Sul, passando pelos arquipélagos dos Açores e da Madeira, encontramos uma impressionante diversidade de formas, cores e estilos. Cada região tem a sua identidade própria, refletida nos bordados, na cerâmica, na tecelagem, na madeira, na cortiça, nos metais, nos fios. E é precisamente essa diversidade que torna o artesanato português tão admirado, um reflexo vivo da criatividade, da resiliência e da alma das suas gentes.

O que é artesanato?

O artesanato é a criação manual de objetos com valor cultural, utilitário e estético. Mais do que um simples processo produtivo, trata-se de uma manifestação do saber popular, muitas vezes enraizada na história de uma comunidade ou região.

Com ferramentas simples e materiais naturais, como barro, madeira, fibras vegetais, metal ou tecido, o artesão imprime na peça a sua visão do mundo, o seu ritmo e até as suas crenças. Em Portugal, é comum que uma única peça reúna várias dimensões: seja útil no quotidiano, represente valores simbólicos e revele uma estética própria.

Funções do artesanato

  • Utilitária: utensílios de cozinha, mobiliário, vestuário e objetos de uso diário.
  • Decorativa: peças ornamentais que enriquecem ambientes, com padrões, formas e cores que expressam identidade.
  • Artística: criações únicas, que exploram a tradição mas também a inovação e a autoria individual.

Um saber que atravessa gerações

O artesanato está intimamente ligado à tradição oral e à aprendizagem direta. Aprende-se observando, praticando, vivendo o ofício com outros. Esse saber-fazer é muitas vezes passado de pais para filhos, mantendo vivas técnicas ancestrais e fortalecendo laços entre o passado e o presente.

Porque o artesanato português é único no mundo?

Portugal é um país de contrastes geográficos, influências culturais diversas e uma forte ligação às tradições locais. Essa riqueza reflete-se diretamente no artesanato nacional, que assume formas muito distintas de região para região. Do barro vermelho do Alentejo às filigranas douradas do Minho, passando pelas rendas da Madeira e pelos objetos esculpidos em osso de baleia nos Açores, o artesanato português é uma expressão multifacetada da alma portuguesa.

A singularidade do artesanato português reside na fusão entre o saber ancestral e o sentido estético apurado das comunidades que o preservam. Cada peça carrega técnicas específicas, padrões próprios e uma simbologia ligada à paisagem, ao clima e à história local. O reconhecimento internacional de ofícios como os chocalhos de Alcáçovas, declarados Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, reforça o valor deste património vivo.

Além disso, o artesanato português distingue-se pela relação íntima entre o criador e o material. O artesão conhece a origem da matéria-prima, trabalha-a com respeito e imprime-lhe a sua marca pessoal, tornando cada peça verdadeiramente única.

Artesanato tradicional e artesanato contemporâneo

Enquanto o artesanato tradicional se ancora em técnicas antigas, padrões consagrados e funções que nascem das necessidades do quotidiano rural, o artesanato contemporâneo procura inovar, reinterpretando formas e materiais. Hoje, muitos jovens artesãos cruzam saberes herdados com princípios de sustentabilidade, design autoral e estética moderna.

Ambos coexistem e complementam-se. O tradicional garante a continuidade da identidade cultural. O contemporâneo assegura a sua renovação e relevância num mundo em constante mudança.

Tipos de artesanato português

A diversidade do artesanato português é o reflexo direto da riqueza cultural, geográfica e histórica do país. Cada tipo de arte manual resulta de séculos de adaptação ao meio, de respostas criativas às necessidades do quotidiano e de uma profunda ligação entre o saber-fazer e o sentido de pertença a um lugar.

As técnicas variam do rigor técnico da tecelagem à expressividade espontânea da olaria, passando pela minúcia da filigrana ou pela simplicidade funcional da cestaria. As matérias-primas, como o barro, a lã, o linho, a cortiça ou a madeira, são extraídas localmente e transformadas com mestria por artesãos que, muitas vezes, aprenderam o ofício em casa, desde tenra idade.

Mais do que categorias estanques, os tipos de artesanato português revelam uma continuidade viva entre tradição e criatividade. Estes são alguns dos exemplos mais emblemáticos:

Bordados e rendas

Os bordados da Madeira são reconhecidos internacionalmente pelo detalhe e sofisticação. No continente, destacam-se os “alinhavados” de Nisa — conhece-os aqui — que combinam motivos florais com geometria tradicional, e as rendas de bilros de Vila do Conde, elaboradas com uma delicadeza quase escultórica.

Tecelagem e tapeçaria

A tradição têxtil é especialmente forte no interior do país. As mantas alentejanas, tecidas em teares manuais, são funcionais e decorativas. Os tapetes de Arraiolos, bordados sobre juta com pontos contados, são uma das maiores expressões de sofisticação artesanal em Portugal.

Olaria e cerâmica

De Barcelos às Caldas da Rainha, o barro ganha forma em peças utilitárias e decorativas. Em Nisa, destaca-se a olaria pedrada, onde fragmentos de quartzo são incrustados no barro, criando uma textura e brilho inconfundíveis.

Oleiro a moldar barro num torno de olaria, em processo tradicional de artesanato português.
Um oleiro molda uma peça de barro no torno, exemplo vivo do saber artesanal em Portugal. Autor: Sérgio Santos

Cestaria e madeira

A cestaria tradicional, feita em junco, palha, vime ou verga, é transversal ao país, assumindo formas e usos distintos. A madeira, por sua vez, é esculpida em brinquedos, mobiliário, arte sacra e instrumentos musicais, sendo muitas vezes transmitida como ofício de família.

Joalharia tradicional

A filigrana portuguesa, especialmente de Viana do Castelo, é um emblema do artesanato nacional. Com fios finíssimos de ouro ou prata, os artesãos criam corações, cruzes e outros elementos que fazem parte da identidade e do traje tradicional minhoto.

Cortiça e couro

O Alentejo, terra de sobreiros, é o berço de inúmeros artigos em cortiça: carteiras, chapéus, sapatos, bases decorativas e até mobiliário. O couro, ligado sobretudo ao mundo equestre, está presente em arreios, cintos e calçado de fabrico manual.

Igreja esculpida em cortiça, exemplo de artesanato português detalhado e criativo.
Miniatura de igreja em cortiça, representando o detalhe e originalidade do artesanato português. Autor: Sérgio Santos

Artesanato contemporâneo

Novos criadores têm vindo a recuperar técnicas antigas para criar peças com linguagem visual moderna. Utilizam materiais reciclados, exploram o design minimalista e aproximam o artesanato de públicos urbanos. Esta renovação é essencial para garantir a continuidade e a relevância do artesanato no século XXI.

O artesanato por regiões de Portugal

Portugal é um território de grande diversidade cultural e geográfica, e isso reflete-se profundamente no seu artesanato. Cada região desenvolveu técnicas, formas e materiais próprios, muitas vezes em resposta ao ambiente natural, às tradições locais e aos modos de vida específicos. Aqui ficam alguns exemplos representativos:

Norte de Portugal

No Norte, encontramos uma forte presença do artesanato popular ligado às tradições rurais e religiosas. O icónico Galo de Barcelos, símbolo nacional, nasce nesta região, tal como a requintada filigrana de Viana do Castelo, uma das joalharias mais finas da Europa. Destacam-se ainda as delicadas rendas de bilros de Vila do Conde e a ancestral olaria negra de Bisalhães, que usa um método de cozedura em fornos subterrâneos.

Centro

A região Centro é marcada por contrastes entre o litoral cerâmico e o interior têxtil. Em Caldas da Rainha, a faiança assume formas humorísticas e expressivas, enquanto em Sardoal, as mantas são tecidas em padrões geométricos coloridos. Alcains mantém viva a tradição da latoaria, produzindo peças de uso doméstico com técnicas manuais.

Também nesta região, em Mangualde, nasce o tradicional Bordado de Tibaldinho, conhecido pelo seu traço geométrico, cores vivas e simbologia popular, que continua a ser feito manualmente com enorme precisão. Uma herança cultural única que merece maior visibilidade.

Ribatejo

Influenciado pelo mundo equestre e pelas festas populares, o artesanato ribatejano destaca-se pelos trabalhos em couro, usados em arreios e acessórios para campinos, e pelos vistosos casacos de seda bordada, usados em ocasiões cerimoniais e tauromáquicas.

Alentejo

Rico em recursos naturais e tradição artesanal, o Alentejo é uma referência nacional. Aqui encontram-se produtos em cortiça, mobiliário em madeira com pintura floral, e diferentes formas de olaria, como a olaria pedrada de Nisa. Os bordados de Nisa e o xaile de pelo de cabra de Montalvão são exemplos da minúcia e identidade das comunidades locais. Os tapetes de Arraiolos, bordados sobre juta com lã, são uma das maiores expressões da tapeçaria nacional. E os chocalhos de Alcáçovas, ainda forjados à mão, foram distinguidos pela UNESCO.

Algarve

Embora muitas vezes mais associado ao turismo do que às tradições, o Algarve possui um artesanato muito próprio, com forte ligação ao mar e ao trabalho com materiais naturais. Destacam-se as empreitas de palma, usadas para fazer cestos, bolsas e esteiras, bem como os trabalhos em cana, rendas de bilros (especialmente em Vila do Bispo), cerâmica regional com motivos algarvios e miniaturas em madeira. Há também artesãos contemporâneos que inovam com materiais locais, como conchas, algas e fibras vegetais, cruzando tradição e criatividade numa região que vai muito além das praias

Açores

Nos Açores, o artesanato reflete o isolamento geográfico e a forte ligação ao mar. A cerâmica colorida da Lagoa é feita em torno lento, decorada com motivos florais e marítimos. No Pico e Faial, usam-se ainda ossos e dentes de baleia para criar esculturas minuciosas. Há também trabalhos com escamas de peixe, folhas de milho e madeira de figueira-do-inferno.

Madeira

A Madeira apresenta um dos bordados mais finos do mundo: os bordados tradicionais da Madeira, feitos sobre linho com motivos florais e geométricos. As tapeçarias de cores vivas complementam este cenário, tal como os objetos em vime da Camacha, que vão desde cestos a mobiliário leve e resistente.

Desafios e futuro do artesanato português

O artesanato português enfrenta hoje um momento delicado. Muitos dos mestres que dominam técnicas seculares estão envelhecidos, e o número de aprendizes dispostos a continuar esses ofícios é cada vez menor. Durante décadas, a industrialização e o consumo em massa afastaram o olhar das novas gerações do valor do feito à mão, tornando os ofícios artesanais social e economicamente desvalorizados.

Contudo, esse cenário está lentamente a inverter-se. Impulsionados por movimentos de sustentabilidade, turismo criativo, valorização do património imaterial e design de autor, muitos jovens começam a descobrir no artesanato não apenas um meio de subsistência, mas também um propósito de vida. O crescente interesse por produtos únicos, éticos e locais cria um novo espaço para a valorização das artes manuais.

O futuro do artesanato português depende, em grande parte, da sua capacidade de reinvenção. Novos artesãos estão a reinterpretar materiais e técnicas com linguagem contemporânea, cruzando tradição com inovação, respeito ambiental com identidade visual. Para que essa transformação seja sustentável, é essencial apoiar a formação, promover os mestres ainda ativos e integrar o artesanato nas políticas culturais, educativas e económicas do país.

Onde comprar artesanato em Portugal?

A aquisição de artesanato português é uma forma direta de apoiar os criadores locais, valorizar a produção nacional e preservar ofícios em risco de desaparecer. Felizmente, existem várias formas de aceder a estas peças únicas, tanto presencialmente como online.

🏛️ Lojas de museus e centros de interpretação

Muitos museus etnográficos, centros culturais e espaços de interpretação regional têm pequenas lojas com produtos feitos por artesãos locais. Estes pontos de venda oferecem, muitas vezes, garantias de autenticidade e ligação direta ao território onde a peça é produzida.

🏡 Lojas de aldeia e ateliês de artesãos

Nada substitui a experiência de visitar o próprio local de produção. Em aldeias e vilas, especialmente no interior do país, ainda é possível encontrar oficinas onde o artesão trabalha à vista, explica o processo e partilha a sua história. Comprar diretamente na origem valoriza o circuito curto e a relação humana.

🎪 Feiras tradicionais e eventos temáticos

As feiras de artesanato são momentos privilegiados para conhecer a diversidade nacional reunida num só espaço. A FIA Lisboa (Feira Internacional do Artesanato) é a maior do género em Portugal, mas muitos eventos locais oferecem propostas igualmente autênticas e surpreendentes.

Em Lisboa, o LX Rural transformou-se num espaço de encontro para produtores e artesãos de todo o país, oferecendo aos visitantes uma mostra variada de produtos feitos com saber e alma. Já em Coimbra, a Feira Sem Regras apresenta uma abordagem alternativa ao artesanato e à criação independente, valorizando a originalidade e o contacto direto entre criador e público.

Estes eventos são ideais para descobrir novas expressões do artesanato português, conversar com os próprios artesãos e levar para casa peças que contam uma história.

💻 Plataformas digitais e mercados online

A venda de artesanato ganhou novo fôlego com a internet. Plataformas como a Etsy, marketplaces especializados ou até lojas próprias dos artesãos permitem comprar a partir de qualquer lugar, quebrando barreiras entre o criador e o consumidor final.

Paralelamente, projetos locais e blogs, como o Tapa ao Sal, desempenham um papel importante na valorização e divulgação de pequenos produtores e artesãos, especialmente aqueles com menor presença digital. Se conheces um artesão que merecia estar mais visível, ou se tu próprio és artesão e gostavas de nos receber para contar a tua história, temos todo o gosto em saber mais.

📩 Basta visitar a nossa página de contacto e enviar-nos uma mensagem a expor a situação. Estamos sempre à procura de mãos que criam com autenticidade, e histórias que merecem ser partilhadas.

Como preservar e apoiar o nosso artesanato?

O artesanato português é uma herança viva, mas frágil. A sua continuidade depende não só dos artesãos, mas também do reconhecimento e apoio da sociedade. Preservar estas práticas é valorizar a identidade, a diversidade e a sustentabilidade. Eis algumas formas concretas de contribuir:

Comprar diretamente aos artesãos

Sempre que possível, opta por comprar peças artesanais diretamente nos ateliês, feiras ou lojas locais. Esta compra consciente valoriza o trabalho manual e garante que o valor pago chega a quem realmente o merece.

Promover nas redes sociais e blogs

Partilhar o trabalho dos artesãos, com uma fotografia, uma história ou uma simples recomendação, ajuda a ampliar o alcance dessas práticas. Pequenos gestos digitais podem fazer toda a diferença para quem vive do que cria.

Incluir produtos artesanais em presentes e eventos

Oferecer artesanato em ocasiões especiais, como casamentos, eventos empresariais ou presentes turísticos, é uma forma elegante de celebrar o que é feito com tempo e alma. Cada peça conta uma história, o que a torna memorável.

Apoiar a formação e transmissão de saberes

Cursos, oficinas e residências artísticas são essenciais para garantir a continuidade dos ofícios. Valorizar mestres-artesãos como formadores é uma forma de garantir que os saberes não se perdem com o tempo.

Defender políticas públicas de valorização

O reconhecimento institucional, através de certificações, apoios, incentivos fiscais ou rotas culturais, é vital para que o artesanato se mantenha como atividade económica e cultural relevante. É importante exigir políticas que apoiem os que trabalham com as mãos e com o coração.

Serviços de Fotografia

Tapa ao Sal

Temos ao seu dispor uma equipa com serviços de fotografia profissional, para capturar a sua história de forma autêntica e inesquecível.

Conclusão: A importância de manter vivas as mãos que criam

O artesanato português não é apenas um conjunto de objetos bonitos, é uma forma de conhecimento, uma linguagem transmitida pelas mãos, um elo entre o passado e o presente. Cada peça, seja um bordado delicado, uma peça de barro ou um cesto entrançado, é o resultado de tempo, paciência e um saber que não se aprende nos livros, mas na partilha entre gerações.

Preservar o artesanato é mais do que admirar o que é antigo: é reconhecer o valor do gesto manual num mundo cada vez mais mecanizado. É entender que o que é feito à mão tem alma, tem identidade, tem uma história que merece continuar a ser contada.

Apoiar os nossos artesãos é um ato de resistência cultural e de valorização do que é autêntico. Ao comprar uma peça artesanal, ao divulgar um ofício, ao ouvir a história de quem cria, estamos a dar continuidade a um património que pertence a todos nós.

Portugal é feito de mãos sábias, e é nas mãos que criam que está guardado um dos nossos maiores tesouros.

Artesanato em imagem: um retrato do que é feito com as mãos

Perguntas frequentes sobre o artesanato português

  1. O que é considerado artesanato em Portugal?

    Em Portugal, considera-se artesanato qualquer produto feito manualmente com técnicas tradicionais ou inovadoras, geralmente com origem local ou sustentável. A autenticidade está no saber-fazer e na ligação entre o artesão e o objeto criado.

  2. Quais são os tipos de artesanato mais tradicionais?

    Os mais reconhecidos incluem a filigrana de Viana do Castelo, os bordados da Madeira, os tapetes de Arraiolos, a olaria de barro (como a de Barcelos ou Nisa), a cestaria e os trabalhos em cortiça do Alentejo.

  3. Onde posso comprar artesanato português autêntico

    Podes encontrar peças genuínas em feiras locais, lojas de museus, mercados tradicionais, ateliês de aldeia e também online, em plataformas especializadas ou diretamente com os artesãos.

  4. Qual a diferença entre artesanato e produto industrial com aparência artesanal?

    O artesanato é produzido manualmente, em pequena escala, e cada peça é única. Já os produtos industriais com “aparência artesanal” são produzidos em série, imitando o estilo mas sem o valor cultural ou manual associado.

  5. Existem escolas ou cursos para aprender ofícios artesanais?

    Sim. Existem oficinas, cursos livres, programas promovidos por câmaras municipais ou associações culturais. Algumas escolas de artes e design também oferecem formação ligada aos ofícios tradicionais.

  6. Como posso divulgar o trabalho de um artesão local?

    Podes partilhar nas redes sociais, escrever sobre ele num blog, recomendar a amigos ou mesmo sugeri-lo a projetos como o Tapa ao Sal — envia-nos uma mensagem aqui e ajuda-nos a dar visibilidade a quem merece.

  7. É possível viver apenas do artesanato em Portugal?

    Embora desafiante, sim. Muitos artesãos vivem exclusivamente do seu ofício, especialmente quando conseguem combinar vendas diretas, presença em feiras, encomendas por medida e presença online. O apoio de clientes conscientes é essencial

💬 Partilha e comenta connosco

Gostaste de conhecer mais sobre o artesanato português? Partilha este artigo com quem também valoriza o que é feito com as mãos e com o coração.

Tens uma sugestão ou conheces um artesão que merece ser visitado? Escreve-nos nos comentários, adoramos descobrir novas histórias!

Obrigado por estar desse lado!

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Sofia

Autora de guias de viagem no Tapa ao Sal, partilha experiências autênticas pelos destinos de Portugal. Com mais de 180 artigos publicados, alia paixão pela gastronomia e cultura portuguesa a uma escrita detalhada e acompanhada de fotografia própria.

Artigos: 205

22 comentários

  1. Eu Aurora Ribeiro, faço Artesanato, e preciso muito de Vender. Vendo para revenda. Vendo por Catálogo.

    • Aurora, é sempre bom ver o artesanato ganhar novas mãos e novas histórias. Se vende para revenda e por catálogo, aproveite também feiras locais, redes sociais e mercados online para dar mais visibilidade ao seu trabalho. Que nunca lhe falte quem valorize o que faz!

    • Ola Aurora! Sera que me pode partilhar o seu catalogo? estou a procura de um fornecedor de cestas artesanais. mt obrigada! 🙂

  2. Bom dia, gostaria de comprar artesanato português das várias regiões, sabiam me indicar bons locais onde comprar ?

    • Bom dia! 😊
      Que bom saber do seu interesse em apoiar o artesanato português! Existem várias formas de o fazer, dependendo da região e do tipo de peças que procura.

      Recomendamos visitar feiras como a FIA Lisboa, lojas de museus e centros de interpretação, bem como ateliês de aldeia e lojas tradicionais nas próprias regiões. Online, há artesãos com lojas próprias e também alguns projetos que reúnem criadores de várias zonas.

      Se estiver à procura de algo específico (bordados, cerâmica, cortiça, etc.), diga-nos — teremos gosto em tentar indicar-lhe onde encontrar. E se conhecer algum artesão que vale a pena destacar, também adoramos sugestões!

  3. Olá também somos artesãos e fabricamos artesanato em ferro venham conhecer nosso trabalho nosso instagram @rafaartsartesanato.

    • Olá! 😊
      Muito obrigado pela partilha. O artesanato em ferro é uma arte belíssima, cheia de força e detalhe, e gostávamos mesmo de conhecer melhor o vosso trabalho. Já vamos espreitar o vosso Instagram (@rafaartsartesanato)!

      Se tiverem interesse em partilhar a vossa história ou receber-nos para uma visita, entrem em contacto connosco através da página de contacto. Será um gosto dar visibilidade ao que fazem com dedicação e criatividade.

  4. Sou artesã qualificada e certificada, natural e residente em Peniche. Produzo peças em fibra de vidro (como a camada superior das pranchas de surf) com algas e conchas.

    • Olá!
      Que maravilha receber o seu comentário. Bela forma de unir o saber artesanal à identidade marítima de Peniche. Trabalhar com fibra de vidro, algas e conchas é uma abordagem única, e mostra como o artesanato português também pode ser inovador e ligado ao território de forma muito criativa.

      Ficámos verdadeiramente curiosos com o seu trabalho! Se quiser partilhar mais ou até receber-nos um dia para conhecer de perto as suas peças, escreva-nos pela página de contacto. O Tapa ao Sal adora descobrir novas formas de criar com alma.

      Um grande bem-haja e continuação de ótimo trabalho por aí!

  5. Será que é só este o artesanato em Portugal?
    não tiro o mérito ao artesanato presente, mas há muto mais bom artesanato em Portugal.

    • Olá!
      Muito obrigado pelo comentário. Tem toda a razão. O artesanato português é imenso, diverso e cheio de maravilhas ainda por descobrir. Este artigo é apenas um ponto de partida, mas estamos conscientes de que há muito mais para mostrar.

      Aceitamos com gosto sugestões de leitores que, como você, conhecem e valorizam o que é feito com as mãos por todo o país. Se souber de ofícios, artesãos ou tradições que merecem destaque, escreva-nos. Queremos mesmo continuar a dar visibilidade ao que ainda está (e resiste) fora dos holofotes.

      Obrigado por nos lembrar que este trabalho é contínuo e feito em comunidade.

  6. Em Nisa ainda existe Latoaria.
    Em tempos uma das artes mais importantes do dia a dia.
    Hoje, quase extinta, a Latoaria é uma arte desenvolvida por uma mão cheia de pessoas, já de idade avançada.
    Em Nisa existo eu, provavelmente o latoeiro mais novo do País, que, teimosamente vou rumando contra a maré.

    • Olá Hugo, me interessa saber quais os ofícios do latoeiro, pois sei que meu bisavô era latoeiro nascido em Monte Arneiro.

    • Olá!
      Que privilégio receber o seu comentário. E que inspiração saber que ainda há quem mantenha viva a arte da latoaria em Nisa, com dedicação e teimosia honesta, daquelas que constroem património.

      A latoaria foi (e continua a ser) uma arte essencial, embora muitas vezes esquecida. O seu testemunho lembra-nos da urgência de dar voz a quem ainda resiste e persiste. Gostávamos muito de conhecer melhor o seu trabalho e partilhá-lo no Tapa ao Sal, se estiver interessado.

      Pode enviar-nos uma mensagem através da página de contacto ou por aqui. Seria uma honra dar visibilidade ao que faz. Um grande bem-haja — e que nunca falte força para remar contra a maré.

    • Olá! 😊
      Há sim, e muito! O Algarve tem tradições artesanais riquíssimas, desde a empreita de palma ao trabalho em cana, passando pela cestaria, cerâmica regional, cortiça, rendas e até as mantas de lã de Monchique.

      O nosso objetivo é continuar a descobrir e dar a conhecer essas expressões únicas do artesanato português. E o Algarve está certamente na lista! Se tiver sugestões ou conhecer artesãos da região que merecem ser destacados, partilhe connosco. Adoramos descobrir o que é feito com tempo e identidade.

  7. Olá boa tarde Sofia,

    Nao referiu os woodturners, torneiros de madeira fazemos peças lindíssimas, dá-nos uma nova vida a cada bocado de madeira, temos a visão como qualquer artista de olhar para a matéria prima e dali fazer uma obra de arte. Conheço alguns bons torneiros de madeira a nível Nacional mas em tudo o que leio a cerca do artesanato em Portugal nada se fala dessa arte a muito esquecida, infelizmente passamos por desconhecidos neste nosso Portugal.
    Muitos parabéns pela sua iniciativa . Bem haja

    • Olá, boa tarde!
      Muito obrigada pela sua mensagem, tocou-nos mesmo. Tem toda a razão: a arte dos torneiros de madeira merece muito mais destaque. É um ofício impressionante, onde cada peça ganha vida nova a partir do toque e da visão de quem trabalha a madeira com alma.

      Vamos certamente ter isso em conta para futuros conteúdos aqui no Tapa ao Sal. Se quiser partilhar alguns nomes ou histórias desses bons torneiros que conhece, teremos muito gosto em conhecer melhor esse universo e, quem sabe, dar-lhe o espaço que merece.

      Um grande bem-haja por nos lembrar que o artesanato português ainda tem muito por contar.

  8. Olá Sofia, tudo bem?
    Há um artesanato incrível em Lagos, no Algarve, que são os prismas d’água. Uma obra de arte, vale a pena conferir! Está no prismas.pt
    Abraços

    • Olá!
      Muito obrigado pela partilha. Não conhecíamos os prismas d’água de Lagos e fomos logo espreitar o site. Que trabalho maravilhoso! É mesmo o tipo de descoberta que gostamos de dar a conhecer no Tapa ao Sal.
      Ficamos com vontade de visitar e quem sabe trazer um artigo sobre isso. Obrigado pela dica e continua a partilhar connosco essas preciosidades do nosso país!

    • Olá Fernanda,
      Muito obrigado pelo seu comentário! O Bordado de Tibaldinho é, sem dúvida, um dos grandes orgulhos do nosso artesanato, e é ótimo lembrar que se trata de um produto artesanal certificado. Ficamos com vontade de aprofundar o tema num futuro artigo!

      Se tiver mais sugestões ou histórias ligadas ao artesanato português, partilhe connosco. É sempre um prazer aprender com quem conhece e valoriza o que é feito com alma.

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