Cruzamento com a Capela e Igreja Matriz de Alpalhão ao entardecer – Alpalhão o que visitar

Alpalhão o que visitar entre ruas silenciosas, tradições e paisagens com alma

Alpalhão o que visitar numa vila onde até o silêncio conta histórias?
Entre ruas calmas, paisagem serena e tradição alentejana, há muito por descobrir num destino discreto, mas cheio de alma.

Alpalhão, o que visitar numa vila onde o tempo abranda? Talvez não seja uma pergunta que surja todos os dias, mas foi exatamente com ela que iniciámos este passeio. Não vínhamos à procura de monumentos imponentes nem de surpresas grandiosas. Viemos com curiosidade tranquila, atentos ao que se revela devagar, como tantas vezes acontece no interior do Alentejo.

À chegada, Alpalhão recebeu-nos com uma paz desarmante. As ruas estavam impecavelmente cuidadas, como se alguém, sem alarde, se ocupasse de manter tudo em ordem. Mas ao virar de cada esquina, notava-se também a presença do tempo: casas que já viram melhores dias, fachadas onde o passado deixou marcas. E é justamente nessa convivência entre o cuidado e o desgaste que reside o encanto desta vila, uma honestidade silenciosa, rara.

Rua típica de Alpalhão com placa escultórica e casas alentejanas ao fundo – Alpalhão o que visitar
No centro de Alpalhão, a arte e a tradição cruzam-se entre o granito e o casario típico. Autor: Sérgio Santos

A cada passo, sentíamos que não estávamos ali apenas a ver, mas a escutar. Os sons eram poucos: uma porta a bater ao longe, o rumor do vento entre os telhados, um cão que ladra sem pressa. Alpalhão não tem pressa. É um lugar para parar, observar e sentir.

Se estás a planear visitar Alpalhão e procuras saber o que vale a pena ver, este guia leva-te aos pequenos segredos que tornam esta vila um ponto de paragem especial no Alto Alentejo. Não pela quantidade, mas pela qualidade dos instantes que proporciona.

O que visitar em Alpalhão

Alpalhão não se oferece de rompante. Revela-se devagar, como quem espera que o visitante esteja verdadeiramente disposto a ver, não apenas a passar. A vila guarda os seus encantos com discrição, e só quem caminha com tempo os consegue notar: um pormenor em granito, uma porta de madeira esculpida à mão, uma sombra antiga projectada por um muro gasto.

Aqui, cada pedra tem uma função, cada recanto um ritmo. Não há pressas nem circuitos marcados. É uma vila onde o património vive no dia a dia das pessoas, onde o passado se mistura com o presente em pequenos gestos e espaços partilhados. É neste espírito, atento, tranquilo, disponível, que te convidamos a descobrir o que visitar em Alpalhão.

Igreja Matriz 

Localizada na parte mais elevada da vila, a Igreja Matriz impõe-se pela serenidade que transmite. A sua construção remonta ao século XVI, possivelmente sob influência dos antigos comendadores da Ordem de Cristo, e ao aproximarmo-nos, sentimos a sobriedade típica das igrejas alentejanas: fachada limpa, de linhas firmes, e um pequeno adro com vista para o casario.

Mas é ao entrar que a surpresa acontece. A nave única é coberta por um teto em esteira, típico das igrejas rurais portuguesas, que contrasta com os altares em talha dourada, já do século XVIII. A capela-mor, bem decorada, reflete o cuidado de séculos de devoção e trabalho artesanal. Ao fundo, os olhos repousam sobre imagens antigas, bancos escurecidos pelo tempo e o cheiro subtil da madeira e da pedra. A fé aqui não é monumental, é íntima, silenciosa e persistente.

Entrada da Igreja Matriz de Alpalhão com escadaria em pedra e casario ao fundo – Alpalhão o que visitar
A Igreja Matriz de Alpalhão destaca-se pela sobriedade da fachada e pela serenidade da praça que a rodeia. Autor: Sérgio Santos

Cruzeiro de Alpalhão

Mesmo ao lado do Calvário, ergue-se o Cruzeiro de Alpalhão, classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1977. Esculpido em granito, apresenta uma cruz octogonal com delicadas representações da Paixão de Cristo. Um lado mostra os instrumentos da Crucificação; no outro, São João segurando a Virgem, um detalhe que não se espera encontrar numa vila tão pequena, mas que ali está, como um livro aberto em pedra.

Este cruzeiro é mais do que uma peça de arte sacra: é uma âncora simbólica da vila. A sua posição, o seu silêncio e o seu envelhecimento tranquilo fazem dele um dos pontos mais comoventes da visita.

Caminho em madeira até ao Cruzeiro de Alpalhão, com a capelinha branca iluminada pela luz suave da tarde – Alpalhão o que visitar
O Cruzeiro de Alpalhão é um dos lugares mais simbólicos da vila, agora envolvido por um arranjo moderno e acolhedor. Autor: Sérgio Santos

Pelourinho e fontes: vestígios de uma vida comum

Durante séculos, Alpalhão teve o seu pelourinho… símbolo de autonomia administrativa e justiça local. Estava localizado junto ao cruzeiro, num dos pontos mais emblemáticos da vila. No entanto, foi destruído no século XIX e já não existe fisicamente. Ainda assim, a sua memória permanece como marca de um tempo em que as decisões se tomavam à vista de todos, em pleno espaço público.

As fontes graníticas, essas continuam presentes. Algumas ainda deixam correr água fresca, outras repousam em silêncio, mas todas guardam histórias de vida: de mulheres que lavavam roupa, de cântaros cuidadosamente pousados, de crianças em redor, de encontros e rotinas. São lugares de uso, de convívio e de pertença. E continuam a sussurrar o quotidiano de outros tempos.

Jardim da Devesa: um refúgio verde no centro da vila

No coração de Alpalhão, estende-se um espaço inesperado: o Jardim da Devesa, carinhosamente apelidado pelos locais de “o jardim comprido”. Comprido é, de facto — uma faixa verde que acompanha a rua principal e parece feita para desacelerar.

Ali, tudo convida à pausa. Os bancos de pedra à sombra, as árvores bem cuidadas, os canteiros com flores sazonais, o murmúrio do calor a ser cortado pela frescura da vegetação. Durante o verão, este jardim torna-se indispensável. Para quem chega, é um convite ao descanso. Para quem vive ali, é um prolongamento da sala de estar, um lugar de encontros, leituras e silêncios partilhados.

Parámos ali por um momento e soubemos logo que estávamos no lugar certo. Porque por vezes basta uma sombra bem colocada para que um destino nos fique na memória.

Jardim do Largo da Devesa em Alpalhão, com árvores verdes, caminhos em calçada e iluminação pública – Alpalhão o que visitar
O jardim do Largo da Devesa oferece sombra, frescura e tranquilidade em pleno centro de Alpalhão. Autor: Sérgio Santos

Casario e ruas da zona histórica

Caminhar pelas ruas de Alpalhão é, acima de tudo, um exercício de atenção. Não há monumentos em cada esquina, mas há pormenores em todo o lado: um beiral desenhado com cuidado, uma porta de madeira com aldraba antiga, uma janela aberta com cortinas de renda feitas à mão.

A zona mais antiga da vila mostra duas faces, por um lado, casas muito bem preservadas, com fachadas caiadas e vasos de flores a enfeitar as entradas; por outro, edifícios abandonados que ainda guardam a dignidade das suas linhas. O contraste não choca: emociona. Porque mesmo as casas fechadas parecem falar, de quem lá viveu, de quem partiu, de quem continua a cuidar do que ficou.

O chão é de pedra, bem alinhado. Os muros são baixos. As chaminés ainda seguem o traço alentejano. E em cada cruzamento, uma pausa imposta não pelo trânsito, mas pelo desejo de contemplar.

Património e identidade cultural

Alpalhão não vive apenas do que se vê. Vive, e resiste, no que se sente. Há um tecido invisível feito de tradições, crenças e saberes que atravessa gerações sem precisar de alarido. Está no modo como as pessoas se cumprimentam, na forma como olham para o céu para adivinhar o tempo, ou como preparam uma mesa para receber alguém, mesmo sem aviso.

São coisas pequenas, mas essenciais. Como se cada gesto estivesse carregado de memória. Aqui, a cultura não é um cartaz na parede ou uma agenda de eventos turísticos. É vivida em silêncio, nos dias de festa que ainda param a vila, nas receitas guardadas em cadernos manuscritos, no respeito pelo ofício herdado de avós.

Alpalhão pertence a um território maior, o concelho de Nisa, que ainda preserva, com orgulho e obstinação, aquilo que em tantos outros lugares já se perdeu. E é nessa ligação entre o que se faz, o que se crê e o que se passa adiante que reside a verdadeira identidade deste lugar.

Tradições locais: o que ainda se sente

Há lugares onde as tradições resistem não por força de calendário ou promoção turística, mas porque continuam a fazer sentido para quem ali vive. Em Alpalhão, a religiosidade e os rituais comunitários não desapareceram, apenas recuaram para o espaço íntimo do costume. Continuam vivos nas promessas que se cumprem ano após ano, nos santos que se veneram com respeito, nos sinos que marcam o compasso dos dias especiais.

As festas religiosas ainda são o ponto alto do ano. Não têm palco nem patrocínio, têm fé. Há procissões que saem pelas ruas em silêncio, há padroeiros que recebem flores e velas em vez de palmas. A divulgação é feita como sempre foi: de boca em boca, nas conversas à porta da igreja ou no café da vila. E, ainda assim, ou talvez por isso mesmo, quando chega o dia certo, todos sabem, e todos aparecem.

Um dos momentos mais marcantes da vida religiosa em Alpalhão acontece na segunda-feira de Páscoa com a romaria de Nossa Senhora da Redonda. No mesmo dia da Romaria da Senhora da Graça, em Nisa. Mais do que um evento, é um reencontro, entre fé, raízes e pertença. Famílias inteiras voltam à terra nesse dia. É o tipo de celebração que não precisa de explicação para quem nasceu aqui, e que comove até quem chega de fora só para ver.

Nestes momentos, percebe-se como as pequenas comunidades se entrelaçam, formando uma rede invisível onde cada vila, cada freguesia, cada nome conta. Alpalhão é um desses nós, discreto, mas firme. Um lugar onde o sagrado ainda se mistura com o quotidiano, não para impressionar, mas para sustentar.

Ecos do artesanato e da produção local

Em Alpalhão, como em tantas aldeias do interior, o artesanato não é uma arte de vitrina nem uma nota de rodapé para turistas curiosos. É algo que se entranha, nos gestos, na forma como se vive e se faz. Não precisa de grandes manifestações públicas, porque continua a existir no silêncio das mãos que sabem fazer. E essas mãos, mesmo que hoje bordem menos, ainda lembram os pontos, os fios, os ritmos.

Os bordados tradicionais de Nisa, por exemplo, são uma herança que não conhece muros. Embora centrados historicamente na sede de concelho, os seus motivos e técnicas espalharam-se pelas freguesias vizinhas, como Alpalhão. Aqui, ainda há quem tenha um pano guardado numa arca, uma colcha oferecida no dia do casamento, um lenço que se bordou em tempos de espera.

Também a cerâmica, com destaque para a inconfundível Olaria Pedrada de Nisa, reflete essa continuidade. Feita à mão, polida com seixos do rio e decorada com desenhos livres, é mais do que objeto utilitário: é símbolo. A produção pode estar centrada noutra vila, mas o barro é o mesmo, o gesto também. E nas casas de Alpalhão ainda se encontram peças herdadas, pratos pendurados na parede, bilhas que já não servem, mas que ninguém se atreve a deitar fora.

Depois há o que se come, e isso, por cá, também é feito à mão. Os enchidos, o azeite caseiro, os bolos fintos que se preparam nas festas. São sabores que não precisam de embelezamento: chegam à mesa com verdade, com tempo, com memória. São alimentos com história, cozinhados como se ainda se estivesse à espera de visitas, mesmo quando não há ninguém à porta.

Em Alpalhão, a produção local não vem embalada. Vem passada. Do forno à mão, do quintal ao tacho, do saber ao sabor. E isso é, em si, uma forma de resistência, contra o ruído, contra a pressa, contra a perda de identidade.

Para quem valoriza o que é feito com alma, o artigo Artesanato português – Tradição com Futuro revela um retrato mais amplo do que ainda se preserva em muitas localidades como esta, onde cada objeto tem origem, função e sentido.

Onde comer em Alpalhão

Numa vila onde tudo acontece devagar, também a refeição se saboreia com outro tempo. Em Alpalhão, comer é quase sempre um gesto de continuidade, como se a tradição passasse também pelo prato, pelo tempero, pelo modo como se serve e se partilha.

No centro da vila, há um espaço que representa isso mesmo. Um restaurante onde a cozinha é caseira, o ambiente é familiar e os sabores têm raízes fundas. O restaurante Regata não precisa de apresentações elaboradas: basta entrar e deixar-se ficar. Lá dentro, migas bem apuradas, carnes tenras e acompanhamentos com gosto a memória. A decoração é simples, mas carregada de sinais da terra, da cultura e das histórias locais.

É o tipo de sítio onde os almoços se estendem sem pressa e onde se ouvem mais conversas entre mesas do que pedidos apressados. Um lugar onde ainda se come como antigamente, com tempo, com pão na mesa e com vontade de voltar.

Se quiseres conhecer melhor este restaurante e a forma como homenageia a alma do Alentejo à mesa, podes ler a nossa experiência completa aqui:

Extensões à visita: o que ver perto de Alpalhão

Alpalhão é o centro de uma pequena constelação de lugares marcantes. Ao seu redor, há locais que merecem ser visitados com tempo, olhos abertos e vontade de ouvir o silêncio. Nenhum deles exige pressa; todos recompensam a curiosidade com paisagens amplas, marcas da história ou pequenas surpresas que só o Alentejo sabe dar.

Se vieste até aqui, estende um pouco mais a viagem. Vais perceber que cada desvio vale a pena.

Capela de Nossa Senhora da Redonda

A poucos minutos do centro de Alpalhão, esta capela do século XVI é um dos tesouros do património religioso no Alentejo. Rodeada por paisagem rural e guardada por um imponente penedo granítico coroado por uma cruz, é um local onde lenda e devoção se encontram. Seja a pé ou de carro, a visita compensa pela serenidade do espaço e pela ligação profunda à história da vila.

Menir da Meada

A poucos quilómetros de Alpalhão, perdido num campo aberto onde o tempo parece suspenso, ergue-se o Menir da Meada. Com mais de 7 metros de altura, é considerado o maior da Península Ibérica, e talvez o mais solitário.

Chegar até ele já é uma experiência: há uma pequena estrada que serpenteia pela paisagem e termina num largo discreto, onde se encontra o parque de merendas. Dali até ao menir, o percurso é feito a pé, entre vegetação seca, borboletas e pedras soltas.

Não há grandes placas nem caminhos delineados. O que se encontra é uma presença, um monumento erguido por mãos humanas há milhares de anos, com uma precisão e uma intenção que ainda hoje nos escapa. Estar ali, junto ao granito quente, em pleno silêncio, é um momento de reencontro com o essencial.

Estrada M1006-3

Embora não comece em Alpalhão, a estrada M1006-3 pode ser facilmente integrada no percurso até ao Menir da Meada. Seguindo em direção a Castelo de Vide, há um ponto, antes de chegar à vila, onde se vira em direção a Póvoa e Meadas. É mais à frente, já longe do bulício da estrada principal, que começa esta travessia rural inesquecível.

A M1006-3 não é apenas um troço de alcatrão: é uma experiência de paisagem. Cada curva abre uma nova janela sobre o norte alentejano, com oliveiras isoladas, campos ondulados e uma sucessão de colinas suaves onde o silêncio reina. Aqui, o tempo abranda naturalmente. É o tipo de estrada que convida a parar, sair do carro e simplesmente olhar.

Se procuras uma ligação sensorial com o território, este é um dos caminhos mais belos da região.

Conhal do Arneiro e Passadiço do Tejo

A menos de meia hora de Alpalhão, junto ao Tejo, encontramos dois dos lugares mais singulares do concelho: o Conhal do Arneiro e o Passadiço de Nisa. São destinos ideais para quem procura natureza com história.

O Conhal, vestígio de uma antiga exploração de ouro pelos romanos, é hoje uma paisagem de pequenas colinas formadas por milhares de seixos. Ali caminhamos por entre vestígios de uma atividade milenar que moldou a terra, e que ainda hoje intriga quem a visita.

Já o trilho da barca da Amieira, que começa nas margens do rio e se estende por pontes suspensas e passagens em madeira, convida a uma imersão total na paisagem fluvial. Aqui, a vegetação é densa, o som é de água e pássaros, e o horizonte é pontuado por encostas rochosas. Um trilho simples, mas memorável, onde o Alentejo toca o Tejo de forma íntima.

Nisa: vila-mãe cheia de surpresas

A sede do concelho, Nisa, merece tempo próprio. Ao contrário da serenidade quase silenciosa de Alpalhão, Nisa tem mais movimento, mais comércio, mais traços da vida comunitária ativa. Mas mantém a alma. É nela que encontramos o coração do artesanato regional, as lojas onde ainda se vendem produtos locais, e ruas com história a cada esquina.

Em Nisa, o passado está nas fachadas, mas também nos rostos. Há fontes ornamentadas, igrejas com valor patrimonial, e pequenos museus onde se pode mergulhar nos saberes da região. Visitar Nisa depois de Alpalhão é como ver a mesma história contada com outra intensidade, diferente, mas complementar.

Termas da Fadagosa de Nisa

A cerca de 10 minutos de Alpalhão, as Termas da Fadagosa de Nisa são um lugar onde o tempo desacelera ainda mais. Conhecidas pelas propriedades terapêuticas das suas águas sulfurosas, estas termas oferecem um ambiente de serenidade absoluta, envoltas por paisagem natural e com infraestruturas que mantêm a ligação entre tradição e conforto.

Mesmo que não se procure um tratamento termal, vale a pena visitar o espaço, passear pelo parque envolvente ou simplesmente respirar o silêncio que ali se cultiva. É uma extensão perfeita para quem procura equilíbrio e bem-estar depois de explorar o património e as ruas de Alpalhão.

Dicas práticas para visitar Alpalhão

Para aproveitares ao máximo a tua visita a Alpalhão, reunimos algumas informações úteis que te vão ajudar a planear com calma, como a vila merece.

📍 Como chegar

Alpalhão é de acesso simples por estrada.

  • Vindo de Nisa, são cerca de 10 minutos de carro.
  • A partir de Portalegre, conta com cerca de 30 km.
  • Para os mais aventureiros, a bicicleta é uma excelente opção, especialmente se vieres na primavera ou outono.

🕒 Melhor altura para visitar

As estações intermédias são as mais agradáveis:

  • Primavera: campos floridos, clima ameno e luz suave.
  • Outono: tons dourados na paisagem e temperaturas mais frescas.
    No verão, o calor pode ser intenso — mas há sempre sombra no Jardim da Devesa.

🚶‍♂️ Tempo ideal de visita

  • Para visitar a vila com calma: 2 a 4 horas.
  • Se quiseres incluir os arredores (Menir da Meada, estrada M1006-3, Nisa): reserva o dia inteiro.

🍴 Onde comer

O destaque vai para o Restaurante Regata, onde a cozinha alentejana é servida com sabor e alma.
É o local ideal para uma refeição tranquila, num ambiente familiar e genuíno.

🅿️ Estacionamento

  • Estacionar em Alpalhão é fácil e gratuito.
  • Existem zonas de estacionamento ao longo da rua principal e junto aos pontos de interesse.
  • Ideal para quem visita de carro e quer andar a pé sem preocupações.

Conclusão: Uma vila discreta com muito para oferecer

Alpalhão não se impõe. Não tem pressa, nem se estende em argumentos. Prefere mostrar-se aos poucos, como quem se senta à sombra e espera que o visitante se aproxime por vontade própria. E talvez seja isso que torna esta vila tão memorável: a ausência de espectáculo, a recusa do artifício.

É fácil passar por Alpalhão sem parar. Mas é ainda mais fácil, depois de lá estar, querer ficar um pouco mais. Porque entre o calor seco do verão e a brisa inesperada que corre no Jardim da Devesa, há uma cadência que se entranha. As ruas contam histórias baixinho, o casario alterna entre a dignidade e a fragilidade, e até o silêncio parece ter um sotaque próprio.

Aqui, tudo se revela devagar. A comida, as pessoas, os lugares. E é nesse ritmo, feito de pausas e detalhes, que se percebe o valor de uma vila como esta. Discreta, sim. Mas nunca indiferente.

Guia completo: O que visitar em Portugal

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Alpalhão em imagens: memórias visuais de um lugar com alma

Perguntas frequentes sobre o que visitar em Alpalhão

  1. Vale a pena visitar Alpalhão?

    Sim. Alpalhão é uma vila pequena, mas cheia de autenticidade. Quem aprecia lugares tranquilos, bem cuidados e com um património discreto mas rico, vai encontrar aqui um destino ideal para uma escapadinha fora dos roteiros turísticos.

  2. O que visitar em Alpalhão num passeio curto?

    Se tiveres pouco tempo, não percas a Igreja Matriz, o Cruzeiro, o Jardim da Devesa e um passeio pelas ruas históricas. Em menos de duas horas consegues captar a essência da vila, e talvez ainda ficar com vontade de voltar.

  3. Onde comer em Alpalhão?

    O Restaurante Regata é a principal referência local. Comida tradicional alentejana, bem servida e com ambiente acolhedor. Uma excelente escolha para almoçar ou jantar após o passeio.

  4. Qual a melhor altura para visitar Alpalhão?

    A primavera e o outono são ideais. As temperaturas são mais suaves, a paisagem está especialmente bonita e a vila convida a caminhar. No verão, o calor pode ser intenso, mas há sempre sombra e sossego.

  5. Quanto tempo é necessário para visitar Alpalhão com calma?

    Duas a quatro horas são suficientes para visitar os principais pontos da vila. Se quiseres explorar os arredores, como o Menir da Meada ou o Passadiço de Nisa, reserva o dia inteiro.

  6. O que visitar perto de Alpalhão?

    Nas redondezas podes conhecer o Menir da Meada, fazer a travessia pela estrada M1006-3, descobrir o Conhal do Arneiro ou visitar a vila de Nisa. Tudo a poucos minutos de distância e com paisagens inesquecíveis.

Partilhe a sua experiência… ou inspire outros a descobrir Alpalhão!

Já visitou Alpalhão? Caminhou pelas suas ruas calmas, sentou-se no Jardim da Devesa ou almoçou no Restaurante Regata?
Sentiu a autenticidade do Alentejo num lugar onde tudo acontece devagar?

Conte-nos nos comentários como foi o seu passeio. A sua partilha pode ser a motivação de que alguém precisa para descobrir esta vila discreta, mas cheia de alma.


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Quanto mais cuidarmos dos lugares pequenos, mais eles nos devolvem em memórias e significado.
Alpalhão merece ser visitada com tempo, olhos atentos e um coração disponível para o que é simples, mas essencial.

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Sofia

Autora de guias de viagem no Tapa ao Sal, partilha experiências autênticas pelos destinos de Portugal. Com mais de 180 artigos publicados, alia paixão pela gastronomia e cultura portuguesa a uma escrita detalhada e acompanhada de fotografia própria.

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5 comentários

  1. Queremos agradecer a todos os leitores que têm acompanhado este artigo com tanta atenção e carinho. 💛
    Aproveitamos para informar que já corrigimos a referência ao pelourinho de Alpalhão: de facto, o pelourinho existiu e estava localizado junto ao cruzeiro, mas foi destruído no século XIX. A menção foi mantida no texto, agora com essa contextualização, por acreditarmos que também o que já não está presente ajuda a contar a história de um lugar.
    Obrigada por estarem desse lado, e por ajudarem a fazer deste espaço um lugar onde o rigor e o afeto andam de mãos dadas.

  2. Sou de Alpalhão, onde fiz a escolaridade obrigatória, única existente, motivo que me obrigou a sair de Alpalhão muito novo.
    Mas de facto nunca sai, por lá se encontram as minhas raízes, as minhas pegadas marcadas em cada rua em caminhada “devagar”.
    Ao ler o seu artigo, parei, reli, e fiquei a pensar que não podia ficar indiferente sem me pronunciar.
    Mas afinal o que posso eu dizer, para além dos agradecimentos já feitos pelo o Senhor João da Regata.
    Elogiar o texto, escrito por uma profissional, por estar muito bem escrito?
    Por achar que a descrição sobre Alpalhão, é invulgar.
    ” Devagar ” certamente que me vai ocorrer a palavra certa que exprimem os meus sentimentos por aquela Terra que está sempre presente na minha Alma.
    E a única coisa que me surgiu foi:
    FIQUEI BABADO
    Esclareço que criei uma Associação, LIAAL- Liga dos Amigos de Alpalhão para promover, divulgar, preservar o Património Histórico e Cultural de Alpalhão.
    Enquanto representante da LIAAL, tive oportunidade de promover algumas palestras, acompanhadas de visitas guiadas, uma delas realizada pelo Professor Vítor Serrão.
    Daqui nasceu a ideia de publicar um livro sobre Alpalhão – Património Histórico e Artístico de Alpalhão, com textos dos Vários Historiadores que publicaram textos sobre Alpalhão
    – Património Histórico e Artístico
    – 500 anos do Foral Manuelino
    Vestígios Judaicos
    Terei muito gosto em lhe fazer chegar um exemplar.
    O meu obrigado
    João Tavares Mourato

    • Caro João Tavares Mourato,
      As suas palavras comoveram-nos profundamente. Ler este comentário é, por si só, uma viagem ao coração de Alpalhão. Feita com emoção, memória e um amor verdadeiro por aquilo que importa preservar.
      Saber que este pequeno retrato da vila tocou alguém com raízes tão fundas e vivas em Alpalhão é o maior elogio que poderíamos receber. Muito obrigado por partilhar connosco esse sentimento tão genuíno, e por tudo o que tem feito ao serviço da memória e da identidade desta terra, através da LIAAL.
      O seu projeto e o livro que menciona despertam-nos enorme interesse. Será um privilégio conhecer esse trabalho e aprofundar o olhar sobre Alpalhão através da perspetiva dos que a conhecem por dentro, com tempo e com alma.
      Receba o nosso sincero agradecimento.
      E que Alpalhão continue a ser, para muitos, esse lugar onde se anda devagar… mas se fica para sempre.
      Com estima,
      Sofia e Sérgio — Tapa ao Sal

    • Muito obrigado pelas suas palavras tão generosas!
      Ficamos felizes por sentir que a reportagem passou não só a história, mas também o carinho com que foi escrita. É esse o espírito que procuramos guardar em cada lugar que visitamos, e Alpalhão merece-o plenamente.
      Um abraço e volte sempre ao nosso cantinho do Tapa ao Sal

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