Convento-de-Cristo

Convento de Cristo, o símbolo da cidade dos Templários em Portugal

Ao Convento de Cristo estão estreitamente ligadas muitas figuras incontornáveis da história de Portugal.

Foi durante uma tarde agradavél que visitamos o Convento de Cristo em Tomar.

Antes de chegarmos ao Convento aproveitamos e visitamos o centro histórico da cidade de Tomar.

As ruas em calçada, repletas de gente, dando vida á cidade.

Fizemos uma caminhada, até ao Convento…

Cansou, mas valeu a pena.

Chegamos e foi então que ficamos radiantes com aquilo que víamos…

Algo incrível!

Os jardins tao cuidados, preservados ao longo dos anos…

Olhando em frente contemplamos um magnífico e majestoso Convento, toda a arquitetura impressionante que nos prende o olhar…

As linhas assimétricas… que esplêndido trabalho desenvolvido para que o convento tivesse essas formas tão marcadas da época.

Um icónico simbolismo da presença da Ordem dos Templários em Portugal…

Jardim do Convento de Cristo
Vista sobre a entrada do Castelo de Tomar

Entramos e é então que a nossa visita fica ainda a valer muito mais a pena…

Ao longe ouvimos uma agradável música, em jeito de ensaio.

Perante o eco e a profundidade do som não sabíamos ao certo de onde vinha.

Começamos a visita.

Ao acaso encontramos o local…

E lá estava um grupo de jovens a ensaiar.

Que momentos lindos!

Dirigimo-nos para próximo do grupo que atuava, e permanecemos largos minutos ali sentados a ouvi-los…

Também gravamos alguns desses momentos para que todos possam sentir, aquilo que sentimos.

Levamos o coração bem mais recheado com tão belas melodias…

Mas a visita pelo convento continua…

Origem do Convento de Cristo

Impressão de Fotografia

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A utilização das mais recentes tecnologias de impressão, permitem que seja possível imprimir fotografias com cores brilhantes, nítidas e altamente resistentes.

O Convento de Cristo é a denominação atribuída a um conjunto de edifícios históricos situados na cidade de Tomar.

O início da sua construção remonta a 1160 e está intimamente ligado aos primórdios do reino de Portugal e ao papel então desempenhado pela Ordem dos templários, tendo sido reconfigurado e expandido nos séculos subsequentes, quando aí estava sedeada a Ordem de Cristo.

Construído ao longo de centenas de anos por alguns dos mais importantes mestres e arquitetos a trabalhar em território nacional (Diogo de Arruda, João de Castilho e Diogo de Torralva entre tantos outros).

A sua configuração presente reflete as sucessivas funções a que se destinou e as tipologias arquitetónicas dos períodos históricos em que foi edificado. Nele podemos encontrar elementos tipicamente românicos, góticos, manuelinos, renascentistas, maneiristas e do chamado estilo chão.

Ao Convento de Cristo estão estreitamente ligadas muitas figuras incontornáveis da história de Portugal.

Desde logo o mestre Templário Gualdim Pais, verdadeiro fundador da cidade de Tomar;

O Infante D. Henrique, responsável por uma importante fase de reconversão e expansão do convento;

D. Manuel I, que mandou erigir a igreja quinhentista, verdadeiro Ex libris do estilo manuelino; D. João III, que implementou uma radical refundação da Ordem de Cristo e do próprio convento, ali projetando as suas preferências arquitetónicas;

Filipe II de Espanha, que prolongou o programa construtivo do reinado de D. João III e aí realizou as cortes que o reconheceram como rei de Portugal.

Enquadramento do Convento de Cristo na atualidade

Entrada do Convento dos Templários
Porta da igreja do Convento de Cristo

O Convento de Cristo destaca-se como um dos importantes conjuntos monumentais existentes em território português e encontra-se classificado como Monumento Nacional desde 1910 e como Património Mundial desde 1983.

Convento de Cristo é denominação que geralmente identifica um importante conjunto arquitetónico que inclui o Castelo Templário de Tomar, a Charola templária e igreja manuelina adjacente, o convento renascentista da Ordem de Cristo, a cerca conventual (ou Mata dos Sete Montes), a Ermida de Nossa Senhora da Conceição e o aqueduto conventual (Aqueduto dos Pegões).

A sua construção iniciou-se no século XII e prolongou-se até ao final do século XVII, envolvendo um vasto empenhamento de recursos, materiais e humanos, ao longo de sucessivas gerações.

 Atualmente é um espaço cultural, turístico e ainda devocional.

Classificação patrimonial

Devido ao seu notável valor patrimonial, o Convento de Cristo encontra-se classificado como Monumento Nacional (1910) e como Património Mundial (1983).

 A classificação da UNESCO como Património Mundial baseou-se em dois critérios: primeiro,

 O Convento de Cristo representa uma realização artística de exceção no que toca ao templo primitivo e às edificações quinhentistas.

Está também associado a ideias e acontecimentos de significado universal, tendo sido concebido na sua origem como um monumento simbólico da reconquista e tornando-se, no período manuelino, num símbolo inverso, o da abertura de Portugal às civilizações exteriores.

Caracterização arquitetónica

O conjunto diversificado que compõe o Convento de Cristo foi construído entre os séculos XII e XVII, tendo sofrido adaptações sucessivas que refletiram os vários tipos de utilização que acolheu e as características estilísticas da arquitetura dos diferentes momentos históricos.

Partilhando traços românicos, góticos, manuelinos, renascentistas, maneiristas e do denominado estilo chão.

Castelo de Tomar

O Castelo de Tomar era constituído por uma cintura de muralhas e estava dividido em três espaços.

A sul situava-se o recinto da vila (onde hoje se encontra o laranjal).

Na parte mais elevada da colina, a norte, foi estabelecida a casa militar dos Templários, ladeada pela casa do Mestre (a Alcáçova; em ruínas), com a sua torre de menagem e, a poente, o oratório dos cavaleiros (a Charola).

Separava estes dois recintos o vasto terreiro do castelo, hoje um espaço ajardinado.

Charola

Charola Convento de Cristo
A charola é um dos ex libris do Convento de Tomar

A Charola do Convento de Cristo era o oratório privativo (com prováveis funções sepulcrais) dos Cavaleiros no interior da fortaleza.

Tendo como modelo a basílica paleocristã do Santo Sepulcro, de Jerusalém, é um dos raros e emblemáticos templos em rotunda da Europa medieval.

Segundo Paulo Pereira, a sua construção foi realizada em duas etapas: a inicial decorreu na segunda metade do século XII (c. 1160-1190), num tempo dominado pelo românico (seria interrompida devido a graves escaramuças com os almóadas); a segunda, de finalização do templo, cerca de quatro décadas mais tarde (c. 1230-1250), já em fase de plena afirmação da linguagem gótica em Portugal.

O resultado é uma obra que cruza elementos de ambos os estilos (românico e gótico).

A planta da Charola

A planta da Charola desenvolve-se em torno de um espaço central, octogonal, que se desdobra em dezasseis faces no paramento exterior do deambulatório.

O interior do tambor central é coberto por uma cúpula assente em nervuras cruzadas, de grande verticalidade, e o deambulatório por abóbada de canhão.

Atualmente a Charola é um dos pontos altos da visita ao Convento de Cristo.

Janela manuelina

Impressão de Fotografia

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A utilização das mais recentes tecnologias de impressão, permitem que seja possível imprimir fotografias com cores brilhantes, nítidas e altamente resistentes.

A obra seria terminada em 1515, numa segunda empreitada em que o novo responsável, João de Castilho, foi encarregado de atender a diversas questões que tinham ficado por resolver na empreitada anterior.

Entre a igreja/coro e a charola foi aberto um amplo arco quebrado que assegura um eficaz entrosamento entre os dois espaços.

Por último, foi construído um portal-retábulo de acesso ao templo onde João de Castilho ensaiou um sistema modular que iria utilizar de novo no portal sul do Mosteiro dos Jerónimos.

Claustros renascentistas

A disposição global da renovação e ampliação renascentista de João de Castilho obedeceu a um conceito racional.

Dois longos corredores em cruz articulam quatro claustros principais, que em conjunto delimitam um enorme quadrilátero; são eles o Claustro Grande (ou de D. João III), o Claustro da Hospedaria, o Claustro dos Corvos e o Claustro da Micha.

Um quinto Claustro, de dimensões mais modestas, foi encostado à fachada ocidental da igreja manuelina, afetando seriamente a sua visibilidade.

O Claustro da Hospedaria destinava-se a acolher os visitantes do convento e apresenta, por isso, um aspeto nobre.

Preserva traços idênticos ao que deverá ter sido o Claustro Grande inicial, castilhiano, permitindo imaginar em traços gerais o que terá sido essa construção perdida.

Aqueduto

Trata-se de uma obra de engenharia hidráulica de grande escala com cerca de 6 quilómetros de extensão, dispondo de um total de 180 arcos para as passagens aéreas da conduta.

Destaque-se o trecho sobre o vale dos Pegões, constituído por 58 arcos de volta inteira, na zona mais funda do vale assentam sobre 16 arcos quebrados, por sua vez erguidos sobre imponentes maciços de alvenaria.

Ermida de Nossa Senhora da Conceição

Localizada na proximidade do Convento de Cristo, a Ermida de Nossa Senhora da Conceição terá sido concebida como igreja-mausoléu para D. João III e os seus familiares (esse desejo testamentário do rei não seria, no entanto, cumprido pelos seus sucessores).

De recorte quadrangular, esta pequena capela foi uma das derradeiras obras de João de Castilho; a sua configuração interior é em tudo idêntica à da Capela do Noviciado, embora neste caso totalmente em pedra.

É assim rodeados de cultura e conhecimento que deixamos para trás o imponente Convento de Tomar e rumamos para uma nova descoberta por este pais tao incrível…

Temos locais históricos e únicos, onde podemos aprofundar o nosso conhecimento…

O belo exterior é de longe ultrapassado pelo interior…

A harmonia ímpar na arquitetura portuguesa, faz com que seja um verdadeiro exemplo do melhor que a ordem templária deixou pelas terras de Tomar…

Preguntas Frequentes

O Convento tem bons acesso para pessoas com mobilidade reduzida?

Tem bons acessos, as visitas devem ser previamente reservadas para que sejam facultadas informações úteis à sua realização.

Existe parque de estacionamento perto?

Sim, perto da entrada tem disponível parque de estacionamento pago.

Quais os restaurantes em Tomar, para uma refeição após a visita?

Existe um leque variado de restaurantes na cidade de Tomar deixo apenas alguns.
Alpendre;
Restaurante Sabores ao Rubro;
Taverna Antiqua;
Sabor da Pedra.

Quais os horários e preços da visita ao Convento?

Outubro a Maio
Das 09h00 às 17h30 (última entrada às 17h00)
Junho a Setembro
Das 09h00 às 18h30 (última entrada às 18h00)
Encerrado: 1 de Janeiro, 1 de Março, Domingo de Páscoa, 1 de Maio, 24 e 25 de Dezembro.
O bilhete tem um custo de 6€, mas existem muitos descontos e exceções.

Já conhece o Convento de Cristo?

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Sofia
Apaixonada por gastronomia portuguesa e viagem. Adoro viajar pelos recantos mais escondidos de Portugal e provar as melhores iguarias portuguesas.

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